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Cneu Sêncio Saturnino (cônsul em 41)

Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre o cônsul em 41. Para o cônsul em 4 e seu pai, veja Cneu Sêncio Saturnino.
Cneu Sêncio Saturnino
Cônsul do Império Romano
Consulado 41 d.C.

Cneu Sêncio Saturnino (em latim: Gnaeus Sentius Saturninus), dito o Jovem ou Menor (em latim: Minor), foi um senador romano eleito cônsul romano em 41 primeiro com o imperador Calígula e depois com Pompônio Segundo. Originário de uma família patrícia de Atina, no Lácio, era filho de Cneu Sêncio Saturnino, cônsul sufecto em 4.

Índice

CarreiraEditar

Saturnino foi edil em 37 e pretor urbano antes de 41, quando chegou ao consulado. Em 21 de janeiro, Calígula foi assassinado por Cássio Quereia e Saturnino discursou no senado romano pedindo a volta da liberdade e instando aos seus companheiros senadores a preservá-la[1][2]. O seu anel, que tinha gravada a imagem de Calígula, foi colhido e destruído por outro senador, Marco Trebélio Máximo. Quando Cláudio foi declarado imperador pela Guarda Pretoriana, Saturnino e o cônsul sufecto eleito para terminar o consulado de Calígula, Pompônio Segundo, prepararam-se a opor-se ao novo monarca, pela força se for necessário, e assim restabelecer o poder do senado como no período republicano. Porém, o exército romano declarou seu apoio a Cláudio e, depois de algumas conversas, a maioria dos senadores desistiu da resistência.

Apesar do começo conturbado, Cláudio levou Saturnino consigo em sua campanha na Britânia, em 43, onde conseguiu vitórias que lhe valeram a ornamenta triumphalia. Na época de Nero, Saturnino foi executado (ou forçado a cometer suicídio)[3] e sofreu uma pena de damnatio memoriae em 66, o que indica que ele já estava morto nesta data. Sabe-se também que Saturnino era membro do colégio dos quindecênviros dos fatos sagrados e amigo do futuro imperador Vespasiano.

Ver tambémEditar

Referências

BibliografiaEditar