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O cemitério-jardim é originário dos Estados Unidos. A sua característica principal é a paisagem, sem a presença de monumentos, onde a única identificação de um túmulo é uma placa de bronze ou granito colocada sobre o solo, sem a presença de arte tumular.

Esses cemitérios aparentemente promovem a igualdade entre os homens, sem discriminação econômica. Porém, a ausência de ostentação e a representação simbólica da riqueza não retiram o caráter de desigualdade gerado pela concessão privada do jazigo. Como todos os presentes no cemitério pagaram para ali estarem, a homogeneização é mediada pela propriedade do solo cemiterial, ou seja, o nivelamento buscado através do jardim só ocorre para quem consegue comprar a moradia mortuária.

No BrasilEditar

O primeiro cemitério-jardim do Brasil é o Cemitério da Paz em São Paulo, no bairro do Morumbi, criado em 1965, de origem protestante. Lá estão alguns personagens como cantores de São Paulo como Adoniran Barbosa e Miriam Batucada.

Um dos fatos que ajudaram a popularizar a idéia de cemitério-jardim, foi a transmissão ao vivo do enterro de Ayrton Senna e o do grupo Mamonas Assassinas, cujos espetáculos finais terminaram com as imagens em dois cemitérios-jardim, o do Morumbi e o Jardim das Primaveras, em Guarulhos.

A maioria dos cemitérios particulares construídos hoje no Brasil são cemitérios-jardim. Em São Paulo são instalados em cidades da Região Metropolitana como Guarulhos, Mairiporã, Cotia, Taboão, Embu, geralmente próximos às rodovias para promover um fácil acesso..

Em PortugalEditar

Em Portugal alguns dos mais recentes cemitérios são cemitérios-jardim. Em Lisboa, o cemitério de Carnide é um exemplo.

BibliografiaEditar

  • REZENDE, Eduardo Coelho Morgado. Metrópole da Morte Necrópole da Vida: Um estudo geográfico do Cemitério de Vila FormosaEd. Necrópolis, 2000