Centro de Instrução de Operações Especiais

Disambig grey.svg Nota: Para o antigo Centro de Instrução de Operações Especiais de Portugal, veja Centro de Tropas de Operações Especiais.
Centro de Instrução de Operações Especiais
C I OP ESP.jpg
Estado  Rio de Janeiro
Sigla C I Op Esp
Criação 1957
Comando
Comandante Cel Inf Ricardo Luiz da Cunha Rabêlo
Sede
Endereço Forte do Imbuhy - Niterói - RJ

O Centro de Instrução de Operações Especiais (C I Op Esp) tem denominação histórica Coronel Gilberto Antônio de Azevedo e Silva, é uma unidade militar do Exército Brasileiro, localizada na cidade de Niterói, no estado do Rio de Janeiro e vinculada ao Comando de Operações Especiais, sediado em Goiânia. É responsável pelo formação dos combatentes Comandos e Forças Especiais do Exército, e é a principal unidade de ensino de Operações Especiais da América Latina.

Cursos e Estágios do CIOpEspEditar

Curso de Ações de Comandos - CACEditar

O Curso de Ações de Comandos tem por finalidade qualificar oficiais e sargentos ao desempenho de funções que compõem o C Op Esp, capacitando o concluinte à agir, empregando conhecimentos militares e habilidades individuais, para superar os obstáculos, dificuldades e problemas militares apresentados, mantendo-se focado e auto-motivado, operando em missões de ações de comandos.

Possui a duração máxima de 14 (quatorze) semanas, com o emprego de técnicas, táticas e procedimentos específicos das operações especiais, atuando em ambientes operacionais variados (montanha, ambiente urbano, caatinga e selva), conduzido em ritmo de operações contínuas com esforço físico intenso e prolongado, buscando evidenciar os conteúdos atitudinais de um Comandos.

REQUISITOS: Ser voluntário, do sexo masculino e ter requerido a inscrição dentro do prazo vigente; Se Oficial, ser 2º Tenente, 1º Tenente ou Capitão de carreira das Armas, Quadro de Material Bélico, Serviço de Intendência e Serviço de Saúde; Se Praça, ser 3º Sargento ou 1º/2º Sargentos, de carreira, das Qualificações Militares de Subtenentes e Sargentos (QMS), Combatente e Logística, e estar, no mínimo, no comportamento 'Bom'; Ser voluntário para servir no Cmdo Op Esp; e estar, no mínimo, há um ano na OM.

OBS: Para a capacitação dos Cabos e Soldados do C Op Esp, existe o Curso de Formação de Cabo Comandos (CFCC). Diferença básica entre o CAC e o CFCC é a questão do planejamento, coordenação e controle das Ações de Comandos que não são ensinados ao Cabos e Soldados. [1]

Curso de Forças Especiais - CFEspEditar

O Curso de Forças Especiais tem por finalidade habilitar o oficial do Exército Brasileiro a planejar, conduzir e/ou realizar Operações Especiais ou operações com emprego de Forças de Operações Especiais, integrando um Destacamento Operacional de Forças Especiais (DOFEsp), nas funções de Cmt, SCmt, Of Intg e Of Op. O CFEsp habilitar o sargento do Exército Brasileiro a cumprirem missões de Operações Especiais ou operações com emprego de Forças de Operações Especiais, integrando um DOFEsp, nas funções de Especialista em Armamentos, Comunicações, Demolições ou Saúde.

Possui a duração máxima de 23 (vinte e três) semanas, com o emprego de técnicas, táticas e procedimentos específicos das operações especiais, conduzindo operações de busca, combate e salvamento, prevenção e combate ao terrorismo, reconhecimento especial, guerra irregular e operações contra forças irregulares, visando a consecução de objetivos políticos, econômicos, psicossociais ou militares relevantes, preponderantemente, por meio de alternativas militares não convencionais. Podem ser conduzidas tanto em tempo de paz quanto em períodos de crise ou conflito armado; em situações de normalidade ou não normalidade institucional; de forma ostensiva, sigilosa ou coberta; em áreas negadas, hostis ou politicamente sensíveis; independentemente ou em coordenação com operações realizadas por forças convencionais; em proveito de comandos de nível estratégico, operacional ou tático.

REQUISITOS: Ser militar de carreira do Exército Brasileiro e possuidor do Curso de Ações de Comandos e do Curso Básico Paraquedista.

