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Cláudio Taffarel

Cláudio André Mergen Taffarel, ou simplesmente Taffarel (Santa Rosa, 8 de maio de 1966), é um ex-futebolista brasileiro que atuava como goleiro. É o atual treinador de goleiros do Brasil.

Taffarel
Informações pessoais
Nome completo Cláudio André Mergen Taffarel
Data de nasc. 8 de maio de 1966 (51 anos)
Local de nasc. Santa Rosa (RS), Brasil
Nacionalidade brasileira
Italiana[1]
alemã
Altura 1,83 m
Destro
Apelido Taffa, São Taffarel,
O Homem das Mãos Santas
Informações profissionais
Período em atividade Como jogador: 19852003 (18 anos)
Como treinador de goleiros: 2011presente (5 anos)
Equipa atual Brasil Brasil
Posição ex-Goleiro
Função Treinador de goleiros
Clubes de juventude
Brasil Flamengo
Brasil Vitória
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1985–1990
1990–1993
1993–1994
1995–1998
1998–2001
2001–2003
1985–2003
Brasil Internacional
Itália Parma
Itália Reggiana (emp.)
Brasil Atlético Mineiro
Turquia Galatasaray
Itália Parma
Total
00252 000(0)
00079 000(0)
00031 000(0)
00191 000(0)
00129 000(0)
00008 000(0)
00690 000(0)
Seleção nacional
1988–1998 Brasil Brasil 00104 000(0)
Times/Equipas que treinou
2011–2016
2014–
Turquia Galatasaray (treinador de goleiros)
Brasil Brasil (treinador de goleiros)
Medalhas
Jogos Olímpicos
Prata Seul 1988 Futebol
Jogos Panamericanos
Ouro Indianápolis 1987

Futebol

ClaudioTaffarel.JPG

Reconhecidamente um dos maiores ídolos da história da Seleção Brasileira e considerado por muitos um dos melhores goleiros de todos os tempos, Taffarel soma, pela Seleção principal, 104 jogos oficiais e 09 jogos não oficiais, além de seis jogos pela seleção Olímpica e quatro pela seleção do Pan americano, somando 123 jogos. Participou de três Copas do Mundo (1990, 1994 e 1998), sendo uma das principais peças do tetracampeonato de 1994. Integra o Hall da Fama da seleção no Museu do Futebol Brasileiro, ao lado de jogadores como Pelé, Zico, Romário e Ronaldo.

Caracterizou-se por ser um especialista em defender pênaltis, ganhando até um bordão do narrador Galvão Bueno, o "Sai que é sua, Taffarel!", criado e repetido pelo locutor devido à colocação perfeita e às defesas difíceis do arqueiro.

Índice

OrigensEditar

Pertencente a uma família pobre de descendentes de imigrantes italianos e alemães, passou a infância na cidade de Crissiumal, coincidentemente a mesma cidade onde nasceu o também goleiro Danrlei.

ClubesEditar

Internacional (1985-1990)Editar

Começou a jogar profissionalmente no Colorado em 1985 e se tornou ídolo imediato de uma torcida acostumada com goleiros sensacionais como Manga e Benítez. Taffarel, inclusive, apareceria para o futebol sendo conhecido pelo seu primeiro nome, Cláudio. [2]Muito jovem, Taffarel marcou presença no Brasileiro de 1986, quando foi uma das revelações da competição. Taffarel rapidamente se tornou uma presença nacional de destaque, com sua convocação para seleção sendo praticamente exigida por toda a torcida brasileira devido a suas grandes atuações no Inter.

Foi um dos destaques da final da Copa União de 1987 (equivalente ao Campeonato Brasileiro). No ano seguinte, levou o Inter a mais uma final de Campeonato Brasileiro, ficando com o vice-campeonato pela segunda vez consecutiva. Deixou o Internacional tendo disputado 24 "grenais" e sem ter conquistado nenhum título.

Parma (1990-1993/2001-2003)Editar

O melhor goleiro brasileiro no final da década de 80 e em toda a década de 90, Taffarel era sinônimo de ser goleiro. Ídolo nacional, construiu sua carreira europeia no Parma, da Itália, que o contratou após a Copa do Mundo de 1990 na Velha Bota. Taffarel jogou pelo Parma por 5 temporadas. Sua primeira passagem foi de 1990 a 1993, período em que conquistou 2 títulos importantes: a Copa da Itália, em 1992, e Recopa Europeia, em 1993. Estreou com a camisa número 1(um) do clube italiano na temporada 1990-1991, jogando todas as 34 partidas do Campeonato Italiano, e repetiu o feito na temporada 1991-1992. Seu retorno ao clube aconteceu já no final de sua carreira, na temporada 2001-02, com tempo de conquistar mais um título no seu currículo: a Copa da Itália de 2002, após bos defesas na vitória na final contra a Juventus. Nessa época, Taffarel era sondado por vários clubes do Brasil: Corinthians, Cruzeiro e Fluminense. Entretanto, em 2003, aos 37 anos, o brasileiro preferiu encerrar sua carreira em território italiano.

