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O Clube Naval de Santa Maria (CNSM) é um clube de desporto náutico localizado na freguesia da Vila do Porto, concelho da Vila do Porto, na ilha de Santa Maria, nos Açores.

Clube Naval de Santa Maria
Sede Clube Naval de Santa Maria.JPG
Sede do Clube
País Portugal Portugal
Região Flag of the Azores.svgRegião Autónoma dos Açores
Ilha Ilha de Santa Maria
Fundação 27 de junho de 1988 (31 anos)
Localização VPT1.png Concelho de Vila do Porto
Coordenadas 36° 56' 47.80" N 25° 08' 51.09" O
Insígnias
Medalha Bandeira Logotipo Medalhao cnsm.tif Bandeira original do CNSM.JPG CNSM-LOGOTIPO.jpg
Serviços
Restauração Bar, Restaurante Tel.296883130
Horário funcionamento 0800H/2400H
Apoio marina Lavandaria, Balneários e Internet
Outro Entidade emissora licensas.

Renovação cartas desportista náutico. Formação de navegadores de recreio. Escola de vela.

Logística
Escafandro Compressor, garrafas, reguladores
Vela 10 Optimist, Laser, Raquero.
Embarcações Semi-rígido, cabinado, boca aberta.
Contatos
Sede Vila do Porto
Mapa da área de atuação
Santa Maria-pos.png

Fundado em 27 de junho de 1988 (31 anos), encontra-se reconhecido como instituição de Utilidade Pública.[1]

Índice

HistóriaEditar

AntecedentesEditar

As atividades náuticas na ilha remontam à época do seu povoamento, na primeira metade do século XVI, tradicionalmente ligadas aos transportes, à pesca e à baleação.

Essa rotina foi alterada a partir do final da Segunda Guerra Mundial, com a construção e operação do Aeroporto de Santa Maria iniciando-se as atividades de mergulho autônomo e caça submarina. Mais modernamente a prática de desportos náuticos como a vela, a canoagem, o windsurf, e a pesca desportiva fortaleceram essa vocação.

No início de 1988, Armando Manuel de Fraga Borges Pacheco e Fernando José da Silva Dutra, em resposta a um antigo anseio na ilha e visando enquadrar as atividades de vela de competição, uniram esforços para a criação de um Clube Naval em Santa Maria. O primeiro organizou a formalização do Clube como instituição de carácter associativo, tendo se incumbido de congregar os diversos interesses nas atividades náuticas e recrutar associados; o segundo, dinamizou a vertente da vela. Posteriormente, a eles se uniu José Manuel de Sousa Tavares, que assumiu a organização de uma seção de mergulho sub-aquático no Clube.

A fundaçãoEditar

O seu certificado de denominação foi emitido a 15 de março de 1988 pelo Registo Nacional de Pessoas Colectivas sob a forma jurídica de associação.

Por escritura Pública de 27 de junho de 1988,[2] dezasseis outorgantes oficializaram a Associação Clube Naval de Santa Maria,[3] "(...) com o fim de desenvolver as actividades náuticas e a vela em particular promovendo a sua prática e expansão na Ilha de Santa Maria e proporcionando todos os meios que permitam levar o nome do clube e da ilha, naturalmente o mais longe possível."

No momento da primeira Assembleia Geral a 22 de Julho de 1988, a instituição contava já com quarenta associados, deliberando-se entre outros assuntos, o estabelecimento de quotas e jóia, eleição da Comissão Administrativa, inserção no plano de actividades da necessidade de aquisição de terrenos para a construção da sede social no cais de Vila do Porto.

A primeira sede social do Clube materializou-se por protocolo de cessão, a título de empréstimo por quatro anos, celebrado com a Câmara Municipal de Vila do Porto em 27 de Maio de 1990, nas dependências da "antiga Casa da Guarda" do Forte de São Brás de Vila do Porto. Na mesma data foi também protocolada a cedência, pela edilidade, de um armazém sito no bairro do Aeroporto, para funcionamento da secção de mergulho do Clube.

