Catedral Nossa Senhora do Desterro

bem tombado a nível municipal no município de Jundiaí, São Paulo -
Catedral Diocesana de Jundiaí
Catedral Nossa Senhora do Desterro
Visão noturna da Catedral
Construção 1651
Diocese Diocese de Jundiaí
Local Jundiaí, São Paulo,  Brasil

A Catedral Nossa Senhora do Desterro ou Catedral Diocesana de Jundiaí de São Paulo foi construída no ano de1651 e está localizada na cidade de Jundiaí no estado de São Paulo Brasil. A construção da Catedral teve inicio em 1630 a Catedral Nossa Senhora do Desterro e dedicada à Virgem Maria mãe de Jesus. [1][2] É uma das catedrais mais antigas da cidade de Jundiaí do estado de São Paulo. Em 2019 a Catedral Nossa Senhora do Desterro passou por diversas reformas.

HistóriaEditar

 
Presbitério (abside) da Catedral
 
Santa Cecília na Catedral
 
Detalhe do Altar de Nossa Senhora do Rosário
 
Altar-mor

A primeira capela dedicada a Nossa Senhora do Desterro, teve inicio a sua construção em 1630. a Catedral Nossa Senhora do Desterro foi construída em 1651, e marcou o início do reconhecimento da povoação de Jundiaí. Quatro anos mais tarde, Jundiaí foi elevada à categoria de vila. No dia 28 de março de 1865, a vila foi elevada à condição de cidade.

Não existem imagens fidedignas da primitiva capela, mas, em 1685, quando a vila foi elevada à condição de cidade, já existia uma igreja matriz, em estilo barroco, com duas torres. Marco da história de Jundiaí, esta igreja foi remodelada em 1886, seguindo projeto do arquiteto Ramos de Azevedo, quando a construção ganhou as feições atuais no estilo neo-gótico, denotando grandiosidade e religiosidade com suas altas torres.

Foi em 1921 que o vigário decidiu aprofundar as características neogóticas do templo, substituindo o antigo forro de madeira pelas elegantes abóbadas ogivais em gomos, criando o transepto - com a ampliação de duas das capelas laterais - e entregando a decoração interna ao pintor Arnaldo Mecozzi (Frascati, Itália, 1876 - Santos, São Paulo, 1932).

Vale à pena transcrever a bela descrição da Catedral, que faz Valter Tozetto Junior, para o Jornal de Jundiaí, regional:

"Carregado de simbolismo teológico, o estilo da Catedral expressa a grandiosidade, onde tudo se volta para o alto, em direção aos céus. Passou por uma reforma em 1921. O teto passou a ter abóbadas ogivais; foram colocados vitrais e as paredes receberam belas pinturas do artista plástico italiano Arnaldo Mecozzi. Há afrescos que retratam passagens bíblicas. A Sagrada Família em sua saída para o Egito encontra-se no Presbitério, em cujo teto também há os quatro evangelistas. Sobre a porta da Capela do Santíssimo, há o afresco dos discípulos de Emaús com Jesus Ressuscitado. A representação do Batismo se encontra sobre a Capela de Nossa Senhora Aparecida, onde funcionava, antigamente, um Batistério.

Na entrada do Coro, existe a figura de Santa Cecília, a Padroeira dos Músicos. E, na entrada da Sacristia, uma pintura de ordenação sacerdotal que, com outras imagens, igualmente belas e harmonizadas pelos elegantes adereços, convidam ao encontro com o Senhor. No altar-mór, feito de mármore vindo da Europa, estão as imagens barrocas da Sagrada Família.

O acervo de esculturas existentes na Catedral tem valor artístico e afetivo para toda a comunidade jundiaiense. Não foi revelado, entretanto, seu valor venal. Um destaque especial deve ser atribuído às imagens do Cristo crucificado da Capela do Santíssimo, trazida da França por Antônio de Queiroz Telles, o Conde do Parnaíba, em 1879; e de São José, trazida da Espanha por Mário e Dagmar Borin, em 1952.

Os vitrais também merecem destaque especial. A partir do vitral da fachada principal, que tem como tema a fuga da Sagrada Família ao Egito, a maioria dos vitrais é dedicada aos santos. Pelas características próprias, os vitrais filtram a luminosidade para dentro da Catedral e criam um clima propício para o recolhimento e oração.

Na Cripta da Catedral, capela subterrânea, estão os jazigos de dom Gabriel Paulino Bueno Couto, dom Roberto Pinarello Almeida e dom Amaury Castanho. Outros bens de valor inestimável da Catedral são os sinos e o órgão de tubos Cavaille-Coll, fabricado na França - uma raridade, também trazido para Jundiaí pelo Conde do Parnaíba."[3]

A diocese de Jundiaí foi criada em 7 de novembro de 1966, pelo papa Paulo VI. Através deste ato, a antiga matriz foi alçada ao status de Catedral Diocesana.

Bispos de JundiaíEditar

GaleriaEditar

Referências

  1. «Catedral Nossa Senhora do Desterro». Centro de Informações Turísticas (Prefeitura de Jundiaí). Consultado em 4 de dezembro de 2019 
  2. «Catedral». Diocese de Jundiaí. Consultado em 4 de dezembro de 2019 
  3. Catedral Nossa Senhora do Desterro, um templo cheio de história

BibliografiaEditar

  • ARC • Revista Brasileira de Arqueometria Restauração Conservação • Edição Especial • Nº 1 • MARÇO 2006 • AERPA Editora. Resumos do III Simpósio de Técnicas Avançadas em Conservação de Bens Culturais - Olinda 2006
  • CAPPELLANO, L. C. . Referências sobre a Restauração da Catedral. VOZES DA CATEDRAL, Jundiaí-SP, pp. 1 - 4, 02 fev. 1987.
  • TOZETTO Jr., Valter - Catedral Nossa Senhora do Desterro, um templo cheio de História, in: Jornal de Jundiaí, regional, 31 de maio de 2009, acessível on-line em: http://www.portaljj.com.br/interna.asp?int_id=81178
  • VINCI, Luciana - Arnaldo Mecozzi, Biografia Ritrovata; in: Cronache Cittadine, Roma, Italia, anno XVIII, nº 379, 28 gennaio 2007, p.3.

Ligações externasEditar

 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Catedral Nossa Senhora do Desterro