Abrir menu principal

Castelo de Alcantarilha

castelo medieval em Alcantarilha, Portugal
Searchtool.svg
Esta página foi marcada para revisão, devido a incoerências e/ou dados de confiabilidade duvidosa. Se tem algum conhecimento sobre o tema, por favor, verifique e melhore a coerência e o rigor deste artigo.
Castelo de Alcantarilha
Mapa de Portugal - Distritos plain.png
Construção ()
Estilo
Conservação
Homologação
(IGESPAR)
N/D
Aberto ao público

O Castelo de Alcantarilha, no Algarve, localiza-se na povoação e freguesia de Alcantarilha, no Concelho de Silves, Distrito de Faro, em Portugal.[1]

Monumento pouco conhecido, hoje em ruínas, teve como função a defesa das gentes da povoação e arredores dos ataques dos piratas do Norte d’África.

Índice

HistóriaEditar

AntecedentesEditar

Acredita-se que a primitiva ocupação humana de seu sítio remonte a um castro pré-histórico, erguido no período de transição do Neolítico para o Calcolítico. Embora também se acredite que tenha sido conhecido por navegadores Fenícios, Gregos e Cartagineses, a conquista deste povoado aos Conios no contexto da Invasão romana da Península Ibérica terá ocorrido em 198 a.C., quando se terá constituído em acampamento ou base militar de ocupação, servida pelo porto vizinho de Armação de Pêra.

À época da Invasão muçulmana da Península Ibérica, localizava-se estratégicamente na estrada que comunicava Faro e Silves, as duas capitais islâmicas do Algarve. A povoação desenvolveu-se em função da ponte que lhe terá dado o nome - al-qantarâ, hoje Alcantarilha -, datando a sua primitiva muralha defensiva do século XII.

O castelo medievalEditar

À época da Reconquista cristã da Península Ibérica, foi tomada aos mouros pelo Mestre da Ordem de Santiago, D. Paio Peres Correia, sob o reinado de D. Afonso III (1248-1279), que terá determinado a reedificação do seu castelo.

Em fins do século XVI as suas muralhas foram remodeladas, por iniciativa de D. Sebastião (1568-1578) que, de passagem por Alcantarilha em 1573, determinou que fossem procedidos alguns melhoramentos na sua defesa.

Da Restauração da independência aos nossos diasEditar

À época da Guerra da Restauração da independência portuguesa, as suas defesas foram modernizadas e adaptadas aos tiros da artilharia.

Acredita-se que, à semelhança de outros monumentos na região, tenha sofrido severos danos com o terramoto de 1755, o que carece de pesquisa documental mais detalhada.

O castelo chegou a 1948 em relativo estado de conservação. A partir de então, ao longo das últimas décadas, a evolução da malha urbana sacrificou extensos troços das muralhas, e descaracterizou a fisionomia do espaço intra-muros, transformando este monumento em ruínas.

Classificado como Imóvel de Interesse Público por Decreto publicado em 29 de Setembro de 1977, os vestígios do castelo reclamam um abrangente programa de investigação arqueológica que permita encaminhar questões como as da sua primitiva ocupação, sua inserção no contexto islâmico regional, sua transição para a esfera cristã, seu abandono e outras.

CaracterísticasEditar

Embora se desconheça a sua exata conformação medieval, chegou até aos nossos dias um trecho curvo do pano da muralha, com cerca de 12 metros de extensão por 4,5 metros de altura, em alvenaria de pedra calcária argamassada com argila, ao qual estão adossadas diversas edificações de épocas mais modernas. Nele se rasgam uma porta simples a sudeste do portão principal, em cantaria de verga curva com soco, com porta gradeada de ferro, e uma janela quadrangular de pequenas dimensões a noroeste, a cerca de 4 metros de altura.

Ligações externasEditar

Notas

  1. Imagem e localização no Google Maps [1]

Ver tambémEditar