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Castelo de Lagos
Muralha de Lagos.jpg
Porta de São Gonçalo, em 2010.
Mapa de Portugal - Distritos plain.png
Construção (Período muçulmano)
Estilo
Conservação Bom
Homologação
(IGESPAR)
MN
(DL n.º 9 842 de 20 de Junho de 1924)
Aberto ao público Sim
Site IHRU, SIPA1285
Site IGESPAR70535
Castelo de Lagos
Localização da Porta de São Gonçalo
37° 05′ 57,3″ N, 8° 40′ 09,71″ O

O Castelo de Lagos, oficialmente conhecido como Muralhas e Torreões de Lagos e Cerca Urbana e Frente Fortificada de Lagos, é um monumento militar na cidade de Lagos, na região do Algarve, em Portugal.

A evolução das fortificações de Lagos acompanhou a longa história da cidade. Embora o castelo não tenha chegado até aos nossos dias e o conjunto da cerca medieval se encontre relativamente descaracterizado, Lagos é a cidade algarvia com perímetro fortificado mais extenso. Este conjunto foi reforçado ao final do século XIII, pela construção de outras fortificações que cooperavam para a defesa da cidade e sua baía, entre as quais se destacam, entre outras, o Forte da Ponta da Bandeira e o Forte da Meia Praia.

CaracterísticasEditar

 
Vista do Baluarte de São Francisco, em 2018. Do lado direito, vêem-se em sequência os três baluartes de Santo Amaro, da Porta dos Quartos e de São Nicolau. No fundo ao centro, atrás do Convento de Nossa Senhora do Carmo, está o Baluarte da Gafaria.

O conjunto das defesas da cidade apresenta planta incompleta no formato de um pentágono irregular, marcado por nove baluartes de planta quadrada e/ou pentagonal e cinco vias de acesso. Diferentemente de outros conjuntos, não se localiza em posição dominante no terreno, mas sim junto à ria. Nele ocorre a interseção de duas cintas de muralhas de diferentes períodos construtivos, onde restam a:

  • Cerca Medieval, também chamada de Pano Nascente[1] ou cerca marítima, por estar voltada para o mar, a leste.[carece de fontes?] Com paredes mais espessas (c. 2 metros de largura por alturas que variam de 7,5 a 10 metros), percorrida por adarve, encimada por ameias e seteiras,[carece de fontes?] desenvolve-se desde o Palácio dos Governadores (atual Hospital de Lagos)[carece de fontes?] até à Porta de São Gonçalo (ladeada por duas torres albarrãs[1] de planta quadrada) e ao Baluarte da Torre do Trem. Este troço, segue, com interrupções, para sul, até à Porta da Vila, que se abre para o lado de terra.[carece de fontes?] Inclui igualmente o revelim do Castelo dos Governadores e o Torreão da Ribeira.[1] Na Porta da Vila, inicia-se a
  • Cerca Nova ou Muralha renascentista[2], com características do estilo renascentista, que se desenvolve pelo lado de terra, para oeste, partindo do Baluarte de Santa Maria e prosseguindo para o Baluarte da Praça de Armas, o Baluarte da Conceição e o Baluarte da Alcaria. A partir deste último, o circuito inflete para norte, alcançando o Baluarte da Porta dos Quartos, o Baluarte de Santo Amaro e o Baluarte de São Francisco. Daqui, a muralha, com interrupções, volta-se para o lado do mar, na direção este.[carece de fontes?]

A cerca medieval ou cerca velha protegia a zona antiga da cidade, um burgo de forma aproximadamente octogonal que foi modernamente classificado como o Núcleo Primitivo de Lagos ou Vila-a-dentro.[2] Esta vila medieval desenvolvia-se em torno da Igreja de Santa Maria do Castelo.[carece de fontes?] Nela se rasgavam ainda a Porta do Mar ou Porta da Ribeira, que comunicava com a praia e o mar, a Porta da Vila, que comunicava com o lado de terra, e supõe-se que talvez uma poterna.[carece de fontes?]

