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Em narratologia e nos estudos de literatura e roteiro, o alívio cômico é a inclusão de um diálogo, cena ou personagem humorístico, para quebrar situações de drama ou suspense. O termo foi popularizado nos anos 1990 a partir do memorando de Vogler e da disseminação mundial dos seriados norte-americanos, que expuseram paradigmas narrativos repetitivos (clichês).

O alívio cômico muitas vezes toma forma de um companheiro (amigo ou ajudante de um herói). Neste uso, o personagem geralmente comenta sobre o absurdo da situação vivida pelo herói e faz outras observações que seriam inapropriadas para um personagem que deve ser levado a sério.

Muitos autores utilizam crianças como personagens de alívio cômico.

ExemplosEditar

Em certos casos, a propriedade de um alívio cômico é discutível, já que determinados leitores (ou quem for o público) podem reagir negativamente em vez de serem humoristicamente provocados. Um exemplo notável foi a má recepção generalizada recebida pelo personagem Jar Jar Binks no filme Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma.

William Shakespeare utilizava com profusão este recurso em suas tragédias: o personagem recorrente Falstaff e o porteiro de Macbeth[1] são alguns exemplos. Às vezes, a inclusão de piadas e trocadilhos feitas por ele em cenas supostamente sérias podem parecer de mau gosto para públicos atuais.

Ver tambémEditar

Referências

  1. Tromly, Frederic B. (primavera de 1975). «Macbeth and His Porter». Folger Shakespeare Library. Shakespeare Quarterly. 26 (2): 151–156. JSTOR 2869244. doi:10.2307/2869244 
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