Centro de Preparação de Oficiais da Reserva

Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR) é a unidade de ensino do Exército Brasileiro responsável pela formação básica, moral, física e técnico-profissional do oficial subalterno da 2ª Classe da reserva.

HistóriaEditar

Os CPOR nasceram por inspiração do então Capitão Correia Lima, para suprir o Exército de oficiais subalternos. Ele observou que, após a Primeira Guerra Mundial, havia uma grande carência nos quadros de oficiais dessa patente.

As ideias de Correia Lima levaram à criação do primeiro CPOR, no Rio de Janeiro em 1927, o qual começou a funcionar em 1928. Como o resultado alcançado foi considerado altamente positivo, o então Ministro da Guerra autorizou o a abertura de outros centros semelhantes em São Paulo e Porto Alegre. Mais tarde, novos centros foram abertos em outras cidades brasileiras.

ObjetivosEditar

Os CPOR, através de seus Cursos de Formação de Oficiais da Reserva (CFOR) formam aspirantes-a-oficial, habilitando-os ao desempenho de funções de comando das frações elementares da tropa, tanto na guerra como na paz. Um CPOR oferece cursos nas seguintes especialidades:

Os cursos têm objetivos específicos, dentro do plano educacional do exército, de formação de quadros voltados para suprir a força com elementos não permanentes, mas capacitados a cumprir adequadamente suas tarefas durante o período em que estiverem servindo. Além disso, esses quadros estarão aptos a compor uma reserva para a eventualidade de uma situação de guerra ou convocação extraordinária. Muitos oficiais oriundos de suas fileiras tiveram relevante participação no efetivo da Força Expedicionária Brasileira.

Além dos CPOR, o Exército conta com diversos Núcleos de Preparação de Oficiais da Reserva (NPOR) a estes subordinados, mas incorporados a unidades de tropa regulares. Diferentemente dos CPOR, que contam dois ou mais cursos das referidas especialidades, os NPOR formam aspirantes para apenas uma especialidade, geralmente a mesma da unidade militar à qual está incorporado.

IngressoEditar

Aqueles que desejam se candidatar a uma das vagas dos CPOR/NPOR deve atender às seguintes exigências:

  • Ser brasileiro nato
  • Estar matriculado no ensino superior, em estabelecimento reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC)
  • Ser solteiro
  • Apresentar-se para o Serviço Militar Inicial (no ano em que completa dezoito anos) como voluntário para servir no CPOR/NPOR

Para ingressar no CPOR/NPOR o voluntário deve superar testes escritos de conhecimentos ao nível secundário, testes de aptidão física, exames médicos oftalmológicos e uma avaliação psicológica. Somente os candidatos mais bem qualificados são matriculados como alunos.

Láureas MilitaresEditar

Em 27 de janeiro de 1955, pelo decreto N° 36.825, o Presidente da República criou o estandarte-distintivo para os Centros de Preparação de Oficiais da Reserva, sendo este confeccionado na cor azul celeste, com o símbolo do Exército nas suas cores e metais, de dimensões iguais à um terço da altura da talha. Abaixo do símbolo, as iniciais CPOR e, abaixo deste, a cidade sede, em caracteres dourados, possuindo também uma franja em ouro em toda sua volta e um laço militar das cores nacionais com o dístico CPOR-XX (onde "XX" é a sigla da cidade-sede).

Os primeiros colocados nos cursos dos CPOR/NPOR têm direito a uma medalha especial, a Medalha Correia Lima, que homenageia o Patrono da Reserva.

Referencias ImportantesEditar

No ano de 1990, formou-se uma das mais ilustres turmas de oficiais da reserva, pelo NPOR do extinto 28o Batalhão de Infantaria Blindado. A turma, comandada pelo entao Capitao Chiavegatto, contou com figuras ilustres da sociedade brasileira, que ao longo dos ano trouxe notoriedade a formação de oficiais da reserva. Inicialmente como um curso oferecido como opção para o serviço militar obrigatório, após os anos 90, iniciando-se com a popularidade desta turma, tornou-se algo cobiçado por muitos novos adultos, continuando ate hoje, como uma forma de diferenciação profissional no futuro. A turma de 1990 contou com figuras ilustres tais como Jose Capriolli (Presidente da Azul Linhas Aereas), Antonio Carlos dos Santos Junior, Alexandre Nogueira (da IntertechRail), Guilherme Piereck (Banco Interamericano de Desenvolvimento, o BID), dentre outras figuras importantes.

Ver tambémEditar