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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre a Catedral de Upsália. Para outros significados, veja Uppsala (desambiguação).
Catedral de Uppsala
A Catedral de Uppsala
Estilo dominante Gótico
Religião Igreja Evangélica Luterana
Diocese Arquidiocese de Uppsala
Geografia
País Suécia
Região Uplândia
Local Uppsala
Coordenadas 59° 51' 29" N 17° 37' 58" E

Catedral de Uppsala ou Upsália (em sueco) é uma catedral gótica situada no centro da cidade de Uppsala, na Suécia. A sua construção remonta ao fim do século XIII. Alcançando uma altura de 118,7 metros, constitui a construção religiosa mais alta da Escandinávia. Tendo sido originalmente usada para coroações dos reis da Suécia, é atualmente um santuário da Igreja da Suécia, sede da Arquidiocese de Uppsala, e igreja paroquial.[1][2][3][4][5]

Índice

HistóriaEditar

A construção da catedral teve início em 1287, após o arcebispado ter sido transferido de Velha Upsália, tendo levado mais de um século a concluir. Na altura da inauguração, em 1435, pelo arcebispo Olavo Laurêncio, ainda não estava completamente concluída. Foi dedicada a São Lourenço, um santo muito venerado na Suécia naquela época, a São Érico, padroeiro do país (embora nunca tenha sido canonizado pelo papa), e Santo Olavo, padroeiro da Noruega. Foi completada nas décadas seguintes.[6]

ArquiteturaEditar

 
Portal do transepto norte com rosácea

A catedral é a igreja mais alta da Escandinávia.[7] Sua altura de 118,7 metros é a mesma que seu comprimento, enquanto mede 45 metros de largura.[8] A altura no interior é de 27 metros.[9] Ela foi projetada no estilo gótico por mestres de obras franceses, incluindo Étienne de Bonneuil. Construído no alto de uma cordilheira a sudoeste do rio Firis, o planejamento inicial era de uma cruz latina numa basílica de três naves (uma nave central flanqueada por duas laterais) com transeptos de um único corredor e uma capela-mor de quatro presbitérios com um deambulatório rodeado por cinco capelas. A nave de sete presbitérios é cercada por altares em ambos os lados.[10] Começando com o extremo leste da igreja e as capelas em torno da capela-mor, a maior parte da estrutura foi construída entre 1270 e 1420, mas a extremidade oeste da nave foi concluída apenas em meados do século X, enquanto as torres demoravam décadas para serem concluídas. O material principal é o tijolo vermelho, mas a catedral foi construída sobre uma fundação de pedra, bem como os pilares da capela-mor e muitos dos detalhes são de calcários de Gotalândia.[11] (Os pilares da nave eram originalmente de tijolo, mas foram substituídos por calcário como parte de um processo de restauração realizado por Helgo Zettervall de 1885 a 1893).[12]

As torres gêmeas no extremo oeste da igreja foram mencionadas pela primeira vez em 1563. Após um incêndio em 1572, várias adições ao interior e exterior da catedral foram feitas sob a liderança de Franciscus Pahr, conhecido por seu trabalho em castelos. A torre e pináculos que podem ser vistos em desenhos mais antigos foram adicionados, bem como os primeiros pináculos nas torres ocidentais que foram projetados por Antonius Watz. Na década de 1690, Nicodemus Tessin projetou uma nova capela funerária a leste do transepto sul, a mais significativa alteração ao plano da catedral desde a Idade Média. No exterior, seu estilo respeitava as tradições da arquitetura medieval com altos vidrais góticos, mas o interior era decorado no estilo barroco clássico de Tessin.[12]

 
A catedral no século XVII

No século XVII, as torres foram redesenhadas no estilo renascentista neerlandês,[13] mas após o incêndio grave de 1702 foram temporariamente substituídas por baixos topos de madeira. Ao mesmo tempo, os contrafortes foram removidos, dando à catedral a aparência bastante simples transmitida pelas imagens do período. Somente em 1740 foram instaladas torres de cobre projetadas por Carl Hårleman, enquanto realizava um trabalho significativo na fachada oeste.[12] As torres atuais foram projetadas por Helgo Zettervall, que as reconstruiu completamente na década de 1880, aumentando substancialmente suas alturas.[8] Após um grave incêndio em 1702, os contrafortes originais foram removidos e um teto mais alto implementado.[14]

 
Plano original (1770)

Embora a catedral tenha sido projetada por arquitetos franceses, ela exibe uma série de diferenças em relação às catedrais do norte da França. Acima de tudo, é essencialmente construída de tijolos e não de pedras. O tijolo poderia ser facilmente produzido em áreas locais, enquanto que as pedras deveriam ser importadas das pedreiras distantes de Gotalândia. Como tijolos e argamassa não são tão fortes como a pedra, as paredes tinham que ser mais espessas, embora os pilares necessários para sustentar o teto abobadado da capela-mor fossem feitos de calcário (os pilares da nave eram de tijolos).[12] O portal do transepto norte também é construído em calcário já que era necessário para sustentar a rosácea que, por sua vez, também estruturada no próprio calcário. Enquanto a capela-mor e o transepto são desenhos típicos francês, a nave que foi construída um pouco mais tarde exibe também características alemãs e suecas. Construída em 1330, a rosácea sobre o portal nordeste ainda é inteiramente francesa. Nicolau de Vesteros, o sueco que dirigiu o trabalho na nave a partir da década de 1360, parece ter modificado ligeiramente os planos originais, acrescentando confessionários laterais e incluindo algumas características de origem alemã. No entanto, as abóbadas de arestas foram instaladas, em vez de abóbadas em forma de estrela, que eram mais comuns na época. O trabalho na extremidade ocidental do edifício começou em 1431 com a construção do portal oeste que foi influenciado pelo estilo da Abadia de Vadstena. As torres, no entanto, ainda exibiam características típicas da arquitetura francesa do século XIII, indicando que os planos originais ainda estavam em uso na época. No geral, apesar de pequenas diferenças, esta catedral ainda reflete o estilo das catedrais do século XIII do norte da França.[15]

Referências

BibliografiaEditar

  • Ottosson, Mats; Ottosson, Åsa (2008). «Drottningholm». Upplev Sverige. En guide till upplevelser i hela landet (em sueco). Estocolmo: Wahlström Widstrand. 527 páginas. ISBN 9789146215998 
  • «Tornen» (em sueco). Svenka kyrkan. Consultado em 25 de setembro de 2013. Arquivado do original em 10 de março de 2016 

Ligações externasEditar

 
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