Castelo da Lousa

castelo romano junto ao Guadiana no concelho de Mourão
Castelo da Lousa
Castelo da Lousa 01.JPG
Vista do cimo do castelo em 2001, antes de submergido.
Mapa de Portugal - Distritos plain.png
Construção (Séculos II e I a.C.)
Estilo Arquitetura militar romana
Conservação Submerso
Homologação
(IGESPAR)
MN
(DL Dec. nº 251/70, DG 129 de 3 de junho de 1970)
Aberto ao público Não
Site IHRU, SIPA1200
Site IGESPAR70526

O chamado Castelo da Lousa, também referido como Castelo Romano da Lousa, localiza-se na Herdade do Montinho, freguesia de Nossa Senhora da Luz, concelho de Mourão, distrito de Évora, em Portugal.

HistóriaEditar

Erguido no alto de uma escarpa em posição dominante sobre o rio Guadiana, cuja travessia vigiava, na realidade trata-se de uma fortificação romana de pequenas dimensões, de planta retangular, em aparelho de xisto, material abundante na região. Este sítio arqueológico, testemunho da Invasão romana da Península Ibérica, foi datado entre o século II a.C. e o século I a.C..

Classificado como Monumento Nacional por Decreto publicado em 3 de Junho de 1970, a área foi submersa pelo lago formado com a construção e operação da Barragem do Alqueva, que gera energia hidroelétrica para a região do Alentejo.

Com a assinatura de protocolo entre a Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva (EDIA) e o Instituto Português de Arqueologia (IPA) e, a permissão dos herdeiros de José Rico Godinho Apóstolo, a 4 de Junho de 1997 foram mobilizadas dezassete grupos constituídos por arqueólogos, técnicos e estudantes, que procederam estudos e escavações na área a ser inundada, tendo sido identificados mais de duzentos sítios arqueológicos, periodizados entre o Paleolítico e as Idade Média e Moderna.

Uma das ações desenvolvidas foi um levantamento arqueológico-topográfico atualizado dos vestígios da fortificação romana, optando-se por preservá-los para as futuras gerações. Essa tarefa foi empreendida através do envolvimento dos vestígios com sacos de areia, cobertos por sua vez com uma pasta especial de cimento, visando evitar o desgaste provocado pelas águas.

Complementarmente, entre 1998 e 2003, a antiga Aldeia da Luz, foi evacuada, tendo os seus moradores sido reassentados em uma nova povoação, em cota mais elevada, em torno de uma nova igreja para a padroeira, Nossa Senhora da Luz, do novo cemitério (que recebeu os despojos do anterior), e de um museu dedicado aos testemunhos da ocupação da região.

O projeto de reassentamento sob o título de Cemitério, Igreja de Nossa Senhora da Luz e Museu da Luz, de autoria dos arquitetos Pedro Pacheco e Marie Clément, recebeu o Prêmio Internacional Architetura em Pedra -2005

Ligações externasEditar