Clementino Venceslau da Saxónia

Clementino Venceslau
Arcebispo da Igreja Católica
Arcebispo-Eleitor de Tréveris

Título

Bispo de Augsburgo
Ordenação e nomeação
Ordenação presbiteral 29 de abril de 1764
Nomeação episcopal 18 de abril de 1763
Ordenação episcopal 10 de agosto de 1766
por José Inácio de Hesse-Darmstadt
Nomeado arcebispo 14 de março de 1768
Dados pessoais
Nascimento Wermsdorf, Alemanha
28 de setembro de 1739
Morte Allgäu, Alemanha
27 de julho de 1812 (72 anos)
Progenitores Mãe: Maria Josefa da Áustria
Pai: Frederico Augusto III da Saxónia
dados em catholic-hierarchy.org
Arcebispos
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Clementino Venceslau da Saxónia (28 de Setembro de 1739 - 27 de Julho de 1812) foi um príncipe da Alemanha da Casa de Wettin e arcebispo-eleitor de Tréveris entre 1768 e 1803, príncipe-bispo de Freising entre 1763 e 1768, príncipe-bispo de Regensburg entre 1763 e 1769 e o príncipe-bisco de Augsburg entre 1768 e 1812.

BiografiaEditar

Clementino Venceslau era o nono filho do príncipe-eleitor Frederico Augusto III da Saxónia que era também rei da Polónia. Em 1760 mudou-se para Viena onde ingressou no exército da Áustria com a patente de marechal-de-campo. Participou na Batalha de Torgau a 3 de Novembro de 1760, mas decidiu que a guerra não era a sua vocação e preferiu dedicar-se à vida religiosa. A 18 e 27 de Abril de 1763 foi eleito bispo de Freising e Regensburg, respectivamente, mas acabaria por trocar estas dioceses pela posição de arcebispo-eleitor de Tréveris e príncipe-bispo de Augsburg em Fevereiro e Agosto de 1768, respectivamente, na qual era já coadjutor desde 1764.

Na sua posição de arcebispo-eleitor, Clementino Venceslau melhorou muito a educação pública e várias organizações não lucrativas para a educação e prosperidade no geral. Em 1783, publicou um decreto de tolerância. Tinha uma opinião mista no que dizia respeito a assuntos espirituais. Permitiu que os jesuítas permanecessem em Tréveris depois de abolir a sua ordem, protestou contra as reformas radicais do seu primo, o imperador José II, e acabou com várias procissões e feriados. Apesar de ser uma pessoa modesta com gostos simples, renovou o Ehrenbreitstein, transformando-o num palácio e residência magnifico. Construiu um teatro em Coblença e encorajou a música na arquidiocese. Clemente gostava de caçar e construiu uma residência de caça em Kärlich, apesar de se opor a várias formas de caça que considerava cruéis.

Quando rebentou a Revolução Francesa no final do século XVIII, Clemente Venceslau ficou preocupado. Acabou com todas as reformas e deu início a um período mais severo da sua governação. Ofereceu refugio a membros da família real francesa (ao seu Luís XVI e ao seu sobrinho) e permitiu que Coblença se tornasse o centro da monarquia francesa. Tanto ele como o seu estado foram profundamente afectados pelas forças revolucionárias francesas. Devido ao Tratado de Lunéville de 1801, Clementino perdeu todas as terras do eleitorado a ocidente do Reno, ficando apenas com alguns pequenos territórios que pertenciam a Tréveris. Em 1803 acabaria também por perder os restantes territórios, assim como o principado de Augsburg e a Abadia de Ellwangen, que foram secularizados e anexados ao principado de Nassau-Weilburg, ao eleitorado da Baviera e ao ducado de Württemberg. Clemente Venceslau passou a receber uma pensão de 100,000 florins e mudou-se para Augsburg, onde morreu na residência de episcopal de Marktoberdorf, em Allgäu, em 1812. Encontra-se sepultado nesse mesmo local.

A sua sobrinha-neta, a arquiduquesa Maria Clementina da Áustria, recebeu o nome em sua honra. A arquiduquesa Maria Clementina era filha do imperador Leopoldo II da Áustria e da princesa Maria Luísa de Espanha, filha da sua irmã, a princesa Maria Amália da Saxónia.

GenealogiaEditar

Os antepassados de Clementino Venceslau da Saxónia em três gerações[1]
Clementino Venceslau da Saxónia Pai:
Augusto III da Polónia
Avô paterno:
Augusto II da Polónia
Bisavô paterno:
João Jorge III da Saxónia
Bisavó paterna:
Madalena Sibila de Brandenburg-Bayreuth
Avó paterna:
Cristiana Everadina de Brandenburg-Bayreuth
Bisavô paterno:
Cristiano Ernesto, Marquês de Brandenburg-Bayreuth
Bisavó paterna:
Sofia Luísa de Württemberg-Winnental
Mãe:
Maria Josefa da Áustria
Avô materno:
José I, Sacro Imperador Romano-Germânico
Bisavô materno:
Leopoldo I, Sacro Imperador Romano-Germânico
Bisavó materna:
Leonor Madalena de Neuburgo
Avó materna:
Guilhermina Amália de Brunsvique-Luneburgo
Bisavô materno:
João Frederico de Brunsvique-Luneburgo
Bisavó materna:
Benedita Henriqueta do Palatinado-Simmern

Referências

  1. The Peerage, consultado a 2 de Junho de 2014
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