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Centro Cultural de Belém

Centro Cultural de Belém
Tipo Galeria de arte
Museu de Design/Têxtil
Inauguração 10 de agosto de 1993 (25 anos)
Visitantes 142.000 (média anual)[1]
Diretor Elísio Summavielle
Website https://www.ccb.pt
Geografia
País Portugal Portugal
Cidade Lisboa
Localidade Praça do Império, Belém

O Centro Cultural de Belém localiza-se na praça do Império, freguesia de Belém, na cidade e Distrito de Lisboa, em Portugal.

Foi concebido originalmente para acolher a sede da presidência portuguesa da Comunidade Europeia e posteriormente para desenvolver actividade cultural.

Índice

HistóriaEditar

Foi iniciado em setembro de 1988 e concluído em setembro de 1992. Na base da sua construção esteve a necessidade de um equipamento arquitetónico, que pudesse acolher, em 1992, a presidência portuguesa da União Europeia, e que, ao mesmo tempo, pudesse permanecer, como um pólo dinamizador de atividades culturais e de lazer. O seu projeto definitivo foi decidido no início de 1988. Após de acolher a presidência da União Europeia, ele é transformado em um centro cultural e de conferências em 1993.[2]

A sua polémica implantação teve como fundamento, o facto de assinalar o ponto de partida dos descobrimentos marítimos, à semelhança da Torre de Belém e do Padrão dos Descobrimentos. O simbolismo associado a esta localização, é confirmado pela escolha na década de 1940, da grande Exposição do Mundo Português. O CCB veio ocupar mesmo espaço que foi destinado a instalar o Pavilhão "Portugueses no Mundo" e as "Aldeias Portuguesas".

Por concurso internacional, e 57 projetos acolhidos, foi selecionada a proposta do arquitecto português Manuel Salgado e do consórcio do arquitecto italiano Vittorio Gregotti. De cinco módulos apresentados no projeto, apenas foram construídos, três; o Centro de Reuniões, o Centro de Espetáculos e o Centro de Exposições.

O projetoEditar

  • O Centro de Reuniões, constituído pelo Grande Auditório (1700 m2) e Pequeno Auditório (600 m2) e 14 salas (entre 24m2 e 314 m2), foi pensado para acolher, de forma privilegiada, congressos e reuniões de qualquer natureza ou dimensão, através de equipamentos e acabamentos de qualidade. A estrutura passou também a incluir os serviços gerais de funcionamento do CCB, várias lojas, um restaurante, dois bares e duas garagens abertas a utilizadores.
  • O Centro de Espectáculos, é o núcleo da produção e apresentação de carácter artístico e cultural do CCB. Três salas equipadas para acolher diversos tipos de espectáculo, desde o cinema à ópera, do bailado ao teatro ou qualquer tipo de género musical. O grande auditório acomoda 1429 lugares, o pequeno auditório tem uma lotação de 310 lugares e a Sala de Ensaio comporta 85 lugares.
  • O Centro de Exposições, composto por um conjunto qualificado de áreas expositivas divididas por quatro galerias que apresenta e produz exposições de artes plásticas, arquitectura, design e fotografia. Lojas e uma cafetaria completam a estrutura e ainda um espaço destinado ao tratamento e armazenamento de peças de arte.

O CCB ocupa hoje uma área de construção de 97 mil metros quadrados, por seis hectares. As paredes do complexo são aproximadamente 36 mil metros quadrados, cobertas por pedra calcária Abancado de Pero Pinheiro com acabamento Rústico Gastejado assente em suportes metálicos. Possui vários espaços ao ar livre que podem ser frequentados pelo público, nomeadamente os Jardins da Commenda, das Oliveiras e da Água, o Caminho Pedonal e a Praça CCB (1140 m2).[3]

InauguraçãoEditar

Abriu como centro cultural e de conferências em 1993, destacando-se no seu programa a música, artes teatrais e fotografia.

Tem também um museu de design com uma colecção de peças datadas de 1937 até aos nossos dias. Na sua curta e conturbada existência, o museu de design encerrou definitivamente, no dia 31 de Agosto de 2006, mas, através do Serviço Educativo e mediante marcação prévia, é possível realizar visitas e ateliers a grupos organizados. Durante o fim de semana realizam-se visitas guiadas gerais, temáticas, ciclos de conferências, debates e actividades para famílias.

Com vista para os jardins de relvados geométricos e oliveiras, do seu restaurante e cafetaria, pode apreciar-se o cais e o rio Tejo, ali tão perto.

Aos fins de semana Centro Cultural de Belém, enche-se de visitantes, que para além dos programas culturais habituais que oferece, podem usufruir da presença de artistas de rua, atores, e outras manifestações públicas de arte, performances, etc. Alberga desde junho de 2007 o Museu Coleção Berardo.

Até 31 de janeiro de 2010, a exposição "Amália Coração Independente" esteve presente neste monumento, em conjunto com o Museu da Eletricidade.

CuriosidadesEditar

  • 1.600 quilómetros de cabos eléctricos.
  • 15 mil lâmpadas.
  • 280 quadros eléctricos.
  • 2.600 sensores de incêndios, gás e intrusão
  • 700 sensores de temperatura, humidade e pressão.
  • 19 elevadores e monta-cargas.
  • 1300 portas e portões.
  • 550 ventiladores, caixas e unidades de ar condicionado.

FuturoEditar

Em janeiro de 2017, Elísio Summavielle, presidente do Centro Cultural de Belém, anunciou que o CCB ia ter um hotel de cinco estrelas e mais lojas.

As obras em causa, previstas para durar três anos, serão financiadas por privados. O concurso público internacional arranca em 29 de novembro de 2018 — os dois novos blocos (os módulos 4 e 5) vão ser concessionados por 50 anos, renováveis, a quem fizer a melhor oferta. Durante o período de concessão, a Fundação CCB vai receber um mínimo de 900 mil euros anuais.

O hotel estará voltado para o rio Tejo, com a entrada a situar-se na Avenida de Brasília. O edifício previsto receber os escritórios e as lojas ficará virado para a Rua Bartolomeu Dias.[4]

GaleriaEditar

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar