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Classe Pará
Linhas da Classe Pará
Origem   Bandeira da marinha que serviu
Nome Classe Pará
Operador(es) Armada Imperial Brasileira
Construtor(es) Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro
Data de encomenda 1866
Precedida por Classe Silvado
Sucedida por Classe Javary
Unidade inicial Monitor Encouraçado Pará
Unidade final Monitor Encouraçado Santa Catarina
Lançamento 08 de fevereiro de 1866
Período de construção 1866-1868
Em serviço 1867-1900
Planejados 6
Construídos 6
Características gerais
Tipo Monitor encouraçado
Deslocamento 342 t (754 000 lb)
Comprimento 36,57 m (120 ft)
Boca 8,54 m (28,0 ft)
Calado 1,52 m (4,99 ft)
Propulsão vapor
caldeira cilindrica e duas máquinas alternativas, acopladas a dois eixos com hélices de passo fixo.
Velocidade 8 nós (14,81 km/h)
Armamento 1 canhão Whitworth de 70 mm (2,8 in), em torre giratória.
Tripulação/Equipagem 43 homens, sendo 8 oficiais e 35 praças.

A Classe Pará corresponde a seis monitores de guerra construídos no estaleiro do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro em meados de 1866 para a Armada Imperial Brasileira durante a Guerra do Paraguai. Os primeiros três navios finalizados, Pará, Alagoas e Rio Grande, participaram da Passagem de Humaitá em fevereiro de 1868. Depois, os navios restantes, Ceará, Piauí e Santa Catarina se juntaram aos três primeiros e todos forneceram apoio de fogo para o exército no restante da guerra.

Índice

HistóriaEditar

ConstruçãoEditar

Os monitores foram construídos no estaleiro do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro seguindo os projetos de construção do engenheiro naval Napoleão João Baptista Level, maquinas de Carlos Braconnot e arranjo do armamento do Tenente Henrique Baptista. Cada navio recebeu seu nome homenageando algumas províncias brasileiras.

ServiçoEditar

 
Retrato da Passagem de Humaitá

Os primeiros três navios finalizados, Pará, Alagoas e Rio Grande, participaram na Passagem de Humaitá no dia 19 de fevereiro de 1868. Para o combate os três monitores fluviais foram amarrados aos encouraçados maiores, no caso de quaisquer motores serem desativados pelos canhões paraguaios. Barroso liderou com o Rio Grande, seguido pelo Bahia com Alagoas e o Tamandaré com o Pará. Tanto o Alagoas, que foi atingido por cerca de 200 impactos, quanto o Pará tiveram que ser encalhados depois de passar pela fortaleza para evitar que afundassem. O Alagoas passou por reparos em São José do Cerrito até meados de março, já o Pará juntou-se a uma esquadra para capturar a cidade de Laureles em 27 de fevereiro. O Rio Grande continuou rio acima com os outros navios não danificados e eles bombardearam Assunção em 24 de fevereiro com pouco efeito. Em 23 de março, o Rio Grande e o Barroso afundaram o Igurey, navio paraguaio, e em seguida, ambos os navios foram abordados por soldados paraguaios na noite de 9 de julho, mas conseguiram repeli-los.[1] O Ceará, Piauí e o Santa Catarina romperam as defesas paraguaias em Guaraio em 29 de abril expulsando os paraguaios de lá.[2]

Durante o restante da guerra, os monitores bombardearam posições paraguaias e baterias de artilharia em apoio ao exército, principalmente em Angostura, Timbó e ao longo dos rios Tebicuary e Manduvirá. Depois da guerra, os navios foram divididos entre as recém-formadas Flotilhas do Alto Uruguai e Mato Grosso. O Alagoas foi transferido para o Rio de Janeiro na década de 1890 e participou da Revolta da Armada. Os navios foram eliminados durante as duas últimas décadas do século XIX, embora o Rio Grande tenha sido ancorado para a reconstrução em 1899. No entanto, o trabalho nunca foi concluído e ela acabou sendo desmantelado em 1907.[3]

Referências

  1. Preston 1999, pp. 149-150, 157.
  2. Donato 1996, p. 300.
  3. Preston 1999, p. 157.

BibliografiaEditar