InsígniasEditar

Num fundo azul, representando o mar que rodeia a ilha de Santa Maria, emerge estilizada uma rosa-dos-ventos, reforçando o simbolismo de orientação com a utilização de dois dos seus pontos cardeais, o Norte e o Sul devidamente inseridos no nome do Clube, estruturam e harmonizam a utilização de ambos os elementos, favorecendo a sua complementaridade.

Juntando a embarcação de vela na bandeira do Clube, fez-se sobressair o espírito herdado dos descobrimentos portugueses à náutica de recreio contemporânea.

AtividadesEditar

  • Desde a sua fundação, a instituição organizou e manteve cursos de vela e mergulho, promovendo eventos desportivos regionais e inter-regionais, provas de corrico de barco, de pesca de pedra, vela de competição, exposições de fotografia submarina, além de atividades de apoio à investigação científica, como por exemplo o estudo e compilação de propostas para a implantação da marina de Vila do Porto.[4]
  • A partir de junho de 2010, o Clube Naval de Santa Maria, sob comando dos Bombeiros voluntários de Santa Maria, integra o grupo de busca, socorro e salvamento, participando e apoiando nas diferentes fases de emergência de acordo com o "Plano Municipal de emergência de protecção civil de Vila do Porto".[5]
  • Em 2012 o Governo dos Açores irá apoiar financeiramente a execução de plano de atividades do Clube, conforme anunciado pelo Secretário Regional da Economia, Vasco Cordeiro que justificou: "(...) os apoios destinam-se à realização do Campeonato Nacional de Fotografia Subaquática e a dois torneios de corrico de barco, sendo que o feminino tem já grande tradição, e justificam-se pela projeção que estas atividades podem trazer para a ilha de Santa Maria como destino turístico, mas que fortalecem também aqueles que são produtos turísticos que interessa serem desenvolvidos nesta ilha".[6]
  • Os atletas Manuel Silva e Marco Cabral representaram o Clube Naval de Santa Maria, no 14º Campeonato Mundial de Fotografia Subaquática em Cayo, Largo de Cuba,[8] tendo a equipa atingido um honroso quinto lugar na classificação geral entre as trinta e oito equipas concorrentes dos dezoito países participantes, conquistando duas medalhas de bronze nas categorias Peixe e Macro com tema e o sétimo lugar em Grande Angular com modelo.
  • Foram agraciados com um voto de reconhecimento público pelo Conselho de Ilha de Santa Maria, em reunião extraordinária de 16 de Abril de 2013[9]
  • Na passagem dos vinte e cinco anos de existência do Clube, foi reconhecida pela Assembleia Municipal de Vila do Porto e Assembleia Legislativa da Região autónoma dos Açores,[10] [11] a atividade e trabalho desenvolvido por esta Associação.

Direções (Presidentes)Editar

Informação recolhida do livro de atas de reuniões da Assembleia Geral do Clube, as datas correspondem às tomadas de posse.[12]

22 julho 1988, Comissão Administrativa: Armando Pacheco.
1 novembro 1989, 1ª Direção: Armando Pacheco.
22 fevereiro 1992, 2ª Direção: Fernando Dutra.
12 fevereiro 1994, 3ª Direção: Jorge Botelho.
27 abril 1996, 4ª Direção: Jorge Botelho.
22 Abril 1998, 5ª Direção: Rui Costa.
5 janeiro 2001, 6ª direção: Rui Costa.
14 dezembro 2002, 7ª direção: Rui Costa.
13 dezembro 2004, 8ª direção: Rui Costa.
29 janeiro 2007, 9ª Direção: Rui Costa.
6 abril 2009, 10ª Direção: José Melo.
15 abril 2011, 11ª Direção: Pedro Silveira.
5 fevereiro 2013, Administrado pela Mesa da Assembleia - Sérgio Ferreira.
2 abril 2013, 12ª Direção: João Batista.

GaleriaEditar

Pontos de interesse para mergulho em Santa MariaEditar

Naufrágios ao largo de Santa MariaEditar

  • 1576 (6 de março) - Nau "La Concepción", em torna-viagem de Santo Domingo. O seu capitão, Bartolome de Espinar, fez naufragar a embarcação para cobrar o seguro.[13]
  • 1591 - "La Campechana".[14]
  • 1606 - "La Gracia de Dios", em torna-viagem de Nueva España. Capitão Alonso Valenzuela.[15]
  • 1606 - navio de aviso espanhol.
  • 1633 - "S. Antonio y Buena Esperanza", em torna-viagem de Nueva España. Capitão Francisco de Goycoechea.[16]
  • 1634 (16 de maio) - Caravela "Santo António" da Carreira da Índia.
  • 1693 – Nau "Santo Christo Caravaer".
  • 1706 - "Nuestro Señor y San José", em torna-viagem de Tierra Firme. Dono o Consulado de Cargadores. 100 toneladas.[17]
  • 1859 (novembro) - Patacho "Falcão", da ilha de São Miguel, desfaz-se de encontro aos rochedos.
  • 1864 (março) - embarcação anónima sofre um incêndio, afundando-se quase de imediato.
  • 1871 (13 de novembro) - vapor espanhol "Canarias", encalha, incendeia-se e explode, a 50 metros da costa na baía da Praia Formosa.
  • 1888 (29 de janeiro) - barca norueguesa "Saga", provinda da Jamaica, naufraga em Vila do Porto.
  • 1958 (19 de setembro) - navio de cabotagem inter-insular "N/M Arnel" encalha no Baixio dos Anjos.
  • 1961 (18 de fevereiro) - petroleiro norueguês "Velma" encalha na ponta do Marvão, partindo-se o casco, posteriormente, em dois.

Naufrágios ao largo dos ilhéus das FormigasEditar

Referências

  1. Despacho da Presidência do Governo 97/44.
  2. "Publicação dos estatutos em Jornal Regional". in O Baluarte de Santa Maria, jul 1988, pag. 4.
  3. «Clube Naval de Santa Maria». Consultado em 23 de janeiro de 2012. Arquivado do original em 10 de abril de 2012 
  4. Marina de Vila do Porto
  5. [1][ligação inativa] PLANO MUNICIPAL DE EMERGÊNCIA DE PROTECÇÃO CIVIL DE VILA DO PORTO. Consultado em 07 setembro 2013.
  6. "Governo apoia atividades do Clube Naval de Santa Maria"[ligação inativa] in Governo dos Açores, 9 jan 2012. Consultado em 25 jan 2012.
  7. Atleta do Clube Naval de Santa Maria, Manuel Silva, expõe no Sea life - Porto in O Baluarte de Santa Maria on-line, 21 jan 2012. Consultado em 25 jan 2012.
  8. Informação, classificações e fotografias in CMAS- Confédération Mondiale des Activités Subaquatiques on-line 17.04.2013. Consultado em 25 Abril 2013.
  9. Ata da reunião extraordinária do Conselho de Ilha de Santa Maria,16 de Abri de 2013. Consultado em 25 Abril 2013.
  10. [http://base.alra.pt:82/Doc_Voto/Xva2348_13.pdf "Voto de Congratulação 25.º Aniversário do Clube Naval de Santa Maria."] in Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, 10-07-2013. Consultado em 15 de Julho de 2013.
  11. [2] "Video da sessão parlamentar"
  12. Clube Naval de Santa Maria, Atas-Livro 1, 1988-2012, consultado em 11 setembro 2013.
  13. Archivo General de Indias, Contratación 5105. Lisboa, 6 de março de 1576.
  14. Archivo General de Indias, Contratación 2899, 5108, 5109 e 5187 Indiferente 1101 e 1969.
  15. Archivo General de Indias, Indiferente 1122.
  16. Archivo General de Indias, Consulados, legajo 466: Sevilha, 5 de setembro de 1633.
  17. Archivo General de Indias, Contratación 2901.
  18. Embarcação mista de passageiros e carga, foi construído por London & Glasgow, e lançado ao mar em 1896 com o nome de "Glenlocky". Possuía 120 metros de comprimento e quase 15 de boca, deslocando 4696 toneladas a uma velocidade de cruzeiro de 12 nós, graças a três caldeiras. Foi vendido a um armador grego em 1919, tendo sido rebatizado como "Olympia". Tendo levantado ferro de Newport, nos EUA, rumo a Haifa, na Palestina, naufragou no extremo norte dos ilhéus das Formigas por volta das 10 horas da noite.

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar