Abrir menu principal
Searchtool.svg
Esta página foi marcada para revisão, devido a incoerências e/ou dados de confiabilidade duvidosa. Se tem algum conhecimento sobre o tema, por favor, verifique e melhore a coerência e o rigor deste artigo.
Castelo de Arrifana
Ribat arrifana.jpg
Castelo de Arrifana, Portugal: vestígios do "ribat".
Mapa de Portugal - Distritos plain.png <div style="position:absolute;top:Erro de expressão: Operador * inesperadopx; left:Erro de expressão: Operador * inesperadopx; width:3px; height:3px; background:#FF0000" title="Localização" onmouseover="width:5px;height:5px;">
Construção Abu Alcacime Ben Alhocerne Ibn Caci (Século XII)
Estilo
Conservação
Homologação
(IGESPAR)
N/D
Aberto ao público

O Castelo de Arrifana (ou da Arrifana), também denominado como Forte da Arrifana, no Algarve, localiza-se na vila de Aljezur, Distrito de Faro, em Portugal.

Em um trecho do litoral atlântico em geral hostil à fundeação, destacam-se a angra de Arrifana, juntamente com Odeceixe, o canal entre a ilha do Pessegueiro e a costa, e a baía de Sines. A praia, entre falésias de xisto cinzento e calcário branco ou dourado, erodidas pelos ventos e pelas ondas, inscreve-se na região turística do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.

HistóriaEditar

Ali, na foz da ribeira de Aljezur, outrora navegável, sobre a ponta da Atalaia, fronteira à vila de Aljezur, em posição dominante sobre a praia da Arrifana, encontram-se os vestígios de uma edificação, que a tradição local denomina como Castelo da Arrifana, referindo que seriam os remanescentes da residência de Abu Alcacime Ben Alhocerne Ibn Caci, príncipe independente do primeiro reino do Algarve, que teria deixado a capital, Silves, para se ali dedicar à contemplação e à escrita.

Embora estes vestígios não se encontrem classificados ou em vias de classificação, as pesquisas arqueológicas iniciadas em 2001, a cargo de Rosa Varela Gomes, têm colocado a descoberto os vestígios de um "ribat" (convento-fortaleza) muçulmano, datado do século XII, do qual existiam referências documentais, mas que, apesar da tradição local, não possuíam testemunhos materiais associados à cultura islâmica.

A ocupação estratégica da região pelos muçulmanos foi determinada pela oferta de condições naturais essenciais à sobrevivência como água potável, terrenos agrícolas férteis e produtos da pesca. A defesa daquele troço da costa vicentina era essencial, à época da Reconquista cristã da Península.

Diante da conquista da região pelos cristãos, o ribat foi abandonado. A banda de Aljezur sobre a Arrifana foi ocupada até ao meado do século XVIII, quando devido à destruição causada pelo terramoto de 1755, uma nova Igreja foi erguida na margem oposta, desenvolvendo-se a povoação por aquele lado. A praia da Arrifana é apreciada pelos praticantes de surfe e de body board.

Os trabalhos envolvem diversos arqueólogos e um grupo de estudantes de Arqueologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, assim como voluntários locais, com o apoio da Associação de Defesa do Património Histórico e Arqueológico de Aljezur e da autarquia local.

CaracterísticasEditar

Trata-se do único ribat identificado até ao momento no território português, o segundo na Península Ibérica, após o de Guardamar, em Alicante.

As escavações colocaram a descoberto troços de muros e vestígios de outras estruturas, assim como fragmentos de cerâmica muçulmana do século XII. Foram identificados quatro oratórios (mirab) de celas conventuais, ritualmente orientados para Meca, a Sudeste.

O conjunto é completado pelo Castelo de Aljezur e pelos vestígios de algumas torres-atalaia na região, que permitiam o controle e vigilância daquele trecho da costa, já que dali se avista desde Sines até ao Cabo de São Vicente.

Ligações externasEditar