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O humor negro ou humor ácido é um subgênero do humor que utiliza temas mórbidos,[1] sérios ou tabus de forma politicamente incorreta[2] para extrair comicidade, ou que insere elementos mórbidos, macabros, grotescos, doentios e/ou trágicos em situações cômicas.[3][4][5] Entre os temas retratados pelo humor negro estão: morte,[6] discriminação, doenças, estupro, guerras, tragédias, entre outros.[7]

Na músicaEditar

Há diversos grupos musicais que se baseiam no humor negro para criar suas letras, os quais por vezes acabam tornando-se fenômenos na rede, onde há menos bloqueio da mídia. Como exemplos, no Brasil, pode-se citar Rogério Skylab, que aborda abertamente temas tidos como anti-higiênicos ou anti-éticos em geral, e a U.D.R., uma dupla de Belo Horizonte, que aborda temas como anticristianismo, homoerotismo, sadomasoquismo e abuso de drogas.

FilmesEditar

Como exemplos de filmes contendo elementos de humor negro, podem ser citados[8]: Matadores de Velhinhas, Dr. Strangelove (1964), Mash (1970), Família Addams, The Cottage, Seed of Chucky, Gigolô por Acidente, Todo Mundo em Pânico, Laranja Mecânica, Gremlins e Deadpool.

DesenhosEditar

Desenhos como Fudêncio e Seus Amigos, American Dad, Family Guy, Mr. Pickles, Happy Tree Friends, South Park e Rick and Morty se valem do humor negro. Mesmo não sendo tão fortes como os anteriores Hora de Aventura, Apenas um Show e Invader Zim também podem ser considerados deste gênero, pois muitas vezes tentam provocar risadas com a dor dos personagens.

LiteraturaEditar

Na literatura, destaca-se a pitada de humor negro usada por Chuck Palahniuk em seus romances, como Clube da Luta e O Sobrevivente, dentre outras. Algum sarcasmo também apresenta o movimento realista na descrição da alienação e dos vícios humanos, incluindo Machado de Assis, que normalmente escrevia em tom irônico. O sarcasmo também foi usado por muito dos filósofos mais iconoclastas, como é o caso do alemão Nietzsche. Outros exemplos são O Visconde Partido ao Meio, de Italo Calvino, O Segredo das Minas de Prata, de José de Alencar, assim como os romances de Kurt Vonnegut, que utiliza algumas piadas sobre morte, guerra e pobreza em seus livros como Matadouro 5 e A Felicidade Rosewater, utilizando muito sarcasmo e ironia.

Ver tambémEditar

Referências

  1. Brandão, Décio Alves (2014). Dicionário auxiliar de palavras cruzadas 2ª ed. Torrinha: Clube de autores. p. 133. ISBN 978-85-910328-0-8 
  2. «Humor». Dicio. Consultado em 27 de outubro de 2019 
  3. Bloom, Harold; Hobby, Blake (2010). Dark Humor (em inglês). [S.l.]: Infobase Publishing. ISBN 9781438131023 
  4. Ferreira, Aurélio Buarque de Holanda (1999). Novo Aurélio século XXI: o dicionário da língua portuguesa 3ª ed. Rio de Janeiro: Nova fronteira. p. 1065. ISBN 85-209-1010-6 
  5. Kobs (2012). Interpretação de textos para concursos. Curitiba: IESDE. p. Verônica Daniel. 150 páginas. ISBN 978-85-387-3008-8 
  6. Ribeiro, M. M. C (Outubro de 2008). «Do trágico ao drama, salve-se pelo humor!» (PDF). Salvador. Estudos de psicanálise (31): 110. ISSN 0100-3437 
  7. Borba, Francisco S. (2004). Dicionário UNESP de português contemporâneo. São Paulo: UNESP. p. 726. ISBN 85-7139-576-4 
  8. «Category:Black comedy films by decade». Wikipedia (em inglês). 2 de fevereiro de 2019 

Ligações externasEditar

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