A cerca nova, adaptada aos tiros da artilharia, constituía-se por três baluartes de flancos retirados (de Santa Maria, da Alcaria e de São Francisco) e quatro torres ou meios baluartes (da Praça de Armas, da Conceição, da Porta dos Quartos e de Santo Amaro).[carece de fontes?]

Entre os baluartes sobreviventes, destaca-se o da Alcaria, que é o que está na posição mais saliente do lado ocidental, e que forma uma torre elevada quadrangular, com uma rampa de acesso às muralhas, e dois orelhões de grandes dimensões.[3] No lado poente das muralhas, dois dos baluartes, o da Porta dos Quartos e de São Francisco, apresentam parapeitos apropriados para o uso de artilharia.[3]

HistóriaEditar

 Ver artigo principal: História de Lagos (Portugal)
 
Castelo dos Governadores, em 2016.

AntecedentesEditar

A cidade de Lagos tem uma história muito antiga, tendo a primeira povoação na zona sido o castro ou cidade fortificada de Lacóbriga, fundada por volta de 1899 a.C., pelos povos cónios.[4] O principal sítio apontado pelos arqueologistas para a localização de Lacóbriga é o Monte Molião, onde foram encontrados vestígios desde a pré-história até ao domínio romano.[5] Na zona de Lagos foram encontrados vestígios dos povos fenícios,[6] e gregos.[7] A povoação foi conquistada pelos cartagineses, que mudaram a sua localização em meados do primeiro milénio a.C., para o sítio da moderna cidade de Lagos.[8] A nova povoação recebeu, para a sua defesa, uma muralha de planta quadrangular.[carece de fontes?]

A cidade foi conquistada pelas forças romanas no Século I a.C., tendo nessa altura o seu nome sido alterado para Lacobrica.[8] O domínio romano da Lusitânia durou até meados do primeiro milénio, tendo terminado com as invasões dos povos de Leste, primeiro os Alanos e depois os visigodos.[9] No Século VIII, iniciou-se a invasão muçulmana da Península Ibérica, tendo a cidade de Lacobrica sido conquistada pelos omíadas em 716.[10] Estes mudaram o nome à povoação, que passou a denominar-se de Halaq Al-Zawaia ou Al-Zawaia.[11] O primeiro castelo em Lagos foi construído ainda durante o período islâmico, devido à sua localização como ponto para a defesa costeira, e ao mesmo tempo como acesso à importante cidade de Silves.[3] Este recinto fortificado teria sido construído ainda nos primórdios do período califal, durante o domínio de Abd al-Rahmman III, mas foi completamente destruído devido a sucessivas obras nos séculos seguintes.[3] No contexto de disputas internas, Abderramão III, califa de Córdoba, conquistou a povoação (929), dotando-a de duas ordens de muros, reforçados por torres.[carece de fontes?] A dimensão destas obras traduz a importância económica e estratégica de que a povoação gozava, no acesso à Silves muçulmana.[carece de fontes?]

 
Antigo edifício do Instituto dos Socorros Náufragos, construído no local do antigo forte da Barroca, na rua com o mesmo nome.
 
Abertura numa muralha de Lagos, para a passagem da Estrada da Ponta da Piedade. Neste local situava-se a Porta da Praça de Armas.

