Chagatai

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Chagatai (em mongol: Цагадай; transl.: Tsagadai; em uigur: چاغاتايخان; transl.: Tsagadai; em turco: Çağatay), Chaguetai (em chinês: 察合台; transl.: Chágětái) ou Jogadai (em persa: جغتای‎) foi um nobre mongol do século XIII, filho de Gêngis Cã (r. 1206–1227) e Borte. Apesar de ser o segundo filho mais velho depois de Jochi, era o primeiro cuja paternidade não foi contestada, uma vez que seu irmão podia ter nascido fruto do estupro ao qual sua mãe foi vítima.[3] Participou nas campanhas na Mongólia Interior (1211), Hebei e Xanxim (1213) com seus irmãos Jochi e Oguedai e contra Otrar (inverno de 1219-20) e Urguenche (abril de 1221) com Oguedai. Com o auxílio de seu partidário Changue Rongue, supervisionou a construção de estradas e pontes à campanha contra o Império Corásmio.[4]

Chagatai
Estátua de Chagatai na Mongólia
do Canato de Chagatai
Reinado 1226-1242
Sucessor(a) Cara Hulegu
 
Descendência
Morte 1242
Pai Gêngis Cã
Mãe Borte

Gêngis lhe deu Almalique (perto da atual Huochengue) como pasto de verão, e a área entre Samarcanda e Bexe-Baligue como pasto de inverno, bem como colocou sob seu comando 4 000 ou 8 000 homens, dependendo da fonte. Nas campanhas no norte da China e Ásia Central, adquiriu a cidade de Taiuã e dois conselheiros, o uigur Vajir do norte da China e Cobadim Habaxe Amide de Otrar. O seu pai o elogiou por sua devoção a jasaque (lei) e iosum (costume) mongóis, mas o considerou obstinado e tacanho. Também designou a Chagatai Borchu dos alurades e então Coque Chos dos baarins para triná-lo.[4]

Chagatai apoiou a eleição de Oguedai como grão-cã em 1229 e teve papel essencial na estabilização do Império Mongol após a morte de Gêngis, uma vez que, embora o mais velho dos gengiscânidas vivos depois da morte de Jochi em 1225, manteve estrita deferência ao grão-cã. Protestou em vão contra o alcoolismo de Oguedai e proibiu estritamente abluções e massacres islâmicos em seu território. Com a morte de seu irmão em 1241, tornar-se-ia o óbvio fazedor de cãs, mas em 1242 também morreu. Sua esposa Isulum acusou o conselheiro Vajir de tê-lo envenenado e o último foi executado. Seja como for, foi sucedido por seu neto Cara Hulegu (r. 1242–1246), o filho de Mutucã. Ainda teve outros sete filhos e pelo menos outra esposa chamada Toguém.[4]

Referências

  1. Atwood 2004, p. 83; 212.
  2. Broadbridge 2018, p. 245-246.
  3. Atwood 2004, p. 81; 278.
  4. a b c Atwood 2004, p. 278.

BibliografiaEditar

  • Atwood, Christopher P. (2004). Encyclopedia of Mongolia and the Mongol Empire. Nova Iorque: Facts On File, Inc. 
  • Broadbridge, Anne F. (2018). Women and the Making of the Mongol Empire. Cambrígia: Imprensa da Universidade de Cambrígia