Chão de Couce
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| Localização de Chão de Couce em Portugal | ||||
| Coordenadas | ||||
| País | ||||
| Concelho | ||||
| Administração | ||||
| - Tipo | Junta de freguesia | |||
| - Presidente | Fernando Jorge Batista Rodrigues (PPD/PSD) | |||
| Área | ||||
| - Total | 23,8 km² | |||
| População (2011) | ||||
| - Total | 1 992 | |||
| • Densidade | 83,7 hab./km² | |||
Chão de Couce é uma freguesia portuguesa do concelho de Ansião, com 23,8 km² de área e 1 992 habitantes (2011). A sua densidade populacional é de 83,7 hab/km².
Foi vila e sede de concelho entre 1514 e 1855. O antigo município era constituído inicialmente apenas pela freguesia da vila. Tinha, em 1801, 1 279 habitantes.
Durante a época moderna, era a vila sede da Comarca das Cinco Vilas ou Comarca de Chão de Couce (juntamente com Aguda, Avelar, Maçãs de Dona Maria e Pousaflores), tendo todas recebido foral em simultâneo (12 de Novembro de 1514), tendo sido cabeça desta comarca até 1832.
Em 1836 foram-lhe anexadas as freguesias de Avelar e Pousaflores, com a extinção dos respectivos concelhos. Tinha, em 1849, 3 568 habitantes. Aquando da extinção, foi integrado no concelho de Figueiró dos Vinhos, passando, em 1895, para o actual município.
Índice
PopulaçãoEditar
| População da freguesia de Chão de Couce [1] | ||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1864 | 1878 | 1890 | 1900 | 1911 | 1920 | 1930 | 1940 | 1950 | 1960 | 1970 | 1981 | 1991 | 2001 | 2011 |
| 1 376 | 1 566 | 1 701 | 2 151 | 2 414 | 2 547 | 2 683 | 2 887 | 3 075 | 2 715 | 2 277 | 2 542 | 2 405 | 2 349 | 1 992 |
Nos anos de 1864 a 1890 pertencia ao concelho de Figueiró dos Vinhos, tendo passado para o actual concelho por decreto de 7 de setembro de 1895
HistóriaEditar
Chão de Couce, como espaço de ocupação humana, remonta ao princípio dos tempos, havendo vestígios arqueológicos da Pré-História e da ocupação romana, designadamente vestígios da via romana de Conímbriga a Sélio.
A primeira referência escrita a Chão de Couce respeita à Quinta de Cima, onde actualmente permanece um palacete, que atesta ainda a sua nobreza, e uma capela particular de invocação de Nossa Senhora do Rosário. Esta propriedade pertenceu aos Reis de Portugal (Dinastia de Borgonha), havendo registo da doação feita por D. Afonso III a D. Constança Gil, dama da rainha D. Beatriz, como dote de casamento, em 5 de Fevereiro de 1258. Mais tarde, a Quinta foi do Conde de Barcelos, do Mosteiro de Santo Tirso, de D. Dinis, novamente Mosteiro de Santo Tirso e de João Afonso, genro de D. Dinis. Consta-se que, aquando do casamento de D. Fernando I com D. Leonor de Teles, criticado violentamente pelo povo de Lisboa, o casal real se terá refugiado aqui. Em 4 de Junho de 1451, D. Afonso V fez doação da Quinta ao Conde de Vila Real, D. Pedro de Meneses. A Quinta de Cima voltou à Coroa em 1641 (com a execução do seu proprietário, um dos conjurados contra D. João IV) e, pouco depois, foi integrada na Casa do Infantado até 1834, vindo, posteriormente, a ser propriedade de António Lopes do Rego, Sargento-Mor e Cavaleiro da Ordem de Cristo. A Quinta de Cima é, ainda hoje, uma verdadeira preciosidade em termos artísticos e históricos. No princípio do século XX, embora a arquitectura do belo edifício habitacional nada tivesse de medieval, continuava a ser um espaço idílico (e hoje ainda mantém, praticamente, o mesmo aspecto).
Em 12 de Novembro de 1514, D. Manuel I deu foral novo a Chão de Couce, e, em conjunto, às vilas de Avelar, Pousaflores, Aguda e Maçãs de Dona Maria - eram as "Cinco Vilas", que tinham como capital Chão de Couce. Estes forais foram confirmados por Filipe I, em 7 de Outubro de 1594.
Em 31 de Dezembro de 1836, com a reforma administrativa, os cinco concelhos da comarca das Cinco Vilas constituíram apenas dois concelhos: o de Chão de Couce, com as freguesias de Chão de Couce, Avelar e Pousaflores; e o de Maçãs de D. Maria, com Maçãs de D. Maria, Aguda e Arega.
Em 1855, é extinto o concelho de Chão de Couce, passando esta freguesia, bem como as de Avelar e Pousaflores, a integrar o concelho de Figueiró dos Vinhos. Passaram, pelo decreto de 7 de Setembro de 1895 a freguesia de Chão de Couce, Avelar e Pousaflores a integrar, por ora, o concelho de Ansião.
Pontos de interesseEditar
A Igreja Matriz de Chão de Couce construída na 1.ª metade do século XX, tem a nave e a Capela-Mor decoradas com azulejos figurativos, a azul, da autoria de Mário Reis. Do mesmo autor, existem no alto da fachada principal, dois registos de azulejos. Num nicho da Capela-Mor existe uma Imagem quinhentista, em pedra, da Virgem, sem pintura.
Mas o maior atractivo desta Igreja é, sem dúvida, o Retábulo de Malhoa (1933), representando Nossa Senhora da Consolação. Foi a última grande Obra de Mestre Malhoa, que, em 2003, perfez setenta anos de existência, efeméride que a Paróquia fez questão de lembrar de forma pública e festiva.
A Região Pastoral do Sul da Diocese de Coimbra tem sede nesta freguesia, onde, desde finais do século passado existe o Centro Pastoral da Região Sul. Actualmente, a maior concentração industrial do concelho, situa-se na zona industrial do Camporês, que pertence à freguesia de Chão de Couce. Aí foram implantados nos últimos anos complexos industriais, onde se inserem unidades fabris de cerâmica, componentes para a indústria têxtil, sinais rodoviários, embalagens e alumínios, entre outras.
Referências
- ↑ Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes