Cesão Duílio Longo

político
Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Cesão Duílio, cônsul em 336 a.C..

Cesão Duílio Longo (em latim: Kaeso Duillius Longus) foi um político da gente Duília nos primeiros anos da República Romana eleito decênviro para o Segundo Decenvirato em 450 a.C.

Cesão Duílio Longo
Decênviro da República Romana
Decenvirato 450 a.C. (decênviro)
449 a.C. (decênviro)

DecenviratoEditar

Cesão Duílio foi eleito entre os dez patrícios que fizeram parte do Segundo Decenvirato em 450 a.C.[1], cuja função era completar o trabalho do Primeiro Decenvirato, a produção de um novo código legal para a República Romana, que ficou conhecido como Lei das Doze Tábuas. Porém, este segundo grupo foi marcado por uma forte viés anti-popular e autoritário, principalmente por que os decênviros ultrapassavam os limites de seus mandatos.

Quando sabinos e équos invadiram o território romano, Cesão Duílio, juntamente com os decênviros Lúcio Minúcio Esquilino Augurino, Marco Sérgio Esquilino, Tito Antônio Merenda e Marco Cornélio Maluginense, foram enviados para liderar as operações contra os équos que, como de costume, foram derrotados perto do monte Algido. Entre os próprios soldados estava Lúcio Vergínio, pai e assassino de sua filha, Vergínia, e futuro tribuno da plebe[2].

Em 449 a.C., depois de re-estabelecidas as prerrogativas dos tribunos da plebe pelos cônsules Lúcio Valério Potito e Marco Horácio Barbato, Cesão Duílio foi acusado por eles de ações ilegais durante o decenvirato e, por isto, ele foi exilado e teve seus bens confiscados[3].

Ver tambémEditar

Decênviro da República Romana
 
Precedido por:
'Primeiro Decenvirato'
Cesão Duílio Longo
450 a.C.

com Segundo Decenvirato

Sucedido por:
'Marco Horácio Barbato

com Lúcio Valério Potito


Referências