O castelo medievalEditar

À época da Reconquista, foi inicialmente conquistada pelas forças do rei Sancho I (r. 1185–1211) em 1189.[12] Retomada em 1191 pelas forças do Califado Almóada sob o comando do califa Iacube Almançor (r. 1184–1199)[13] e manteve-se sob controle mouro até sua reconquista entre 1241 e 1249.[14] Os habitantes muçulmanos fugiram para o Norte de África, tendo no entanto destruído os edifícios em Lagos antes de partirem.[15] Apesar da reconquista ter terminado, os povos maometanos continuaram a guerra pelo oceano, atacando frequentemente Lagos e outras povoações marítimas do Algarve.[16]

Do mesmo modo de que não dispomos de informações seguras acerca da evolução arquitectónica das defesas sob o domínio muçulmano, o mesmo ocorre para os primeiros séculos do domínio cristão.[carece de fontes?] Sabe-se que as obras iniciaram-se sob o reinado de D. Afonso III (1248-1279),[3] prosseguindo pelo tempo de D. Dinis (1279-1325) e de D. Afonso IV (1325-1357).[carece de fontes?] D. Afonso IV ordenou a construção de uma cintura de muralhas em redor da cidade, que cobriam a área entre a Porta da Vila, a futura Igreja de Santo António, o castelo e a Porta de São Gonçalo.[16] Uma carta de 1332 de D. Afonso IV refere que ainda estavam por concluir os muros, que nessa altura se prolongavam desde a Igreja de Santa Maria até à cadeia, nos limites da povoação.[17] A partir de 1361, a vila de Lagos foi separada da jurisdição de Silves, alcançando a independência administrativa.[carece de fontes?] Sobreviveram relatos da continuação dos trabalhos durante o período de D. Fernando (1367-1383).[3] O último destes relatos foi emitido durante a Guerra dos Cem Anos, provavelmente no âmbito de uma campanha para a modernização das defesas.[3]

No contexto dos descobrimentos portugueses, Lagos desempenhou um importante papel.[carece de fontes?] Vizinha a Sagres, constitui-se em uma das bases de apoio para a conquista do Norte de África e para as operações do Infante D. Henrique (1394-1460), quando da primeira fase dos Descobrimentos.[carece de fontes?] Daqui partiram:

Em que pese esta importância estratégica, nas Cortes de 1475 registaram-se reclamações acerca do precário estado de conservação em que se encontravam as fortificações algarvias, entre as quais esta, de Lagos.[carece de fontes?]

 
Fotografia da Praça de Armas, em 2013. Ao fundo está Baluarte de Santo António ou do Coronheiro, em ruínas.
 
Jardim do Anel Verde em 2014, com o Baluarte de Nossa Senhora da Conceição ou da Gafaria.
 
Baluarte de Santa Maria da Graça ou da Porta da Vila em 2016.
 
Baluarte da Porta dos Quartos, em 2017.

Dos baluartes manuelinos à Dinastia FilipinaEditar

Ao se iniciar o reinado de D. João II (1481-1495), a Casa da Guiné foi transferida de Lagos para novas dependências, em Lisboa (1481-1482). Este soberano e seu sucessor também teriam procedido a trabalhos de conservação nas defesas de Lagos, que fizeram dotar com um aqueduto para o abastecimento de água (1490-1521). D. Manuel I (1495-1521) outorgou-lhe a segunda Carta de Foral (1504), reformada uma década mais tarde, fazendo iniciar o edifício do Paço dos Governadores.[carece de fontes?] Também foi iniciado um grande programa para a reparação e ampliação das fortificações de Lagos, tendo sido reconstruída uma grande parte da cerca medieval, que foi aumentada, passando a abranger uma área superior, alteração que era necessária devido ao progressivo crescimento residencial da cidade.[3] Neste sentido, foi construída uma segunda linha de muralhas e mais quatro baluartes, que foram instalados em zonas mais importantes do perímetro fortificado, junto ao oceano e à ria.[3] Esta segunda linha foi construída a partir de 1520.[carece de fontes?] Três destes baluartes foram destruídos devido à expansão da cidade no sentido da ribeira, tendo sobrevivido apenas o da Porta da Vila, no ponto Sudoeste das muralhas.[3] Os nomes de alguns destes baluartes ficaram na toponímica local, como a Rua da Barroca e a Rua das Portas de Portugal.[3] Em 1556, o Rei D. João III deu ordem para que fossem terminadas as obras começadas por D. Manuel, embora tenha dado mais atenção à muralha ocidental, mudando desta forma os planos iniciais, que valorizavam mais os lados meridional e nascente.[3] Com esta modificação, o recinto fortificado ganhou mais dez baluartes, tendo sido a primeira muralha totalmente abaluartada em território nacional.[3] Alguns dos baluartes, nomeadamente o da Porta dos Quartos e o de São Francisco, foram construídos com parapeitos já prontos para o uso de armas de artilharia.[3] Foram erguidos quatro modernos baluartes defendendo a parte da vila voltada para o mar e para a ria (Baluarte da Porta Nova, Baluarte da Porta de Portugal, Baluarte da Barroca e Baluarte do Trem do Quartel). [carece de fontes?]

