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Clube-empresa é um clube esportivo que ao invés de ser constituído juridicamente como uma associação civil sem fins lucrativos, é, ao contrário, uma empresa criada com o objetivo de lucro a partir dos esportes. Clubes empresa são comuns no esporte norte-americano e de diversos países da Europa, mas ainda são raros no futebol sul-americano.

HistóriaEditar

Historicamente, os clubes esportivos no mundo sempre se organizaram em entidades sem fins lucrativos, uma vez que a prática esportiva era essencialmente amadora, sem que houvesse o objetivo de lucro.

Alguns países, por sua vez, fugiam dessa regra. Na Inglaterra, desde o início do século 20, os clubes já eram organizados como limited companhies.[1] Na Itália, em 1919, um grupo de acionistas criou a Unione Sportiva Salernitana, ancestral da atual Unione Sportiva Salernitana 1919, já na época um clube-empresa.

Nos Estados Unidos, o sistema de ligas esportivas profissionais locais atua sob a forma de franquias, onde cada clube é uma empresa que detém um percentual das ações da liga, que é, por sua vez, uma empresa maior, que gere as competições entre suas afiliadas. Desta forma, pode-se afirmar que os clubes empresas naquele país são a regra, pelo o menos no esporte de alto rendimento, ainda que existam clubes sem fins lucrativos, tais como o en:New York Athletic Club.

No Brasil, o primeiro clube-empresa foi o União São João, criado como associação sem fins lucrativos, mas convertido em 1994, ainda sob a vigência da Lei Zico[2], que facultava aos clubes de futebol transformarem-se em empresas. Com o advento da Lei Pelé, que revogou a Lei Zico, o que era uma faculdade, passou a ser uma obrigação, e todos os clubes de futebol profissional do Brasil deveriam necessariamente se tornarem empresas. Tal prazo foi estendido, posteriormente, para mais um ano, até que finalmente, em 2000, a Lei n° 9.981 tornou a obrigatoriedade, novamente uma opção dos clubes.[3] O doutrinador Alexandre Bueno Cateb, de qualquer forma, faz pesadas críticas à legislação em vigor, uma vez que em tese, transfere para os associados dos clubes a responsabilidade solidária e ilimitada, ainda que na prática, tal dispositivo nunca tenha sido aplicado.[4]

Clubes-empresa do BrasilEditar

Abaixo uma relação de clubes-empresa no Brasil:[5]

  • 1- Ferroviária S/A (São Paulo)[5]
  • 2- Red Bull Brasil (São Paulo)[5]
  • 3- Clube Atlético Tubarão ( Santa Catarina)[5]
  • 4- Grêmio Osasco Audax (São Paulo) - antigo Pão de Açúcar Esporte Clube[5]
  • 5- Audax Rio (Rio de Janeiro) - antigo Sendas Esporte Clube[5]
  • 6- AZURIZ/ACEF (Paraná)[5]
  • 7- Brasília Futebol Clube (Distrito Federal)[5]
  • 8- Uniclinic (Ceará) (extinto)[5]
  • 9- União São João de Araras (extinto)[5]
  • 10- Malutrom S/A (Paraná)[5]
  • 11- EC Santo André (Saged Ltda, extinta)[6]
  • 12- Grêmio Barueri (São Paulo)[5]
  • 13- Guaratinguetá Futebol Ltda (São Paulo)[5]
  • 14- Tombense Futebol Clube ( Minas Gerais)[5]
  • 15- J.Malucelli Futebol S/A (Paraná)[5]
  • 16- Grêmio Prudente Futebol Clube Ltda (São Paulo)[5]
  • 17- Americana Futebol Ltda (São Paulo)[carece de fontes?]
  • 18- Operário Futebol Clube de Várzea Grande ( Mato Grosso) [5]
  • 19- Bolamense Futebol Clube (Distrito Federal)[carece de fontes?]
  • 20- Brasiliense Futebol Clube (Distrito Federal)[carece de fontes?]
  • 21- Botafogo Futebol Clube SA (Ribeirão Preto)[carece de fontes?]

Referências

  1. André Megale (23 de outubro de 2009). «O conceito de clube-empresa pelo mundo». Consultado em 13 de fevereiro de 2017 
  2. Ricardo Magatti (14 de janeiro de 2016). «Fechado desde 2015, União São João completa 35 anos à espera de um recomeço». Consultado em 13 de fevereiro de 2017 
  3. Equipe Universidade do Futebol (9 de agosto de 2007). «Histórico da legislação sobre clube-empresa». Consultado em 13 de fevereiro de 2017 
  4. Alexandre Bueno Cateb (2 de maio de 2008). «Clube-Empresa: Ainda bem que essa lei "não pegou"». Consultado em 13 de fevereiro de 2017 
  5. a b c d e f g h i j k l m n o p q Costa, Jean (29 de setembro de 2017). «Histórico e perspectivas dos "clubes-empresas" do Brasil». Medium. Consultado em 3 de fevereiro de 2019 
  6. dos Reis, Caio (10 de dezembro de 2019). «Santo André desfaz parceria com Saged». RR Online. Consultado em 30 de janeiro de 2019