Castelo de Fischbach

O Castelo de Fischbach num desenho de Nicolas Liez (1834)

O Castelo de Fischbach (em luxemburguês Schlass Fëschbech) é uma residência privada da família grã-ducal de Luxemburgo, localizada próximo da cidade de Fischbach, no centro de Luxemburgo.[1]

HistóriaEditar

O Castelo de Fischbach tem a mais longa história entre todos os castelos do Luxemburgo. A propriedade de Fischbach foi originalmente propriedade da Abadia de Echternac, a qual foi a instituição religiosa mais rica do grão-ducado por vários séculos. O primeiro senhor feudal independente da Igreja, Udo de Fischbach, está registado como tendo tomado posse do castelo em 1050. Posteriormente, passou por várias alterações e renovações. Em 1635, durante a Guerra dos Trinta Anos, foi completamente destruído[1] .

Durante o segundo quartel do século XIX, o castelo foi comprado por Auguste Garnier, um industrial e metalúrgico, que transformou a propriedade num centro industrial ao instalar ali alto-fornos. Em 1850, o castelo foi adquirido pela primeira vez por um chefe de Estado, quando o Grão-duque Guilherme II comprou a propriedade para consolidar o seu controle político sobre o Luxemburgo e para aplacar a população local após a Revolução Belga. Imediatamente ordenou a demolição dos alto-fornos de Garnier.[2]

Em 1884, o Castelo de Fischbach foi adquirido ao Grão-duque Guilherme III pelo Duque Adolfo de Nassau, que se tornaria Grão-duque do Luxemburgo quando a união pessoal entre o Luxemburgo e os Países Baixos terminou, em 1890[1] .

Durante a ocupação nazi da Segunda Guerra Mundial, Fischbach foi convertido numa casa de repouso para artistas alemães, chamado Künstlerheim Fischbach. Apesar da designação, Fischbach não conseguiu impedir o saque de obras de arte que ocorreu noutros palácios do Luxemburgo. Contudo, ao contrário do que aconteceu noutras residências reais, não foi renovado ou parcialmente demolido para se adaptar às intenções nazis, estando em condições habitáveis quando a Grã-duquesa Carlota regressou do exílio[2] .

Devido à inadequação dos outros palácios reais, Carlota continuou a viver em Fischbach depois da guerra e tomou gosto pelo local. Mesmo após a restauração completa do Castelo de Berg e do Palácio Grão-ducal, a Grã-duquesa Carlota permaneceu em Fischbach durante o resto do seu reinado. De facto, mesmo depois da sua abdicação, em 1964, em favor do seu filho, João, decidiu continuar a viver em Fischbach até à sua morte, ocorrida em 1985. Dois anos depois da morte de Carlota, o Príncipe Henri e a sua esposa, a Grã-duquesa Maria Teresa, mudaram-se para o castelo, onde viveram até que Henri sucedeu a seu pai, João, como Grão-Duque do Luxemburgo, em 2000.

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b c "Château de Fischbach", Cour grand-ducale de Luxembourg. (em francês) Pesquido em 9 de Março de 2011.
  2. a b "Les résidences de la Famille grand-ducale", Gouvernement luxembourgeois. (em francês) Pesquido em 9 de Março de 2011.

Ligações externasEditar