Com a construção dos novos baluartes, o recinto amuralhado de Lagos passou a contar com estas fortificações:

  • para a ria, de oeste para leste: o Baluarte de São Gonçalo (antiga Torre da Ribeira), o Castelo, os Baluarte da Praça, da Barroca, da Porta Nova e de Portugal;
  • para terra: os Baluarte da Porta do Postigo, do Jogo da Bola, do Paiol, da Porta dos Quartos, das Freiras, da Gafaria, do Coronheiro e da Porta da Vila.[carece de fontes?]

Além dessas obras, para além das duas comunicações para o exterior até então existentes (Porta do Mar e Porta da Vila), abriram-se mais seis:

  • para a ria: a Porta do Cais, Porta de São Roque e Porta Nova;
  • para terra, a Porta de Portugal, Porta do Postigo e Porta dos Quartos.[carece de fontes?]

No âmbito do projeto expansionista de D. Sebastião (1568-1578), Lagos foi elevada a cidade (1573), torna-se a capital do Reino do Algarve e a residência dos Capitães Generais e Governadores.[carece de fontes?] O seu sucessor, o Cardeal D. Henrique (1578-1580), confirmou-lhe o título (1579).[carece de fontes?]

À época da Dinastia Filipina, a solidez das defesas de Lagos, foi demonstrada na resistência que opôs ao desembarque das forças inglesas de Francis Drake (1587), levando-o a procurar ponto mais vulnerável naquele trecho do litoral, o que finalmente encontrou no cabo de São Vicente, arrasado na ocasião.[carece de fontes?] Os danos então causados pela artilharia inglesa a Lagos, bem como o receio de novos ataques aquele litoral, levaram à reconstrução e modernização de suas defesas nos anos seguintes. Entre as principais mudanças, destacam-se:[carece de fontes?]

Apesar da sua sofisticação, as defesas de Lagos foram insuficientes para derrotar as forças de Francis Drake em 1587, que atacou a região durante uma guerra entre a Espanha e a Inglaterra.[3] Devido a este fracasso, Filipe I iniciou um programa para a reconstrução e a modernização do recinto fortificado, que se iniciou nos anos seguintes, embora com grandes atrasos.[3] Em 1621, a parte mais fortificada das muralhas, correspondente ao Castelo dos Governadores, foi modificada de forma a servir de habitação ao alcaide do castelo.[3] A Muralha Renascentista foi terminada apenas na primeira metade do Século XVII.[2]

Baluartes do Jogo da Bola, do Paiol e da Porta dos Quartos, e Castelo dos Governadores. Estas fotografias foram publicadas na obra Monographia – As Forças Militares de Lagos nas Guerras da Restauração e Peninsular e nas Pugnas pela Liberdade, de 1910.
 
Gravura da cidade de Lagos, publicada no jornal O Panorama n.º 45, de 5 de Novembro de 1842.

Da Guerra da Restauração aos nossos diasEditar

Após o Domínio Filipino, a cidade de Lagos iniciou um período de decadência, o que teve efeitos negativos no aparelho defensivo, cujas obras passaram a ser principalmente de reforço das estruturas já existentes, embora tendo sido construídos alguns novos fortins na costa.[3]

No momento da restauração da independência portuguesa, foram empreendidos trabalhos de conservação nas muralhas (1642), ocasião em que foi formulada a proposta para a construção de uma fortaleza de grandes dimensões, de planta pentagonal com cinco baluartes nos vértices, sobre a falésia ao sul da cidade (1643).[carece de fontes?]

