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Clube da Esquina
Capa do álbum "Clube da Esquina", lançado pela EMI-Odeon em 1972.
Informação geral
Gênero(s) MPB
rock psicodélico
bossa nova
música experimental
rock progressivo
smooth jazz
art rock
samba
jazz rock
música regional
folk
jazz fusion
Mod
Instrumento(s) guitarra elétrica, violão, contrabaixo, baixo elétrico, piano, teclados, bateria, percussão
Período em atividade 1963-1978
Gravadora(s) EMI-Odeon
Afiliação(ões) Alaíde Costa, Elis Regina, Gonzaguinha, Boca Livre, Chico Buarque, Azymuth, Fernando Brant, Ronaldo Bastos e Murilo Antunes
Integrantes Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes, Flávio Venturini, Toninho Horta, Wagner Tiso, Tavinho Moura, Tavito, Nelson Angelo, Robertinho Silva, Luiz Alves, Vermelho e Rubinho

O Clube da Esquina foi um movimento musical brasileiro surgido na década de 1960 em Belo Horizonte - Minas Gerais,[1] onde jovens músicos começaram a se reunir. Seu som se fundia com as inovações trazidas pela Bossa Nova a elementos do jazz, do rock – principalmente os Beatles –, música folclórica dos negros mineiros com alguns recursos de música erudita e música hispânica. Nos anos 70, esses artistas tornaram-se referência de qualidade na MPB pelo alto nível de performance e disseminaram suas inovações e influência a diversos cantos do país e do mundo.[2]

Índice

HistóriaEditar

Clube da Esquina surgiu da grande amizade entre Milton Nascimento, e os irmãos Borges (Marilton, Márcio e Lô), no bairro de Santa Tereza, Belo Horizonte, em 1963, depois que Milton chegou à capital para estudar e trabalhar. Milton acabara de chegar de Três Pontas, cidade onde morava a família e onde tocava na banda W's Boys com o pianista Wagner Tiso; com Marilton foi tocar na noite, no grupo Evolusamba. Compondo e tocando com os amigos, despontava o talento, pondo o pé na estrada e na fama ao vencer o Festival de Música Popular Brasileira e ao ter uma de suas composições, "Canção do sal", gravada pela então novata Elis Regina.[3]

InfluênciasEditar

Fãs dos Beatles e The Platters novos integrantes vieram juntar-se: Flávio Venturini, Vermelho, Tavinho Moura, Toninho Horta, Beto Guedes e os letristas Fernando Brant, Ronaldo Bastos e Murilo Antunes. O nome do grupo foi ideia de Márcio que ao ouvir a mãe perguntar dos filhos, ouvia a mesma resposta: "Estão lá na esquina, cantando e tocando violão." De acordo com Lô Borges nos "bastidores" do seu DVD "INTIMIDADE" de 2008, o nome "Clube da Esquina" se deu por acaso, quando um amigo abonado, passando de carro pela esquina onde ele e os amigos se reuniam, resolveu convidá-los para seguir com ele para um clube onde a rapaziada mais abastada costumava se divertir. Como a condição econômica deles não permitia frequentar clubes, um deles respondeu: "Nosso clube é aqui, na esquina!"; embora mais tarde Milton, Lô e Ronaldo Bastos se reencontram em Niterói, Rio de Janeiro tornando o movimento ponte cultural entre Minas e o Rio. Em 1972 a EMI gravou o primeiro LP, Clube da Esquina, apresentando um grupo de jovens que chamou a atenção pelas composições engajadas, a miscelânea de sons que vão da Bossa Nova ao Rock Psicodélico, passando pelo Jazz, ritmos do interior de Minas, folk rock, da música erudita-popular de Villa-Lobos, e o nascente Rock Progressivo; e nas letras, riqueza poética. O cantor e compositor Tavito faz referência às saudades do Clube da Esquina na música "Rua Ramalhete".

Todos os seus integrantes engajaram numa carreira solo de sucesso, além da formação do grupo 14 Bis, que também fez muito sucesso desde a criação de O Terço.

DiscografiaEditar

Clube da Esquina (1972)[1]Editar

Com influência sonoras das odisseias dos mineiros, o disco "Clube da Esquina", de 1972, queria mudar o mundo. Inseminado por jovens que cresceram em uma Minas Gerais com explosão de inventividade musical.[4]

Clube da Esquina II (1978)[1]Editar

Neste disco do ano de 1978, Milton Nascimento e amigos organizam um disco para o lado mais musical, com produção de Ronaldo Bastos.[5]

Referências

  1. a b c Vilela, Ivan (2010). «Nada ficou como antes». Revista USP (87): 14-27 [ligação inativa]
  2. Museu Clube da Esquina. «Museu Clube da Esquina». Consultado em 23 de janeiro de 2015. Arquivado do original em 2 de dezembro de 2014 
  3. Silvio Essinger. «Clube da Esquina». CliqueMusic 
  4. «Clube da Esquina». Consultado em 23 de janeiro de 2015. Arquivado do original em 2 de dezembro de 2014 
  5. «Disco Clube da Esquina II». Consultado em 23 de janeiro de 2015. Arquivado do original em 2 de dezembro de 2014 
  • BORGES, Márcio, Os sonhos não envelhecem: histórias do Clube da Esquina, Geração Editorial .

Ligações externasEditar