Cerco de Quieve (1240)

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Cerco de Quieve
KIEV1240.jpg
Representação do saque de Quieve
Data 28 de novembro - 6 de dezembro de 1240
Local Quieve
Desfecho Vitória mongol
Beligerantes
Império Mongol Reino de Galícia-Volínia
Comandantes
Batu Cã Voivoda Demétrio
Forças
Desconhecido Desconhecido
Baixas
Desconhecido Desconhecido

O Cerco de Quieve pelo Império Mongol ocorreu entre 28 de novembro e 6 de dezembro de 1240 e resultou em vitória mongol. Foi pesado golpe à moral e tropas do Reino de Galícia-Volínia e permitiu ao general Batu Cã continuar a marcha à Europa.[1]

AntecedentesEditar

Batu Cã e os mongóis começaram sua invasão no final de 1237 conquistando o Principado de Riazã no nordeste da Rússia de Quieve.[2] Em 1238, foram ao sudoeste e destruíram as cidades de Vladimir e Cozelsque, e Em 1239 capturaram Pereiaslave e Czernicóvia com os olhos postos na cidade de Quieve.[3][4] Quando os mongóis enviaram vários embaixadores a Quieve para exigir a submissão, foram executados por Miguel I de Czernicóvia e posteriormente por Demétrio.[5][6]

CercoEditar

O exército de vanguarda comandado pelo primo de Batu, Mangu, chegou perto da cidade em 1240. Aparentemente levado pelo esplendor dela, lhe ofereceu termos de rendição, mas os emissários foram mortos.[7] Então os mongóis decidiram sitiá-la. Batu destruiu as forças dos vassalos russos, os caracalpaques, que estavam a caminho para socorrê-la, e todo o exército mongol se preparou fora dos portões, juntando-se às tropas de Mangu.[8] Em 28 de novembro, prepararam suas catapultas e começaram um bombardeio que durou vários dias. Em 6 de dezembro, as muralhas foram rompidas[9] e o combate corpo a corpo seguiu nas ruas. Os quievanos sofreram pesadas perdas e Demétrio foi ferido por uma flecha.[4]

Quando a noite caiu, os mongóis mantiveram suas posições enquanto os quievanos se retiraram para as partes centrais da cidade. Muitas pessoas lotaram a Igreja dos Dízimos. No dia seguinte, quando os mongóis começaram o ataque final, a sacada da igreja desabou sob o peso das pessoas que estavam sobre ela, esmagando muitos. Depois que os mongóis venceram a batalha, saquearam Quieve. A maior parte da população foi massacrada.[4] Dos 50 000 habitantes antes da invasão, cerca de 2 000 sobreviveram.[10] A maior parte da cidade foi queimada e apenas seis dos quarenta edifícios principais permaneceram de pé. Demétrio, no entanto, teve misericórdia por sua bravura.[4] Após sua vitória em Quieve, os mongóis estavam livres para avançar à Hungria e Polônia.[3]

Referências

  1. Martin 2007, p. 139.
  2. Dowling 2015, p. 537.
  3. a b Turnbull 2003, p. 45–49.
  4. a b c d Perfecky 1973, p. 43–49.
  5. Turnbull 2003, p. 81.
  6. Roux 2003, p. 131.
  7. Halperin 2008, p. 43.
  8. Minorksy 1952, p. 227.
  9. Maiorov 2016, p. 713-714.
  10. Martin 2017, p. 308.

BibliografiaEditar

  • Dowling, Timothy (2015). Russia at War: from the Mongol Conquest to Afghanistan, Chechnya, and Beyond. Santa Bárbara: ABC-CLIO 
  • Halperin, Charles J. (2008). The Tatar Yoke: The Image of the Mongols in Medieval Russia. Bloominton: Slavica Pub 
  • Martin, Janet (2007). Medieval Russia, 980-1584. Cambrígia: Imprensa da Universidade de Cambrígia 
  • Martin, Michael (2017). City of the Sun: Development and Popular Resistance in the Pre-Modern West. Nova Iorque: Algora Publishing 
  • Minorksy, V. (1952). «The Alān Capital *Magas and the Mongol Campaigns». Universidade de Londres. Boletim da Escola de Estudos Orientais e Africanos. 14 (2) 
  • Perfecky, George (1973). The Hypatian Codex. Munique: Wilhelm Fink Publishing House 
  • Roux, Jean-Paul (2003). Genghis Khan and the Mongol Empire. Nova Iorque: Harry N. Abrams 
  • Turnbull, Stephen (2003). Genghis Khan and the Mongol Conquests 1190-1400. Oxônia: Osprey Publishing