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IgrejaCatólicaEmblem of the Papacy SE.svg
Flag of Iceland.png
Islândia
Basílica do Cristo Rei, em Reykjavík
Ano 2017
Santo padroeiro São Torlaco Thorhallsson[1]
Católicos 13.000
População 338.000
Paróquia 6
Presbíteros 15
Religiosos 38
Núncio apostólico James Patrick Green
Códice IS

A Igreja Católica na Islândia faz parte da Igreja Católica Romana, sob a liderança espiritual do Papa. O atual bispo da Diocese de Reykjavík é Dávid Bartimej Tencer[2] A diocese cobre todo o território islandês e não é parte de qualquer província eclesiástica; ela é diretamente ligada à Santa Sé, em Roma.

Índice

HistóriaEditar

Pré-reformaEditar

Alguns dos primeiros habitantes da Islândia foram monges irlandeses, conhecidos como "Papar". No entanto, a pequena população foi dominada nos séculos VIII e IX pelos migrantes escandinavos, a maioria dos quais praticava o que pode ser vagamente chamado de paganismo germânico. Particularmente através da influência dos missionários continentais e da pressão do rei norueguês, a Islândia se converteu oficialmente entre 999 e 1000 d.C., mas a cristianização da Islândia, como o resto da Escandinávia, foi um longo processo, começando antes da conversão oficial e prolongando-se após a mesma.[3]

Antes da Reforma, havia duas dioceses na Islândia, a Diocese de Skálholt (primeiro bispo, Ísleifur Gissurarson, 1056), e a Diocese de Hólar (primeiro bispo, Beato Jón Ögmundsson, 1106).

ReformaEditar

Com a Reforma Protestante, a Islândia adotou o luteranismo no lugar do catolicismo anterior. Dois homens locais, Oddur Gottskálksson e Gissur Einarsson, tornaram-se discípulos de Martinho Lutero e logo conquistaram seguidores, particularmente depois que o Rei Cristiano III da Dinamarca se declarou convertido ao luteranismo e começou a impor as mudanças em seu reino. Isso levou à resistência, que se intensificou quase até o ponto da guerra civil. Jón Arason e Ögmundur Pálsson, os bispos católicos de Skálholt e Hólar, respectivamente, opuseram-se aos esforços dos reis em promover a Reforma na Islândia. Pálsson foi deportado por oficiais dinamarqueses em 1541, mas Arason decidiu lutar. A oposição à Reforma efetivamente terminou em 1550, quando Arason foi capturado após ser derrotado na Batalha de Sauðafell, por forças leais sob o comando de Daði Guðmundsson. Arason e sua família foram posteriormente decapitados em Skálholt em 7 de novembro de 1550.

Com o luteranismo firmemente estabelecido, o catolicismo foi proibido, e as propriedades da Igreja Católica assumida pelos governantes da Islândia. Embora o latim tenha permanecido como língua oficial da Igreja Luterana da Islândia até 1686, e uma boa parte da antiga terminologia católica e outras atividades externas foram mantidas, a igreja luterana diferia consideravelmente na doutrina. Os católicos que se recusaram a se converter acabaram fugindo, a maioria fazendo a escolha infeliz da Escócia como seu destino, local que também viu perseguição dos católicos após o início da Reforma em suas terras. Nenhum padre católico foi permitido na Islândia por mais de três séculos.

Liberdade religiosaEditar

A Igreja Católica foi restabelecida em 8 de dezembro de 1855, com uma jurisdição sob o nome de Prefeitura Apostólica do Polo Norte (Præfectura Apostolica Poli Arctici), que incluiu a Islândia. Vários anos depois, dois padres franceses, Bernard Bernard (1821-1895) e Jean-Baptiste Baudoin (1831-1875), chegaram ao país para desempenhar suas funções eclesiásticas, em 1857 e 1858, respectivamente. Eles se reuniram com uma recepção difícil e, em 1862, Bernard deixou o país, enquanto Baudoin perseverou até 1875. Em 17 de agosto de 1869, o Papa Pio IX configurou a Prefeitura Apostólica da Dinamarca, para a qual a Islândia passou a pertencer. A liberdade de culto foi promulgada em 1874. Depois de um intervalo, os esforços missionários católicos foram retomadas, com escola, igrejas e até um hospital administrado por freiras, na virada do século.