OBS: Militares de outras Forças Armadas Nacionais ou Estrangeiras não poderão realizar o CFEsp. [2]

Estágio de Caçador de Operações Especiais - ECOEEditar

O Estágio de Caçador de Operações Especiais é um estágio geral que tem por finalidade complementar a qualificação dos oficiais e sargentos para ocuparem cargos e desempenharem as funções de caçador no contexto das operações militares, capacitando militares do C Op Esp, dos demais Ramos das Forças Armadas Brasileiras e Forças Armadas das Nações Amigas.

As habilidades do Caçador de Operações Especiais ultrapassam os limites dos conhecimentos técnicos e táticos da atividade do tiro de precisão. É necessário, antes de tudo, que ele seja um perito em TTP de Operações Especiais, particularmente em entradas táticas e ações diretas, pois seu emprego, via de regra é conjugado com esses tipos de ações. Entender como uma Equipe Operacional poderá realizar uma entrada em um aparelho ou como um inimigo pode atuar de maneira furtiva sobre a equipe, são premissas fundamentais para que a iniciativa do caçador possa influenciar positivamente no curso das operações através da informação com oportunidade ou com tiro seletivo.

Possui a duração máxima de 06 (seis) semanas, com o emprego de avançadas técnicas de tiro e progressão no terreno, visando suportar as missões de operações especiais, engajando alvos selecionados de posições ocultas sob condições e distâncias não possíveis ao atirador comum.

REQUISITOS: Ser possuidor do Curso de Ações de Comandos para militares de carreira do Exército Brasileiro e de cursos análogos nas outras Forças Singulares e Auxiliares; Ser um exímio atirador; Possuir equilíbrio mental e emocional; Não ser susceptível a ansiedade e remorsos; Ter a capacidade de julgar uma situação; Ser experiente em Ações de Comandos. [3]

Estágio de Mergulho a Ar e Resgate - EMAREditar

No Estágio de Mergulho a Ar e Resgate são formados os mergulhadores de resgate das unidades do C Op Esp, Bda Inf Pqdt e unidades de Engenharia. Esse Estágio torna aptos os mergulhadores planejar e executar buscas submarinas de pessoal e material, reflutuação, inspeções e pequenos reparos, a uma profundidade de até 160 pés (49 m), empregando equipamentos de mergulho autônomo e dependente. O Estágio tem duração de cinco semanas, sendo três de instruções teóricas e praticas em ambiente controlado, e duas de operações no mar do litoral sul fluminense. Ainda tem por finalidade tornar aptos os Combatentes Comandos e Forças Especiais, servindo no C Op Esp, a ingressarem no Estágio de Mergulho de Combate.

O Estágio de Mergulho a Ar e Resgate é um estágio geral que tem por finalidade complementar e desenvolver a qualificação profissional para oficiais e sargentos realizarem atividades de mergulho autônomo no contexto das operações militares desenvolvidas pelo Exército Brasileiro, capacitando militares do C Op Esp, Bda Inf Pqdt, Unidades de Engenharia, Organizações Militares Específicas de Mergulho (OMEM) e integrantes de Outras Organizações Brasileiras das demais Forças Singulares, das Forças Auxiliares e das Forças Armadas de Nações Amigas.

Possui a duração máxima de 04 (quatro) semanas, com atividades em ambiente controle e não controlado, capacitando ao concluinte à planejar e executar mergulho livre e autônomo com a finalidade de realizar a busca e resgate de pessoal e/ou material em ambiente subquático.

REQUISITO: Estar servindo em uma OM que tenha mergulhadores compondo seus quadros. [4]

Estágio de Mergulho a Oxigênio para Operações Especiais - EMOXEditar

O Estágio de Mergulho a Oxigênio para Operações Especiais é realizado no C I Op Esp por Combatentes Comandos e Forças Especiais oriundos do C Op Esp, e habilitados no Estágio de Mergulho a Ar e Regate deste estabelecimento de ensino. Este Estágio visa habilitar o aluno a planejar e executar ações diretas, reconhecimentos empregando a técnica de ataque mergulhado. Nessa modalidade de operação com mergulho de combate é utilizado o equipamento de circuito fechado que permite ações com alto grau de sigilo, discrição, mobilidade, segurança e autonomia. O Estágio tem duração de cinco semanas, onde nas duas primeiras semanas (em ambiente controlado) os alunos terão instruções teóricas de manutenção e emprego do equipamento de circuito fechado, demolições, armamento, prática em ambiente controlado, etc. Nas três semanas restantes, já no mar do litoral carioca (ambiente não controlado), terão prática de subsídios para as ações de ataque mergulhado.

