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Cercal do Alentejo

vila e freguesia de Santiago do Cacém, Portugal
Portugal Portugal Cercal do Alentejo 
  Freguesia  
Símbolos
Brasão de armas de Cercal do Alentejo
Brasão de armas
Gentílico Cercalense
Localização
Cercal do Alentejo está localizado em: Portugal Continental
Cercal do Alentejo
Localização de Cercal do Alentejo em Portugal
Coordenadas 37° 48' N 8° 40' O
País Portugal Portugal
Concelho STC1.png Santiago do Cacém
Administração
Tipo Junta de freguesia
Presidente António Albino (PCP-PEV)
Características geográficas
Área total 136,40 km²
População total (2011) 3 362 hab.
Densidade 24,6 hab./km²
Código postal 7555
Outras informações
Orago Nossa Senhora da Conceição

Cercal do Alentejo é uma vila portuguesa pertencente ao concelho de Santiago do Cacém, com 136,40 km² de área e 3 362 habitantes (2011). A sua densidade populacional é 24,6 hab/km².

Foi sede de concelho entre 1836 e 1855. Era constituída pelas freguesias de Cercal, Colos e Vila Nova de Milfontes. Tinha, em 1849, 3 255 habitantes.

Foi elevada a vila em 20 de Junho de 1991, tendo a sua designação sido alterada de Cercal para Cercal do Alentejo.

Estando situada a menos de 15 quilómetros das praias do Litoral Alentejano, possui um clima temperado, o que lhe permite ter uma das mais diversificadas faunas e floras de todo o Sudoeste Alentejano.

PopulaçãoEditar

População da freguesia de Cercal [1]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
2 145 2 211 2 446 2 763 3 194 3 885 5 180 6 430 9 048 6 487 5 334 4 866 4 177 3 882 3 362

No censo de 1864 pertencia ao concelho de Odemira, distrito de Beja, tendo passado para o de Santiago do Cacém por decreto de 21/09/1875. No censo de 1940 figura Cercal do Alentejo

Distribuição da População por Grupos Etários
Ano 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos
2001 451 478 1 962 991 11,6% 12,3% 50,5% 25,5%
2011 342 284 1 741 995 10,2% 8,4% 51,8% 29,6%

Média do País no censo de 2001: 0/14 Anos-16,0%; 15/24 Anos-14,3%; 25/64 Anos-53,4%; 65 e mais Anos-16,4%

Média do País no censo de 2011: 0/14 Anos-14,9%; 15/24 Anos-10,9%; 25/64 Anos-55,2%; 65 e mais Anos-19,0%

EconomiaEditar

Actividade mineiraEditar

No século XIX deu-se um desenvolvimento da exploração mineira, nomeadamente na década de 70, com a descoberta de novos minérios, como barita, manganés e manganite. A maior exploração nesta zona foi, no entanto, de ferro, existindo cinco minas deste tipo de extracção: Cerro da Fonte, Santa de Cima, Toca do Mocho, Serra da Mina, Serra das Tulhas e Serra de Rosalgar. Todavia, estas minas findaram a sua actividade em 2000.

Cercal do Alentejo apresentava reservas indispensáveis de minerais ferrosos, úteis a diversas indústrias metalúrgicas e metalomecânicas.

De acordo com análises efectuadas, os jazigos desta zona mineira poderão ter sido formados a partir de soluções superficiais descendentes. Geralmente, tanto o manganés como a barita diminuem em profundidade. Por vezes notavam-se misturas do minério ferro manganífero com quartzo, barita ou xistos.

A mina do Cercal, onde se obtinha ferro e manganés, terminou após um período de actividade de cerca de quarenta anos, devido ao desmantelamento do alto forno siderúrgico do Seixal, considerada a única unidade consumidora dos minérios. Nesta mina explorava-se esporadicamente barita como subproduto.

A barita é comummente encontrada como ganga em depósitos de minérios metálicos de origem epitermal ou mesotermal (depósitos produzidos por processos químicos de concentração. Em corpos rochosos, a concentração é efectuada pela introdução de espécies externas à rocha – alteração epigenética – por ascensão de águas quentes de origem magmática. Depósitos epitermais – deposição e concentração a profundidade ligeira, temperatura de 50 a 200 °C, pressão moderada; depósitos mesotermais - deposição e concentração a profundidade intermédia, temperatura de 200 a 300 °C, pressão elevada.)

A separação das gangas pode usualmente ser feita de uma forma fácil, mas nos casos em que o minério aparece associado com as gangas, a separação tem de ser mais cuidada e obrigará a uma fragmentação de grau bastante elevado. A ganga é quase completamente formada pela barita, sendo um produto vendável e aparentemente de fácil colocação no mercado interno. Na Serra das Tulhas, situada no maciço montanhoso da Serra do Cercal, há registos de um filão mineralizado com hematites e limonites manganíferas, onde se notava também ganga quartzosa e abundante barita.

Fisicamente, o minério da mina da Serra das Tulhas era semelhante ao das concessões da Serra da Mina e da Toca do Mocho – era maciço, não muito compacto e de dureza média. Por vezes aparecia duro e esponjoso, mas nas regiões onde o teor em manganés se elevava bastante, tornava-se um pouco terroso.

Sob o ponto de vista químico, pode-se afirmar que o minério era francamente bom. A sílica poucas vezes ultrapassava os 5%, sendo que a alumina também não apresentava teores elevados. Quanto ao ferro, o teor era normalmente de 50% e o manganés tinha teores que iam desde 6 a 13%, o que valorizava muito o minério.

Referências

  1. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
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