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Salvador "Chaloy" Jara
Informação geral
Nascimento 1 de março de 1931
Origem Posadas, Misiones
País  Argentina
Morte 10 de outubro de 2011 (80 anos)
Gênero(s) Música da América Latina
Instrumento(s) Bandoneón
Período em atividade 1946 - 2011

Salvador "Chaloy" Jara (Posadas, Misiones, 1 de março de 1931 - Posadas, 10 de Outubro de 2011)[1] foi um bandoneonista argentino de música folclórica. Virtuose do bandoneón, Chaloy ganhou fama no Rio Grande do Sul - onde morou durante cerca de 20 anos - por meio de parcerias com Cenair Maicá e Jayme Caetano Braun, com quem gravou diversas composições. Era também admirado dentro do chamamé (chegou a ser conhecido como Rei do Chamamé) e da música folclórica gaúcha e argentina.

Se inicia na música desde muito cedo, tocando primeiramente o acordeão conhecido como "2 hilleras", e posteriormente o bandoneón. Ao lado dos irmãos Presentado, Mario e Raul forma seu primeiro grupo musical, chamado "Os Posadeños", e se apresentam em festas familiares e apresentações escolares. Se aperfeiçoa no bandoneón com Gregorio Martínez Riera e Ricardo Ojeda, e posteriormente em Buenos Aires, onde passa a morar em 1947. Em Buenos Aires integrou diversos grupos, tendo tocados vários gêneros, e aproveitava os lugares onde se apresentava para tocar sua música do litoral, conhecida como Música litoraleña.

Em 1957 se integra ao conjunto de Armando Correa, com o qual se apresenta na província de Corrientes e nas rádios locais. Logo após gravar seu 1º disco, “Asunción”, Chaloy Jara se muda para Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul, onde fica por 5 anos. Ali nasce um grande carinho do público gaúcho por "Don Chaloy Jara", apelidado de "O Rei do Chamamé". Após esse período, muda-se para a capital Porto Alegre, onde começa uma grande parceria com o músico nativista Cenair Maicá, com quem grava vários discos.

Nos 20 anos de carreira em terras brasileiras, apresenta-se em várias cidades do Rio Grande do Sul e de outros estados, participando de diversos festivais da região e gravando vários discos.

No início da década de 90, volta a sua terra natal, e integra a "Banda de Música Municipal". Destacado autor e compositor, compôs mais de 100 obras, tendo como destaque "Muchachita de Misiones", "Recuerdo de mi tierra", "El moconá", "Basto colí", "Pueblito Iguázú", "Patrono de mi pueblo" e sua obra mais conhecida "Jamás te podré olvidar", composta em 1956 e que se tornou um clássico do cancioneiro folclórico argentino.

Em 1995 Don Chaloy Jara recebe o prêmio "El Arandú", oferecido pelo Honorable Concejo Deliberante de Posadas, pela sua contribuição cultural, e em 2005 foi homenageado no "Encontro Chamamecero de São Luiz Gonzaga".

Referências