Abrir menu principal
Cielo
Razão social Cielo S.A.
empresa de capital aberto
Slogan Máquina de ideias
Cotação BM&F Bovespa: CIEL3
OTCQX: CIOXY
Atividade serviços financeiros
Gênero sociedade anônima
Fundação 29 de novembro de 1995
Sede Barueri, SP,  Brasil
Presidente Paulo Rogerio Caffarelli
Vice-presidente Theo Carvalho
Pessoas-chave Clovis Poggetti Junior (CFO)
Empregados 2.400
Produtos meios de pagamento eletrônicos
Valor de mercado Aumento R$ 24.02 bilhões (Nov/2018)[1]
Lucro Aumento R$ 3.8 bilhões (2017)[2]
Faturamento Aumento R$ 11,122 bilhões (2015)[3]
Website oficial www.cielo.com.br

Cielo, anteriormente Visanet Brasil, é uma empresa brasileira de serviços financeiros. Atua como adquirente multi-bandeira, sendo uma das responsáveis pela captura, transmissão e liquidação financeira de transações com cartões de crédito e débito.[4] É a empresa líder do setor em toda a América Latina,[5] em termos de volume financeiro de transações e é uma das responsáveis pelo credenciamento do comércio brasileiro a sua rede de pagamentos, bem como pela captura, transmissão, processamento e liquidação financeira das transações realizadas com cartões de plástico. Em junho de 2014 a Cielo estava presente em mais de 1,4 milhão de pontos de venda espalhados por 5.500 municípios de todas as regiões do país, cobrindo 99% do território nacional.[6]

HistóriaEditar

Criada em 29 de novembro de 1995[7] pelos bancos Bradesco, Banco do Brasil, Banco Real (hoje Santander) e o extinto Banco Nacional, juntamente com a Visa Internacional, a Visanet tinha com o objetivo inicial de unificar as relações com todos os estabelecimentos afiliados à bandeira Visa no Brasil, desenvolver soluções tecnológicas de captura e processamento de transações e realizar a liquidação financeira, deixando os bancos livres para se concentrarem na emissão de cartões e na concessão de crédito aos portadores.[8]

Nessa época, a Visanet contava com 100 mil estabelecimentos afiliados. No decorrer do tempo, a empresa lançou novos produtos, como o Visa Electron e Visa Vale. Apoiada na forte expansão do mercado consumidor brasileiro, a empresa conseguiu rápido crescimento, tornando-se a líder do setor, com uma base de 1.3 milhão de estabelecimentos ativos em 2012 e com presença em 5.511 municípios brasileiros e cobrindo 99% do território nacional.[9]

Em 2009, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, juntamente com o CADE, aprovou um projeto que colocou fim na exclusividade que Visanet e Redecard detinham com as bandeiras internacionais Visa e Mastercard, como forma de estimular o aumento da concorrência no setor.[10][11][12] Inicialmente, essa medida acirrou a disputa entre as duas empresas, já que uma companhia pode processar vendas com bandeiras que até então eram exclusivas da outra. Além disso, novos credenciadores poderiam investir nesse mercado em franco crescimento. Os lojistas poderiam a partir de então escolher qual empresa processará suas transações, utilizando apenas um terminal eletrônico e dando preferência à empresa que oferecer as menores taxas administrativas sobre as vendas. Porém, analistas estimam que em um futuro muito próximo, haverá nada menos que 20 novos players no mercado de processamento de transações com plásticos.[13] O mais novo deles é o Santander, banco espanhol que detinha ações da própria Cielo, mas que em 2009 vendeu sua participação na empresa e comprou a GetNet.[14]

Em julho de 2009, a empresa lançou ações na bolsa de valores, realizando uma das maiores ofertas públicas de ações do país.[15] Em dezembro de 2009, devido ao fim da exclusividade com a bandeira Visa e com o objetivo de iniciar o processamento de transações de outras bandeiras,[16] a empresa mudou de nome e passou a se chamar Cielo.

A partir daí, o Santander saiu da composição acionária e a empresa passou a ser controlada pelo Banco do Brasil (BB Banco de Investimentos S/A) e pelo Bradesco (Columbus Holdings S/A), cada qual com 28,65% do capital social, que até mantêm um acordo de acionistas atualizado em 2014 e vigente por prazo indeterminado..[17]

Ao longo de 2010, a companhia fechou parceria com as bandeiras regionais Aura, Sorocred, Policard e Good Card, além de uma aliança com a Dotz, uma das principais empresas de programas de fidelização no modelo de coalizão da América Latina. Em 2011, a Cielo anunciou parceria com a Cred-System, emissora de cartões de crédito da bandeira Mais!, e com o Banestes, Banco do Espírito Santo, emissor do Banescard, mas somente no final de 2013 o cartão do banco começou a ser aceito. No segmento de cartões de benefícios, além de Visa Vale e Sodexo, a Cielo firmou parcerias com Bônus CBA, Cabal Vale, Verocheque e Sapore Benefícios, além da bandeira Elo, 100% brasileira, resultado da parceria de três dos maiores bancos do país: Banco do Brasil, Bradesco e Caixa Econômica Federal.