A jurisdição torna-se o Vicariato Apostólico em 15 de março de 1892. Depois disso, o território da ilha tornou-se para a Igreja Católica uma unidade independente, primeiro como Prefeitura Apostólica da Islândia, em 23 de junho de 1923 e, em seguida, não muitos anos depois, em 6 de junho de 1929, como Vicariato Apostólico da Islândia. Foi em 18 de outubro de 1968, que esta entidade foi elevada à Diocese de Reykjavík. Mesmo que a população católica permaneça pequena ao relação à população total, ela cresceu, em números absolutos, de cerca de 450 em 1950 para 5.590 pessoas em 2004, sendo que durante este período a população total islandesa cresceu de 140.000 para 290.000 habitantes.

No século XX, a Islândia teve algumas temporárias, porém notáveis, conversões à fé católica. Por um tempo, o ganhador do prêmio Nobel de Literatura, Halldór Laxness, foi católico. Embora isso não tenha durado muito tempo, é um período de importância devido a sua posição na literatura islandesa moderna. Um escritor de forma mais consistente foi Jón Sveinsson, em relação ao catolicismo. Ele se mudou para a França aos 13 anos e tornou-se um jesuíta. Ele permaneceu na Companhia de Jesus pelo resto de sua vida. Ele era muito querido, como autor de livros infantis (apesar de não escrever em islandês) e até apareceu em um selo postal no país. Em 1989, João Paulo II visitou a Islândia.

Em 17 de junho de 2017 uma nova igreja católica foi consagrada em Reyðarfjörður em uma cerimônia presidida pelo bispo de Reykjavík, Dom Tencer. O templo foi um presente dado pela Igreja Católica da Eslováquia, terra natal do bispo. A igreja foi construída com madeira da Eslováquia, desmontada e enviada a Reyðarfjörður, onde foi erguida. Robert Fico, primeiro-ministro da Eslováquia compareceu à missa de consagração da igreja.[4]

Organização territorialEditar

 
Paróquias católicas na Islândia em 2018
  Paróquia São João Apóstolo
  Paróquia Cristo Rei
  Paróquia São José
  Paróquia São João Paulo II
  Paróquia Santa Maria
  Paróquia São Pedro
  Paróquia São Torlaco

A diocese de Reykjavík abrange todo o território islandês. Há a Basílica do Cristo Rei (em islandês: Dómkirkja Krists Konungs ) em Reykjavík, e um número de igrejas e capelas menores nas cidades maiores. O Bispo de Reykjavík participa da Conferência Episcopal Escandinava.

EstatísticasEditar

 
Número de católicos na Islândia em uma função de tempo

O número de católicos na Islândia, um país predominantemente protestante, compreende pouco menos de 4% da população e é a terceira maior denominação no país. Muitos dos católicos são do Leste Europeu e imigrantes filipinos, que, se excluídos, os católicos são cerca de 1% da população (puramente islandesa).

No ano de 2017, há 12.901 católicos na Islândia, com 6 sacerdotes diocesanos, 9 sacerdotes religiosos e 38 religiosas em ordens religiosas. Os católicos romanos representam 3,81% da população islandesa.[5][6]

Nunciatura apostólicaEditar

Uma delegação apostólica na Escandinávia foi erigida em 1º de março de 1960 com o breve apostólico Apostolici muneris do Papa João XXIII. Tinha jurisdição sobre os seguintes países do Norte da Europa: Islândia, Suécia, Noruega, Finlândia, e Dinamarca. A sede da delegação era a cidade de Copenhague.

A nunciatura apostólica da Islândia foi estabelecida em 8 de outubro de 1976 com o breve apostólico Quandoquidem nullum do Papa Paulo VI. O núncio apostólico, que ocupa a mesma posição para os outros países já incluídos na delegação apostólica na Escandinávia, reside em Djursholm, na Suécia.

Referências

  1. (em inglês) Catholic.org. Acesso em 25 de fevereiro de 2014.
  2. (em italiano)Cf. Holy See Press Office, Daily Bulletin of 30.10.2007, Rinunce e nomine, Rinuncia del Vescovo di Reykjavik (Islanda) e nomina del successore Arquivado em 7 de julho de 2009, no Wayback Machine.
  3. Jenny Jochens, 'Late and Peaceful: Iceland's Conversion Through Arbitration in 1000', Speculum, 74 (1999), 621-55. DOI: 10.2307/2886763, https://www.jstor.org/stable/2886763.
  4. «This beautiful church was a gift from Slovakia to Icelandic Catholics». Catholic News Agency (em inglês). Consultado em 22 de agosto de 2017 
  5. «Populations by religious and life stance organizations 1998-2017». Statistics Iceland. Consultado em 22 de agosto de 2017 
  6. Stat Iceland

Veja tambémEditar

Ligações externasEditar