Centro Galego de Arte Contemporânea

museu en Santiago de Compostela (Espanha)
Centro Galego de Arte Contemporânea
Edifício do museu, desenhado pelo arquiteto português Álvaro Siza.
Tipo Museu de arte contemporânea
Inauguração 1993
Website cgac.xunta.gal
Geografia
País Espanha
Cidade Santiago de Compostela

O Centro Galego de Arte Contemporânea (CGAC) é um museu com sede em Santiago de Compostela, Galiza, Espanha, que tem como fim fomentar a cultura na Galiza mediante a exibição, deleite e conhecimento das tendências e correntes da criação artística contemporânea.[1]

A instituiçãoEditar

 
Exposição de Jürgen Partenheimer no CGAC em 1999.

O CGAC criou-se ao amparo do artigo 27.19º do Estatuto de Autonomia de Galiza e mediante o Decreto 308/1989. Foi inaugurado em 1993, com uma exposição antológica de Maruja Mallo, e conta com programação estável desde 1995.

Tem como objetivos e funções principais os seguintes:

  1. Promover o conhecimento e o acesso do público à arte contemporânea.
  2. Garantir a proteção, conservação e restauração das obras artísticas que o integram.
  3. Exibir coleções para sua contemplação e estudo.
  4. Desenvolver programas de exposições temporárias de arte contemporânea.
  5. Fomentar o acesso às coleções dos visitantes.
  6. Configurar um fundo bibliográfico e documental.
  7. Desenvolver as atividades didáticas respeito aos seus conteúdos.
  8. Estudo e ditames técnicos que lhes sejam requeridos.
  9. Formação e aperfeiçoamento de pessoal especializado em arte contemporânea.
  10. Desenvolver os programas de pesquisa e elaborar e publicar catálogos e monografias.
  11. Estabelecer relações de cooperação e colaboração com outras instituições.
  12. Desenvolver ações conjuntas com outras entidades.

Sua coleção de arte contemporânea está composta pelos fundos da Junta da Galiza, pelos fundos que adquiriu o próprio centro, e os procedentes de depósitos ou doações. Destaca-se sua inclusão de obras de artistas galegos em contínuo diálogo com a criação artística do restante do estado e a do âmbito internacional.

Em nossos dias sua regulamentação está dirigida pelos seguintes órgãos reitores:

  1. O padroado.
  2. A Direção do Centro.
  3. A gerência.

A Direção do Centro Galego de Arte Contemporânea foi exercida desde sua fundação pelas seguintes pessoas:

Pertence em nossos dias à estrutura orgânica da Conselharia de Cultura e Desporto da Junta da Galiza. Seu horário de funcionamento é de terça-feira a domingo de 11 horas a 20 horas. A entrada é gratuita.

O edifícioEditar

 
O Centro Galego de Arte Contemporânea (esquerda) e o Museu do Povo Galego (direita).

Encontra-se no limite da cidade monumental de Santiago de Compostela, num espaço no qual compartilha vizinhança do convento de São Domingos de Bonaval, onde se encontra o Panteão de Galegos Ilustres e o Museu do Povo Galego. Também a recuperação do parque de São Domingos no espaço contíguo ao Centro Galego de Arte Contemporânea, respeita a distribuição da antiga horta do convento, com a sequência de socalcos, solução para o aproveitamento do desnível do terreno para a utilização agrícola.

Desenhado pelo arquiteto português Álvaro Siza Vieira (Matosinhos, 1933), veio resolver a posta em valor de uma parte de Santiago de Compostela degradada uns anos atrás quando se abriu a Rua Valle Inclán, feito que desarticulou o equilíbrio do conjunto histórico da zona.

A construção é respeitosa com o entorno é vem complementar os espaços arquitetônicos gerados pelas fachadas do convento e a Igreja de São Domingos de Bonaval, e ao mesmo tempo, aporta uma nova fachada à nova rua.

A estrutura do seu interior como um grande espaço, onde os jogos de volumes das salas, os pequenos detalhes escultóricos do terraço ou a presença da luz exterior, fazem do conjunto um capricho para que o visitante deguste em cada passo pelo seu interior. Conta com várias salas de exposições permanentes e temporárias, oficinas, auditório, biblioteca, cafeteria como de uso público, e a zona de escritórios de uso dos serviços administrativos do Centro.

Salientar a sala denominada "duplo espaço", entre o piso térreo e a planta de exposição permanente, seu vestíbulo de recepção e distribuição e o terraço. Todas vão surpreendendo o visitante pela singularidade e ao mesmo tempo por se ir conectando umas com as outras, como num mágico labirinto.

Os materiais empregados na construção respeitam os próprios e definidores da cidade de Santiago de Compostela, pedra e virdo nas fachadas, e no interior mármore e madeira. A adequação ao lugar onde se constrói e ao seu clima, junto a correição com o entorno, são as máximas desenvolvidas pelo arquiteto na preparação deste projeto.

Referências

Ligações externasEditar

 
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