Posteriormente, a cidade e as suas defesas seriam duramente afetadas pelo maremoto que assolou o litoral algarvio em consequência do terramoto de 1755. A destruição resultante foi de tal ordem que os governos civil e militar se transferem para Tavira, menos afetada. No final do século, o centro da cidade foi transferido da antiga Praça de Armas (atual Praça Infante D. Henrique) para a Praça do Cano (atual Praça Gil Eanes) (1798).[carece de fontes?]

O Sismo de 1755 devastou grande parte da cidade de Lagos, incluindo o Castelo, que nunca chegou a ser reconstruído.[17] Relatos da época contam que as águas do oceano subiram à altura das muralhas, que ficaram totalmente destruídas nas partes em que embateu.[17]

Na segunda metade do século XIX a cidade conheceu um surto de expansão, a partir da instalação de indústrias de conservas de pescado. Nessa fase, são alargadas a Porta de Portugal e a Porta dos Quartos bem como erguido um chafariz no Baluarte da Porta Nova (1863) e, posteriormente alargadas, a Porta do Postigo, a Porta do Cais e a Porta Nova (1888).[carece de fontes?]

O conjunto de muralhas e baluartes está classificado como monumento nacional por Decreto publicado em 20 de Junho de 1924.[carece de fontes?]

No Século XX, Lagos foi uma das principais cidades abrangidas pelo programa das Comemorações dos Centenários, tendo sofrido grandes obras de remodelação, incluindo o restauro das muralhas e a sua desobstrução através da demolição de edifícios anexos, e a construção de uma avenida que delineou os limites urbanos na orla costeira.[3] Em 7 de Agosto de 1960, foi inaugurada a Avenida dos Descobrimentos, no âmbito de uma grande festa na cidade de Lagos, com a presença do almirante Américo Tomás e do presidente brasileiro, Juscelino Kubitschek, que visitaram o castelo de Lagos.[18]

A partir da segunda metade da década de 1950, o poder público, através da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, tendo em vista as comemorações dos Centenários, procedeu uma ampla intervenção no património edificado de Lagos, demolindo edificações adossadas aos antigos muros e baluartes, reconstruindo o Paço dos Governadores, reedificando troços de muralhas e abrindo a Avenida das Descobertas, em aterro que aumentou a proteção entre a cidade e o mar.[carece de fontes?]

Em 10 de Outubro de 1984, o Diário de Lisboa relatou que tinha sido assinado um acordo entre a autarquia de Lagos e o Ministério do Equipamento Social para um grande programa de reabilitação urbana do centro histórico da cidade, que incluía a construção de um anfiteatro num dos ângulos das muralhas.[19] Nessa altura, a Direcção-Geral dos Monumentos Nacionais estava a fazer obras de recuperação parcial das muralhas e de algumas das torres, e iniciou um programa de recuperação do Castelo dos Governadores, cuja zona estava muito degradada, e que deveria durar cerca de três anos e custar vinte mil contos.[19]

Posteriormente, continuaram as várias obras de remodelação das antigas estruturas defensivas, destacando-se a adaptação do Baluarte da Vila a um observatório astronómico.[3]

Em 2018, a Câmara Municipal de Lagos lançou um concurso para obras de remodelação na zona nascente das muralhas de Lagos, junto ao Jardim da Constituição, e que engloba o Torreão da Ribeira, as duas torres albarrãs na Porta de São Gonçalo, a fachada Sul do Castelo dos Governadores mais o seu revelim, e o pano de muralha desde o primeiro torreão até ao Castelo dos Governadores.[20] Esta empreitada teve o valor de 140 mil Euros, e um prazo de execução de quatro meses.[20] Em Novembro desse ano, teve lugar em Lagos a reunião anual da associação Urban Sketchers, evento que contou com visitas comentadas a vários monumentos da cidade, incluindo as muralhas e o Castelo dos Governadores.[21]

Em Abril de 2019, a Revista Municipal de Lagos noticiou que a autarquia tinha adjudicado mais duas intervenções nas muralhas, que consistiam namanutenção na Rua da Barroca, e na recuperação do lanço nascente das muralhas.[1]

 
Rua da Capelinha, em 2014. O Baluarte das Portas de Portugal situava-se aproximadamente no local do prédio à esquerda.

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b c d «Intervenções na Muralha de Lagos». Lagos de Revista Municipal. Lagos: Câmara Municipal de Lagos. Abril de 2019. p. 19 
  2. a b c «Requalificação das Muralhas de Lagos». Lagos de Revista Municipal. Lagos: Câmara Municipal de Lagos. Agosto de 2018. p. 21 
  3. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t «Muralhas e torreões de Lagos». Direcção Geral do Património Cultural. Consultado em 26 de Julho de 2019 
  4. PAULA, 1992:21
  5. COUTINHO, 2008:17
  6. «Fenícios viveram em Lagos há 2800 anos». Região Sul. 28 de Julho de 2009. Consultado em 27 de Julho de 2019. Arquivado do original em 3 de março de 2016 
  7. ROCHA, 1910:17-18
  8. a b ROCHA, 1910:19-20
  9. CAPELO et al, 1994:11
  10. CARDO, 1998:41
  11. PAULA, 1992:35
  12. Capelo 1994, p. 31-32.
  13. Rocha 1991, p. 20.
  14. Cardo 1998, p. 44.
  15. ROCHA, 1910:21
  16. a b ROCHA, 1910:90
  17. a b c «Lagos» (PDF). O Panorama. 5 de Novembro de 1842. p. 353-354. Consultado em 26 de Julho de 2019 – via Hemeroteca Municipal de Lisboa 
  18. «O desfile naval na baía de Lagos: Espectáculo maravilhoso e de rara imponência». Diário de Lisboa. Ano 40 (13528). 7 de Agosto de 1960. Consultado em 26 de Julho de 2019 – via Casa Comum / Fundação Mário Soares 
  19. a b «Recuperação do centro histórico de Lagos vai custar 200 mil contos». Diário de Lisboa. Ano 64 (21581). Lisboa: Renascença Gráfica. 10 de Outubro de 1984. p. 9. Consultado em 24 de Setembro de 2019 – via Casa Comum / Fundação Mário Soares 
  20. a b «Câmara de Lagos pretende intervir no Pano Nascente da Cerca Medieval das Muralhas». Algarve Primeiro. 13 de Julho de 2018. Consultado em 25 de Julho de 2019 
  21. «Urban Sketchers de todo o país encontram-se em Lagos». Sul Informação. 25 de Outubro de 2018. Consultado em 25 de Julho de 2019 

BibliografiaEditar

  • PAULA, Rui Mendes (1992). Lagos: Evolução Urbana e Património. Lagos: Câmara Municipal de Lagos. 392 páginas. ISBN 9789729567629 
  • COUTINHO, Valdemar (2008). Lagos e o Mar Através dos Tempos. Lagos: Câmara Municipal de Lagos. 95 páginas 
  • CAPELO, Rui Grilo; RODRIGUES, António Simões et al (1994). História de Portugal em Datas. Lisboa: Círculo de Leitores, Lda. ISBN 972-42-1004-9 
  • CARDO, Mário (1998). Lagos Cidade: Subsídios para uma Monografia. Lagos: Grupo dos Amigos de Lagos 
  • ROCHA, Manuel João Paulo (1991) [1910]. Monografia de Lagos. Lagos: Algarve em Foco Editora 

Ligações externasEditar