Celso Hermínio de Freitas Carneiro (Lisboa, 2 de Março de 18718 de Março de 1904), mais conhecido por Celso Hermínio[1], foi um caricaturista, humorista e ilustrador, colaborador de diversos periódicos de Lisboa, Porto e Brasil[2], e autor de múltiplos cartazes e ilustrações, com destaque para os cartazes referentes a peças de teatro. O portrait-charge foi o género em que mais se destacou.

BiografiaEditar

Foi filho do escritor e dramaturgo general Gaudêncio Eduardo Carneiro e de sua mulher Hermínia de Campos Freitas. Durante a sua infância acompanhou a família nas diversas localidades onde o pai, militar do Exército Português, foi sendo colocado.

A sua veia de artista gráfico humorista surgiu muito cedo, pois ainda criança compôs em Ponta Delgada, nos Açores, cidade onde o pai se encontrava colocado, as suas primeiras caricaturas conhecidas num jornal satírico familiar intitulado A Mosca. Foi responsável pela publicação O Berro[3] (1896) e diretor artístico da revista Brasil-Portugal[4] (1899-1914), e tem também colaboração artística nos jornais humorísticos A Comédia Portuguesa[5] começado a publicar em 1888, e no jornal humorístico A Paródia[6], começado a publicar em 1900. Colaborou igualmente em publicações periódicas como Branco e Negro [7] (1896-1898) e, no ano seguinte, O Branco e Negro [8] (1899). Ainda se encontram colaborações da sua autoria no semanário O Microbio [9] (1894-1895) e na revista A sátira[10] (1911).

Depois de concluir o ensino secundário, destinado a seguir a vida militar, assentou praça e já como sargento cadete de caçadores frequentou o curso preparatório da Escola Politécnica de Lisboa.

A 8 de Março de 1904 faleceu subitamente, vítima de pneumonia dupla. Desta forma súbita desaparecia, com apenas 33 anos de idade, um dos mais importantes caricaturistas portugueses de todos os tempos. O periódico A Paródia, no qual colaborara, anuncia a sua morte com estas palavras: A morte prematura de Celso Hermínio privou a arte da caricatura em Portugal de um dos seus cultores mais jovens, mas mais talentosos e fecundos. Graças a uma real aptidão e a um esforço incessante, Celso Hermínio, tendo feito uma carreira rápida e brilhante, alcançara já um lugar indispensável entre os humoristas do lápis no nosso país. Era um bom caricaturista, com um grande poder crítico e uma técnica absolutamente original.[1]

Notas

  1. a b «História da Caricatura de Imprensa em Portugal». - 1904 (Celso Hermínio… A Caricatura nos Livros de Curso em Coimbra, João Amaral, Correia Dias…). Humorgrafe.blogspot.com 
  2. «Celso Hermínio: (1871 - 1904, Portugal)». Lambiek.net 
  3. Rita Correia (26 de Setembro de 2012). «Ficha histórica: O Berro : caricaturas de Celso Herminio (1896)» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 07 de Julho de 2014  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  4. Rita Correia (29 de Abril de 2009). «Ficha histórica: Brasil-Portugal : revista quinzenal illustrada (1899-1914).» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 26 de Junho de 2014 
  5. Rita Correia (24 de Junho de 2011). «Ficha histórica: A comedia portugueza : chronica semanal de costumes, casos, politica, artes e lettras» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 10 de Setembro de 2014 
  6. Álvaro Costa de Matos (11 de julho de 2013). «Ficha histórica:A paródia.» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 20 de Maio de 2014 
  7. Rita Correia (01 de Fevereiro de 2012). «Ficha histórica: Branco e Negro : semanario illustrado (1896-1898)» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 21 de Janeiro de 2015  Verifique data em: |data= (ajuda)
  8. Rita Correia (08 de Junho de 2009). «Ficha histórica: O Branco e Negro (1899)» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 23 de Janeiro de 2015  Verifique data em: |data= (ajuda)
  9. Rita Correia (22 de Junho de 2010). «Ficha histórica: O Micróbio. semanário de caricaturas (1894-1895)» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 06 de Dezembro de 2014  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  10. A sátira : revista humorística de caricaturas (1911) [cópia digital, Hemeroteca Digital]