Em 2011, a Cielo capturou R$ 320,4 bilhões o equivalente a 7,6% do PIB brasileiro na época.[18]

Em 2012, a Cielo lançou a opção Crediário na sua máquina e anunciou parceria com a CyberSource, fornecedora de soluções de gestão de pagamentos, e lançou uma plataforma de prevenção à fraude em comércio eletrônico. O objetivo da aliança é preservar o bom comprador e identificar transações fraudulentas, o que garantirá maior conversão de vendas com menor custo operacional.[19]

Em junho de 2012 a Cielo adquiriu a empresa americana de tecnológica para serviços meios de pagamento Merchant e-Solutions (MeS) por 670 milhões de dólares.[20]

Ainda em 2012, lançou o Cielo Linkci, solução que permite ao lojista oferecer a opção dos seus clientes fazer, se quiserem, check-in ou recomendar o estabelecimento para os amigos do Facebook utilizando qualquer cartão na máquina da Cielo,[21]- no mesmo ano a companhia foi responsável pela captura, processamento e liquidação de aproximadamente 5 bilhões de transações financeiras no Brasil, valor equivalente a 8,4% do PIB brasileiro na época.[22]

Em 2013, foi editada a Lei 12.865 que buscava fomentar a concorrência no ramo dos meios de pagamento.

Diante da grande concentração do segmento de cartão de crédito, o CADE iniciou uma série de procedimentos, merecendo menção a Nota Técnica 10/2016[23] que sugeriu a abertura de três inquéritos administrativos em face da CIELO e algumas outras empresas do ramo, ao argumento de que haveria conduta anticompetitivas que barravam a entrada de novos concorrentes.

Com a entrada de novos concorrentes no mercado, notadamente o PagSeguro e a Stone, houve um aumento significativo da concorrência, muitas vezes noticiada como "A Guerra das Maquininhas"[24], e o valor de mercado da companhia diminuiu de aproximadamente 72 bilhões de reais em janeiro de 2018 para aproximadamente 18 bilhões em junho de 2019 - uma espetacular queda de 75%.

Para os acionistas e para seus controladores, a empresa tem que se reinventar. Na apresentação de resultados do segundo trimestre de 2019, a empresa mostrou uma retomada do volume de operações e do número total de clientes.[25]

Em agosto de 2019, a Cielo divulgou o lançamento de sua nova plataforma - o Cielo Pay. O aplicativo que reúne diversas funcionalidades no setor de pagamentos dispensará o uso de maquininhas de cartão e passará, a partir de 14 de outubro de 2019, que lojistas vendam seus produtos por meio de QR Code no celular, envio de links de pagamentos por WhatsApp ou ainda pela emissão de boletos. [26][27]

Referências

  1. [1]
  2. https://g1.globo.com/economia/noticia/cielo-fecha-2017-com-lucro-liquido-de-r-38-bilhoes-queda-de-09.ghtml  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  3. Cielo (29 de Abril de 2016). «Relatório de Sustentabilidade de 2015» (PDF). Site da Cielo. Consultado em 3 de Novembro de 2016 
  4. [2]
  5. [3][ligação inativa]
  6. [4]
  7. [5]
  8. [6]
  9. [7]
  10. [8]
  11. «Cópia arquivada». Consultado em 18 de janeiro de 2010. Arquivado do original em 14 de dezembro de 2009 
  12. [9][ligação inativa]
  13. «Cópia arquivada». Consultado em 18 de janeiro de 2010. Arquivado do original em 6 de março de 2010 
  14. [10][ligação inativa]
  15. [11]
  16. [12]
  17. CIELO, S/A. «Acordo de Acionistas da Cielo S/A». BMFV. Consultado em 24 de julho de 2019 
  18. [13]
  19. «Cópia arquivada». Consultado em 24 de maio de 2012. Arquivado do original em 25 de março de 2012 
  20. [14]
  21. [15]
  22. [16]
  23. Oliveira, Marcelo Nunes de (2 de dezembro de 2014). «Nota Técnica Nº 10/2016/CGAA2/SGA1/SG/CADE». Conselho Administrativo de Defesa Econômica. Consultado em 24 de julho de 2019 
  24. Proteste, Redação (7 de maio de 2019). «6 capítulos da guerra das maquininhas de cartão de débito e crédito». Proteste - Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. Consultado em 24 de julho de 2019 
  25. CIELO (23 de julho de 2019). «Apresentação dos Resultados do 2T19» (PDF). Cielo S/A. Consultado em 24 de julho de 2019 
  26. «Fim de uma era? Cielo lança app que dispensa uso da maquininha». EXAME. Consultado em 26 de agosto de 2019 
  27. «Cielo anuncia banco digital, denominado "Cielo Pay"». Suno Notícias. 26 de agosto de 2019. Consultado em 26 de agosto de 2019 

Ligações externasEditar