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Cidade Tiradentes

distrito da cidade de São Paulo
Vista aérea do distrito.

Cidade Tiradentes é um distrito do município de São Paulo, no estado de São Paulo, no Brasil. Situa-se no extremo leste do município, a 35 quilômetros do marco zero.[1]

PerfilEditar

A Cidade Tiradentes concentra mais de 40 mil unidades habitacionais, a maioria delas construída na década de 1980 pela Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab), Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo e por grandes empreiteiras, que inclusive aproveitaram o último financiamento importante do Banco Nacional da Habitação, antes de seu fechamento.

O bairro foi planejado como um grande conjunto periférico e monofuncional do tipo localidade dormitório, para deslocamento de populações atingidas pelas obras públicas, assim como ocorreu com a Cidade de Deus, no Rio de Janeiro.

HistóricoEditar

No final da década de 1970, o poder público iniciou o processo de aquisição de uma gleba de terras situada na região, que era conhecida como Fazenda Santa Etelvina, abrangendo 15 km². A área, então composta por Mata Atlântica, eucaliptos, lagos, córregos, nascentes e olarias artesanais familiares, passou a ser ocupada por conjuntos habitacionais da Cohab (Companhia Habitacional). Prédios residenciais começaram a ser construídos, modificando a paisagem. O local começou a ser habitado por enormes contingentes de famílias, que aguardavam na fila da casa própria de Companhias habitacionais, vindos de bairros como Casa Verde, Limão, Vila Prudente, Ipiranga, Vila Formosa, Bixiga e Jabaquara.

Além da vastidão de conjuntos habitacionais, que passaram a predominar na região, cerca de 160 mil pessoas compõem a chamada "Cidade Formal"; existe também a "Cidade Informal", formada por favelas e pelos loteamentos habitacionais clandestinos e irregulares, instalados em áreas privadas e que são habitados por cerca de 60 mil pessoas.

A Cidade Tiradentes possui, portanto, uma população estimada em 220 mil habitantes que estão, de certa forma, separados por dois níveis de pobreza: há 71 equipamentos na cidade formal e 3 na informal; a renda média do chefe de família varia de 500 a 1 200 reais na Cidade Formal e de 200 a 500 na Informal; o analfabetismo vai de 0 a 10% na Cidade Formal, ao passo que na Informal o índice fica entre 10 e 20%.[1]

As áreas ocupadas pela população da Cidade Informal são lacunas deixadas na construção dos prédios da Cohab; ocupações nas bordas dos conjuntos, e também de expansão da mancha urbana.

A identidade dos moradores de Cidade Tiradentes está diretamente ligada ao processo de constituição do bairro, feita sem um planejamento que levasse, em conta, as necessidades básicas da população. Muitas pessoas vieram para a Cidade Tiradentes em busca da realização do sonho da casa própria, embora boa parte tenha se deslocado a contragosto, na ausência de uma outra opção de moradia. O fato de não terem encontrado, no local, uma infraestrutura adequada às suas necessidades, e de a região oferecer escassas oportunidades de trabalho, fez com que passassem a ter Cidade Tiradentes como bairro dormitório e de passagem e não de destino.

Século XXIEditar

 
Centro Educacional Unificado (CEU) na Cidade Tiradentes

No início do século XXI, o distrito foi beneficiado com a construção de um grande hospital (o Hospital Municipal Cidade Tiradentes),[2] duas unidades do CEU - Centro Educacional Unificado, construção e revitalização de praças,[3] inauguração de unidades do Programa de Saúde da Família e construção da Escola Técnica de Saúde Pública da Cidade Tiradentes. O Expresso Tiradentes, que era uma opção para os moradores, devido a inúmeros fatos foi congelado pela gestão do período, atrasando, assim, toda a estrutura no transporte público. Além de pavimentação de várias ruas na região, ocorreram a regularização e revitalização das calçadas, mais iluminação nas ruas[4] e agora com a construção do Expresso Tiradentes, o transporte público irá melhorar muito.[5]

AcessoEditar

O distrito é ligado por quatro eixos viários: o primeiro é a estrada do Iguatemi, que faz a ligação com as regiões de São Mateus, Itaquera e Guaianases; o segundo é a Avenida dos Metalúrgicos, na área central do distrito, que concentra os serviços públicos; o terceiro é formado pela Avenida dos Têxteis, que se dirige em parte para o fundo de vale da Avenida dos Metalúrgicos e para o fundo de vale da avenida projetada Naylor de Oliveira; o quarto eixo é composto pela Avenida Inácio Monteiro, que permite acesso à parte leste do conjunto.

Outra via importante é a Avenida Sara Kubitschek.

A região dispõe de 25 linhas de ônibus, cujos principais destinos são os terminais Parque Dom Pedro II, São Mateus, estações do Metrô de São Paulo e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

O tempo estimado de viagem até o Centro é de aproximadamente 1h50, mas os moradores do bairro dizem que levam até duas horas e meia para fazer o percurso.

Referências

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar

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