O EMOX é um estágio geral que tem por finalidade complementar a qualificação de oficiais e sargentos para ocuparem cargos e desempenharem as funções de mergulhador de combate no contexto das operações militares, capacitando militares do C Op Esp, das demais Ramos das Forças Armadas Brasileiras e até mesmo Forças Armadas das Nações Amigas.

REQUISITOS: Possuir o Curso de Ações de Comandos e o Estágio de Mergulho a Ar e Resgate. Estar servindo nas OM do C Op Esp. [5]

Treinamento Específico de Mergulho a Ar e Resgate - TEMAREditar

O Treinamento Específico de Mergulho a Ar e Resgate tem por finalidade complementar e desenvolver a qualificação profissional para cabos e soldados realizarem atividades de mergulho autônomo no contexto das operações militares desenvolvidas pelo Exército Brasileiro, capacitando militares do C Op Esp, Bda Inf Pqdt, Unidades de Engenharia e Organizações Militares Específicas de Mergulho (OMEM).

Possui a duração máxima de 02 (duas) semanas, com atividades em ambiente controle e não controlado, capacitando ao concluinte à executar mergulho livre e autônomo com a finalidade de realizar a busca e resgate de pessoal e/ou material em ambiente subaquático. [6]

HistóricoEditar

Em 1957, a saga das Operações Especiais dava início no Exército Brasileiro com a criação do primeiro curso vocacionado para essas atividades, o Curso de Operações Especiais. Não surpreendentemente, essa saga teve que valer-se daquilo que é essencial para qualquer tropa – o ensino, necessário à especialização do mais importante componente da instituição, o homem.

Portanto, a célula mãe do CENTRO DE INSTRUÇÃO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS (CI Op Esp) confunde-se com o pioneirismo das forças de operações especiais, o que garante a este estabelecimento de ensino, o slogan de - “O BERÇO DAS OPERAÇÕES ESPECIAIS”. Ao longo da história, a formação dos Comandos e Forças Especiais nunca deixou de ser realizada e, assim, o “DNA” do CI Op Esp se perdurou através dos tempos, alimentado pelo espírito de cumprimento de missão e idealismo dos “Gorros Pretos”. 

Em 1985, dois anos após a criação do 1º Batalhão de Forças Especiais (1º BFEsp), o Estado-Maior do Exército emitiu uma diretriz para a criação de um Comando Operacional de Unidades Especiais (COpUEsp), que dentre as Unidades que o compunham, estava presente um Centro de Instrução de Unidades Especiais (CIUEsp), sinalizando a necessidade de se ter uma Unidade exclusivamente voltada para o ensino e que só foi materializada mais tarde com a criação da Brigada de Operações Especiais em 2004. 

  Até o ano de 1988, coube ao Centro de Instrução Pára-quedista General Penha Brasil a tarefa da condução dos cursos de Ações de Comandos e de Forças Especiais. Neste mesmo ano, após deliberações sobre o melhor local para a formação dos recursos humanos que seriam destinados aos claros do 1º Batalhão de Forças Especiais, decidiu-se por delegar a essa Unidade a responsabilidade pela condução dos cursos, que foram levados a efeito por intermédio da 2ª Companhia de Forças Especiais – A FORÇA DOIS, a partir de 1989. 

Atualmente o CI Op Esp é responsável pela condução dos cursos de Ações de Comandos e de Forças Especiais, além dos Estágios de Mergulho Básico, Avançado, Operações Aquáticas e de Caçador de Operações Especiais. O CI Op Esp é a materialização de um dos objetivos do seleto grupo de oficiais e sargentos que concluíram o pioneiro 57/1 - Curso de Operações Especiais, qual seja, a criação de um estabelecimento de ensino militar, cuja vocação estivesse, antes de tudo, no desenvolvimento de um espírito digno das forças de operações especiais. 

Em 2002, a Portaria 344 do Comandante do Exército de 22 de julho, criou o Núcleo do Centro de Instrução de Operações Especiais, determinando a sua subordinação ao 1º Batalhão de Forças Especiais. Em 04 De Setembro De 2003, a Portaria 499, também do Comandante do Exército, transformou o Núcleo em CENTRO DE INSTRUÇÃO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS, determinando que fosse implantado, no Camboatá, a partir de primeiro de janeiro de 2004, e que posteriormente, foi transferido para o Forte Imbuí em 2011.

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar