Cneu Cornélio Dolabela (cônsul em 81 a.C.)

Disambig grey.svg Nota: Cneu Cornélio Dolabela redireciona para cá. Não confundir com seu avô, Cneu Cornélio Dolabela, cônsul em 159 a.C..

Cneu Cornélio Dolabela (em latim: Cnaeus Cornelius Dolabella) foi um político da gente Cornélia da República Romana eleito cônsul em 81 a.C. com Marco Túlio Décula, durante a ditadura de Lúcio Cornélio Sula. Era neto de Cneu Cornélio Dolabela, cônsul em 159 a.C., e filho de Cneu Cornélio Dolabela, assassinado em 100 a.C. durante a revolta do tribuno Lúcio Apuleio Saturnino.

Cneu Cornélio Dolabela
Cônsul da República Romana
Consulado 81 a.C.

CarreiraEditar

Dolabela possivelmente serviu como tribuno militar em 89 a.C.[1] e rapidamente juntou-se ao grupo de seguidores mais próximos de Sula como legado, comandando uma de suas frotas em 83 a.C..[2] No ano seguinte, Dolabela participou da segunda marcha sobre Roma e lutou nas batalhas de Sacriporto e Porta Colina.[3] Como recompensa por sua lealdade, Sula nomeou-o cônsul em 81 a.C., mas seu mandato foi apenas nominal, pois Sula detinha todo o poder em suas mãos.[4]

Em 80 a.C., Dolabela foi nomeado procônsul da Macedônia e ficou no cargo até 78 a.C..[5] No ano seguinte, quando voltou a Roma, recebeu a honra de um triunfo por suas vitórias sobre os trácios,[6] mas, logo em seguida, foi acusado de extorsão durante seu mandato pelo jovem Júlio César e processado.[7] Sua defesa foi conduzida pelos dois maiores oradores da época, Caio Aurélio Cota e Quinto Hortênsio Hórtalo, que conseguiram que ele fosse absolvido.[8][9]

Ver tambémEditar

Cônsul da República Romana
 
Precedido por:
'Caio Mário, o Jovem

com Cneu Papírio Carbão III

Cneu Cornélio Dolabela
81 a.C.

com Marco Túlio Décula

Sucedido por:
'Lúcio Cornélio Sula

com Quinto Cecílio Metelo Pio


Referências

  1. Broughton, pg. 34
  2. Broughton, pg. 63
  3. Broughton, pg. 70
  4. Cícero, De Leg. Agr. II 14; Aulo Gélio, Noites Áticas XV 28; Apiano, De Bellis Civilibus I 100.
  5. Smith, pg. 1058; Broughton, pg. 79
  6. Broughton, pg. 88; Smith, pg. 1058
  7. Smith, pg. 1058
  8. Kamm, Antony, Julius Caesar: A Life, Taylor & Francis, 2006, pg. 33
  9. Paulo Orósio, Histórias V 17; Plutarco, Sulla 28, & c.; Apiano, De Bellis Civilibus I 100; Suetônio, César 4,49, 55; Veleio Patérculo, História Romana II 43; Aurélio Vítor, De Viris Illustribus Romae 78; Valério Máximo, Nove Livros de Feitos e Dizeres Memoráveis VIII 9 § 3, Cícero, In Pison. 19; Brutus 92; de Leg. Agr. II 14; Tácito, Dialogus de Oratoribus 34; Aulo Gélio, Noites Áticas XV 28; Ascônio, in Scaur. p. 29; In Cornel. p. 73, ed. Orelli.

BibliografiaEditar

  • Broughton, T. Robert S. (1952). The Magistrates of the Roman Republic. Volume II, 99 B.C. - 31 B.C. (em inglês). Nova Iorque: The American Philological Association. 578 páginas 
  • Canfora, Luciano (2006). Giulio Cesare. Il dittatore democratico (em italiano). [S.l.]: Laterza. 88-420-8156-6 
  • T. Robert S. Broughton, The Magistrates of the Roman Republic, Vol II (1952). (em inglês)
  • (em alemão) Carolus-Ludovicus Elvers: [I 24] C. Dolabella, Cn.. In: Der Neue Pauly (DNP). Volume 3, Metzler, Stuttgart 1997, ISBN 3-476-01473-8, Pg. 172.