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Clementina Carneiro de Moura
Clementina Carneiro de Moura, 1971
Nome completo Maria Clementina Vilas Boas Carneiro de Moura
Nascimento 25 de setembro de 1898
Lisboa
Morte 18 de julho de 1992 (93 anos)
Lisboa
Nacionalidade portuguesa
Movimento(s) Modernismo
Autorretrato com meu filho, 1930, óleo sobre tela, 70 cm x 50 cm

Maria Clementina Vilas Boas Carneiro de Moura OIP (Lisboa, 25 de Setembro de 1898 — Lisboa, 18 de Julho de 1992) foi uma pintora e professora portuguesa. Pertence à 2.ª geração de artistas modernistas portugueses.[1][2]

BiografiaEditar

Clementina Carneiro de Moura nasceu a 25 de Setembro de 1898 em Lisboa, filha de João Lopes Carneiro de Moura e de sua mulher Elvira Ferreira de Melo Vilas Boas.

Concluiu o curso de Pintura da Escola de Belas Artes de Lisboa em 1920, onde foi aluna de Columbano e colega de Sarah Afonso. Nesse mesmo ano visitou Paris, onde conheceu Abel Manta, com o qual viria a casar-se em 1927 e do qual teria um filho, João Abel Manta.

Em 1940 trabalhou na decoração do Pavilhão do Oriente na Exposição do Mundo Português.[3]

Participou, entre outras, nas seguintes exposições: Exposição Anual da Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa, 1920 (Menção Honrosa em Pintura); I Salão dos Independentes, SNBA, 1930; Salão de Inverno, SNBA, 1932; Exposições Gerais de Artes Plásticas, SNBA, 1946, 1948-1953, 1955, 1956; I Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, SNBA, 1957; II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, 1961, Lisboa (cat. nº 165, 166). Venceu o Prémio Silva Porto, S.N.I. (Salão da Primavera, SNBA, 1949).[4][5]

Dedicou grande parte da vida ao ensino, trabalhando ao longo dos anos nas escolas de ensino secundário Afonso Domingues, Fonseca Benevides, Machado de Castro e Josefa de Óbidos. Em 1947 viajou por todo o país, investigando as artes decorativas, nomeadamente a produção de colchas, bordados e rendas tradicionais. Entre as suas múltiplas publicações nesta área destaca-se: Bordados Tradicionais de Portugal. Porto: Companhia de Linhas Cooats & Clark (sem data)[6]. Também colaborou em A Farça [7] (1909-1910), Renovação (1925-1926) [8] e na Mocidade Portuguesa Feminina: boletim mensal[9] (1939-1947).

Está representada em coleções públicas e privadas, entre as quais: Centro de Arte Moderna , Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; Museu Municipal de Arte Moderna Abel Manta, Gouveia; Museu Grão Vasco, Viseu; Museu do Chiado, Lisboa; etc..

A 9 de Janeiro de 1960 foi feita Oficial da Ordem da Instrução Pública.[10]

Clementina Carneiro de Moura morreu a 18 de Julho de 1992, em Lisboa.

Referências

  1. França 1991, p. 284.
  2. A.A.V.V. – Arte portuguesa contemporânea: pintura, desenho e gravura da coleção C. Gulbenkian (exposição itinerante: Açores; Madeira). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1962
  3. França 1991, p. 224.
  4. A.A.V.V – II Exposição de Artes Plásticas. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1961.
  5. Catálogo da Exposição dos Prémios do SNI: literatura, artes plásticas, música, teatro, cinema. Lisboa: Secretariado Nacional de Informação, 1966.
  6. A.A.V.V. – Retrato de Família. Gouveia: Museu Municipal de Arte Moderna Abel Manta, 2009
  7. João Alpuim Botelho. «Ficha histórica: A Farça» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 17 de fevereiro de 2016 
  8. Jorge Mangorrinha (1 de Março de 2016). «Ficha histórica:Renovação : revista quinzenal de artes, litertura e atualidades (1925-1926)» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 18 de maio de 2018 
  9. Helena Roldão (2 de maio de 2014). «Ficha histórica: Mocidade Portuguesa Feminina : boletim mensal (1939-1947).» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 27 de Maio de 2014 
  10. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Clementina Carneiro de Moura". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 25 de maio de 2014 
Bibliografia

Ligações externasEditar