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Branco (futebolista)

futebolista brasileiro
(Redirecionado de Cláudio Ibraim Vaz Leal)

Cláudio Ibraim Vaz Leal, mais conhecido como Branco (Bagé, 4 de abril de 1964), é um treinador e ex-futebolista brasileiro, lateral-esquerdo de clubes como Internacional, Fluminense, Brescia, Porto, Genoa, Flamengo e Corinthians. Branco também foi jogador da Seleção Brasileira, tendo sido um dos heróis da campanha do tetra em 94, ao marcar um gol decisivo nas quartas-de-final contra a Holanda.

Branco
Informações pessoais
Nome completo Cláudio Ibraim Vaz Leal
Data de nasc. 4 de abril de 1964 (55 anos)
Local de nasc. Bagé (RS), Brasil
Nacionalidade brasileiro
Altura 1,80 m
Informações profissionais
Equipa atual Flag of None.svg Sem clube
Posição Treinador
(ex-Lateral esquerdo)
Clubes de juventude
Bagé
Guarany de Bagé
Internacional
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1980–1981
1982–1986
1986–1988
1989–1990
1991–1993
1993
1994
1994
1995
1995
1996
1997
1997
1998
Internacional
Fluminense
Brescia
Porto
Genoa
Grêmio
Fluminense
Corinthians
Flamengo
Internacional
Middlesbrough
MetroStars
Mogi Mirim
Fluminense
15 (2)
157 (12)
50 (2)
60 (7)
71 (8)
6 (1)
0 (0)
23 (6)
35 (9)
0 (0)
9 (0)
11 (1)
Seleção nacional
1985–1995 Brasil 0072 0000(9)
Times/Equipas que treinou

2006–2009
2012
2013
2013
Brasil (coord. técn./cat. de base)
Fluminense (coord. técn.)
Figueirense
Sobradinho
Guarani


26
2
13
Última atualização: 31 de março de 2013

Índice

CarreiraEditar

Gaúcho descendente de libaneses e portugueses, Branco começou a jogar futebol nas categorias de base do Bagé e, não sendo aproveitado, transferiu-se para o Guarany de Bagé. Contudo, foi somente em 1981, vestindo a camisa do Internacional, que o jovem lateral pôde dar início a sua carreira profissional.

Branco sagrou-se tricampeão carioca entre 1983 e 1985, além de ter levantado o troféu do Campeonato Brasileiro de 1984, considerando os principais títulos oficiais. Em 157 jogos pelo Fluminense, Branco teve 76 vitórias, 52 empates e 29 derrotas, com 12 gols marcados[1].

Em 1986, deixou o Fluminense e foi jogar no rico futebol europeu. Teve duas boas passagens pela Itália, onde chegou a defender o Brescia, e depois o Genoa. Contudo, foi somente no futebol português, quando jogou pelo Porto, onde Branco conseguiu somar mais títulos ao seu currículo, com as conquistas do Campeonato Português e da Supercopa de Portugal, ambas na temporada 1989-90.

Branco é o quarto lateral-esquerdo na história com maior número de partidas disputadas pela Seleção Brasileira, ficando atrás somente de Roberto Carlos, Júnior e Nilton Santos. Participou de três Copas do Mundo e, em todas elas, vivenciou momentos inesquecíveis. Na Copa de 86, no México, a presença de Branco na Seleção de Telê foi muito contestada pela imprensa. Quatro anos mais tarde, na Itália, durante uma partida contra a Argentina, Branco bebeu uma água oferecida pelos argentinos e começou a se sentir mal. Anos mais tarde, Diego Maradona, admitiu que a água estava contaminada com tranquilizantes. Finalmente, na Copa de 94, aquela em que o Brasil conquistou seu tetracampeonato mundial, Branco foi o autor do sensacional gol de falta que garantiu a vitória do Brasil por 3 a 2 contra a Holanda e levou o Brasil às semifinais.

Retornou ao Brasil depois de sete anos na Europa e, em 1994, voltou a atuar pelo Fluminense e disputou mais uma Copa do Mundo, sendo decisivo para a campanha vitoriosa da seleção. Depois teve excelente passagem pelo Corinthians, quando chegou até a final do Campeonato Brasileiro, vencida pelo rival Palmeiras. Branco ainda jogou por Flamengo, Grêmio e Internacional, antes de transferir-se, mais uma vez, para o exterior. No entanto, ao contrário de sua experiência prévia, Branco teve de conviver com problemas de sobrepeso e, assim sendo, não obteve um bom rendimento pelos clubes que passou.

Em 1997, retornou ao Brasil jogando pelo Mogi Mirim, mas na temporada seguinte mudou-se para o Fluminense, onde encerrou sua carreira.

Pós-carreira de jogadorEditar

Aposentado, Branco assumiu o cargo de coordenador das divisões de base da CBF, contudo, em 2006, deixou esta posição para se tornar o coordenador técnico do Fluminense, tendo conquistado já em 2007, nesta nova função, o título de campeão da Copa do Brasil de 2007 e em 2008, o vice-campeonato da Copa Libertadores da América.

Em dezembro de 2009, devido a divergências com a direção do Fluminense em relação a pendências trabalhistas, Branco deixou o clube das Laranjeiras.

No dia 13 de dezembro de 2011, Branco foi confirmado como novo técnico do Figueirense para a temporada seguinte.[2]

Em 3 de dezembro de 2012 foi anunciado como novo técnico do Sobradinho para a temporada 2013.[3]

Após a demissão de Zé Teodoro no dia 27 de janeiro de 2013, Branco foi contratado para ser o novo treinador do Guarani.[4] No dia 30 de março de 2013, Branco se demitiu após a iminente queda do Guarani para a Série A2 do Paulistão.[5]

Estatísticas como técnicoEditar

Clube Jogos Vitórias Empates Derrotas
  Figueirense 26 14 6 6
  Sobradinho 2 0 0 2
  Guarani 13 2 3 8

TítulosEditar

Internacional
Fluminense
Grêmio
Porto
Genoa
  •   Taça dos Alpes: 1991
Corinthians
  •   Copa bandeirantes: 1994
  •   Taça Da Solidariedade: 1994
  •   Troféu Cidade de São Paulo :1994
Flamengo
Seleção Brasileira

Ligações externasEditar

Referências