Reggiana (1993-1994)Editar

Na temporada 1993-94, Taffarel foi emprestado pelo Parma para o Reggiana da Itália. O o reforço do brasileiro fez com que o time permanecesse na Serie A para a próxima temporada. Defendeu um pênalti na última rodada do Campeonato Italiano de 1993-1994 contra o Milan. Taffarel foi considerado um dos melhores goleiros do Campeonato Italiano de 1994, o que lhe rendeu a convocação para Copa do Mundo nos EUA naquele mesmo ano.

Atlético Mineiro (1995-1998)Editar

Taffarel chegou ao Atlético-MG em 1995, comprado do Parma da Itália por R$ 1,3 milhões de reais, até então a contratação de goleiro mais cara da história do futebol brasileiro. Sua chegada foi celebrada por uma grande festa pelas ruas de Belo Horizonte. O Atlético-MG organizou uma carreata com trio elétrico, que durou por cerca de três horas e levou milhares de pessoas às ruas. Taffarel fez sua estreia pelo Galo em um amistoso contra o Flamengo, em 10 de fevereiro de 1995, no qual o placar final foi de 3 a 2 para o Atlético-MG. Atuou pelo clube mineiro dos anos de 1995 até 1998, se despedindo na vitória sobre a Caldense por 2 a 0 em jogo válido pelo Campeonato Estadual. Foi para a Copa de 1998 convocado pelo técnico Zagallo, e de lá partiu para o Galatasaray da Turquia, numa negociação que custou US$ 600 mil. Devido ao carinho que criou pela torcida atleticana, escreveu em sua saída uma carta pública a explicando os motivos que o fizeram decidir por deixar o clube. Essa carta foi publicada no jornal Estado de Minas em 12 de julho de 1998.

O ex-jogador participou de 191 jogos com a camisa alvinegra e levou 203 gols no total. Nesse tempo, Taffarel conquistou três títulos: o Campeonato Mineiro de Futebol de 1995, a Copa Centenário de Belo Horizonte de 1997 e a Copa Conmebol 1997. Taffarel é, também, o quarto goleiro que mais atuou pelo clube em sua história.

Galatasaray (1998-2001)Editar

Na Europa, ainda é lembrado por ter parado o grande atacante francês Thierry Henry na final da Copa da UEFA do ano 2000. Taffarel era na época goleiro do Galatasaray e esse foi o primeiro

 
Taffarel e fã do Galatasaray, 2014.

título continental do clube turco. Na Final, o Galatasaray e o Arsenal se enfrentaram no Estádio Parken, na Dinamarca, num jogo bastante equilibrado, que terminou num empate em zero a zero no fim dos noventa minutos e se estendeu até ao prolongamento. Na decisão por pênaltis, o Galatasaray levou a melhor, vencendo por 4-1. Ergün Penbe, Hakan Şükür, Ümit Davala e Gheorghe Popescu marcaram para o Galatasaray, não possibilitando nenhuma defesa a David Seaman. Do lado do Arsenal, apenas Ray Parlour concretizou, sendo que Davor Šuker e Patrick Vieira falharam contra Taffarel.

Com esta vitória na Copa da UEFA, o Galatasaray fez história ao conquistar quatro troféus numa só época, juntando esta conquista ao Campeonato Turco, Taça da Turquia e a Supercopa Europeia em 2000. A decisão da Supercopa Europeia, disputada em agosto de 2000 no Estádio Olimpíco de Mônaco, reunia o Galatasaray, campeão da Copa da UEFA e o Real Madrid, campeão da Champions League. O Galatasaray venceu por 2 a 1, conquistando assim o quarto título da temporada, um recorde não superado até hoje no futebol turco. A contribuição de Taffarel naquela temporada, foi espetacular, levando o Galatasaray a ser o segundo no ranking da IFFHS (Federação Internacional de História e Estatística do Futebol), ficando atrás apenas do clube madrilenho. Sua atuação pelo time de Istambul entre 1998 e 2001 foi intensa, e Taffarel foi considerado um verdadeiro fenômeno entre a garotada turca.

Taffarel é idolatrado até hoje pela fanática torcida do Galatasaray, um dos grandes clubes da Turquia. Em 2012 foi contratado para ser o treinador de goleiros no clube turco.[3]

Seleção BrasileiraEditar

OlimpíadasEditar

Começou a se destacar nas Olimpíadas de Seul em 1988, quando espantou o mundo, fechando o gol do Brasil na semifinal contra a Alemanha. Naquela partida, Taffarel defendeu três pênaltis, um na prorrogação e, mais dois na decisão das penalidades. Com o feito, levou o Brasil a grande final contra a antiga União Soviética, porém, na grande final, deixou escapar o ouro, perdendo o jogo por 2 a 1 de virada, se tornado vice-campeão olímpico, com a medalha de prata. A partir dali, Taffarel começava a aparecer no cenário do futebol mundial, com grandes atuações no Inter e na seleção, fizeram com que os italianos o levassem ao Parma, para ser o primeiro goleiro brasileiro a jogar no futebol italiano.

Seleção principalEditar

Pela Seleção Brasileira, Taffarel tem o maior número de jogos de um goleiro da história. Foram 123 aparições, com 113 jogos pela seleção principal. Cláudio Taffarel soma quatro jogos oficiais restritivos pela seleção dos Jogos Pan-Americanos de 1987 em Indianápolis e seis jogos nas Olimpíadas de Seul 1988. Jogou também as Copas do Mundo de 1990 na Itália, 1994 nos Estados Unidos e 1998 na França. Taffarel sofreu 15 gols nos 18 jogos em que defendeu o Brasil nas Copas do Mundo. Seu grande ápice na Seleção Brasileira foi a campanha rumo ao título na Copa do Mundo de 1994, defendendo uma das cobranças na disputa por pênaltis contra a Itália em plena final. Também disputou a final de 1998, perdida para a França.[4]

O bordão "Sai que é sua, Taffarel!" foi criado pelo narrador Galvão Bueno para as defesas do goleiro.


O ponto forte: defesa de pênaltisEditar

Começou a ser destaque nesse quesito no Campeonato Mundial Sub-20, na conquista do título em 1985. Ele defendeu um pênalti no tempo normal na semifinal contra a Nigéria, garantindo a vitória por 2 a 0 ao Brasil. O goleiro sofreu apenas um gol durante todo o torneio. Nas Olimpíadas de Seul, em 1988, foi novamente a grande estrela do Brasil, defendendo três pênaltis na semifinal contra a Alemanha.

Na Copa do Mundo de 1994, Taffarel foi um dos principais responsáveis pela conquista do Tetra, defendendo o pênalti de Daniele Massaro na final contra a Itália. No ano seguinte, na semifinal da Copa América de 1995 contra a Argentina, defendeu duas cobranças. Na Copa do Mundo de 1998 na França, Taffarel mostrou ao mundo que era mesmo o maior pegador de pênaltis de sua época. Fechou o gol na semifinal contra a Holanda, acertou o canto nas quatro cobranças e defendeu duas, garantindo a vitória ao Brasil por 4 a 2 e levando o país a sua segunda final de Copa do Mundo consecutiva. A última disputa por pênaltis da sua carreira foi na final da Copa da UEFA, em 17 de maio de 2000, quando defendia as cores do Galatasaray, da Turquia.

Prêmios e recordesEditar

A IFFHS (Federação Internacional de História e Estatística do Futebol) retrata Taffarel como um dos melhores da história. Entre 1989 e 2013, Taffarel já esteve presente em 13 listas. Quando ainda era jogador, destacou-se por oito vezes entre os dez melhores do mundo. Com a carreira finalizada em 2003, aos 37 anos, Taffarel ainda foi considerado o 10º melhor goleiro do mundo na história da IFFHS por cinco anos consecutivos (2009, 2010, 2011, 2012, 2013).

Taffarel é o único goleiro campeão mundial da história a defender um pênalti numa final de Copa do Mundo. Tornou-se também o único jogador da Seleção Brasileira a nunca ser substituído em três Copas do Mundo consecutivas: 1990, 1994 e 1998, num total de 18 jogos como titular absoluto. Taffarel é dono do recorde em jogos de um goleiro brasileiro na história da Copa Américacom 25 partidas em 5 edições disputadas: 1989, 1991, 1993, 1995 e 1997. Foi bicampeão, vencendo em 1989 e 1997.

EstatísticasEditar

Seleção BrasileiraEditar

Seleção Ano Jogos Gols
Seleção Brasileira 1987 4 0
1988 16 0
1989 16 0
1990 7 0
1991 10 0
1992 2 0
1993 15 0
1994 9 0
1995 5 0
1996 0 0
1997 15 0
1998 15 0
Jogos não-oficiais 9 0
Total 123 0

TítulosEditar

Parma
Atlético Mineiro
Galatasaray
Seleção Brasileira

Campanhas de destaqueEditar

Seleção Brasileira
Internacional

Prêmios individuaisEditar

Referências

Ligações externasEditar

 
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