Companhia Municipal de Transportes Coletivos

empresa de ônibus da cidade de São Paulo
Disambig grey.svg Nota: "CMTC" redireciona a este artigo. Para a empresa responsável pela fiscalização do transporte coletivo de Goiânia, conhecida como Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos, veja RMTC Goiânia.

A Companhia Municipal de Transportes Coletivos (CMTC) foi uma empresa responsável pela operação e fiscalização do transporte feito por ônibus na cidade de São Paulo de 10 de outubro de 1946 até o ano de 1995, quando foi extinta na gestão Paulo Maluf (1993 a 1996).

CMTC
Razão social Companhia Municipal de Transportes Coletivos
Empresa de capital fechado
Atividade Transporte Público
Fundação 10 de outubro de 1946
Encerramento 8 de março de 1995
Sede São Paulo,  Brasil
Proprietário(s) Prefeitura de São Paulo
Empregados 27.000 (em 1992)[1]
Produtos Transporte de passageiros por ônibus
Sucessora(s) SPTrans
Logos da CMTC ao longo do tempo. (Museu do Transporte Público Gaetano Ferolla)

HistóriaEditar

1946-1968Editar

A Companhia Municipal de Transportes Coletivos foi criada em 1946 sob o Decreto-Lei Municipal número 365 de 10 de outubro, que constituía a uma empresa de prestação de serviços de transporte público na cidade de São Paulo no prazo de 30 anos.[2] No ano seguinte, em 12 de março, a prefeitura transfere o patrimônio da São Paulo Tramway Light and Power Company Limited (então responsável pelo transportes coletivos na cidade) para a companhia. A Transferência do patrimônio só se oficializou em 1 de julho inciando as operações da CMTC.

 
Trólebus da CMTC, modelo Mafersa M210 Turbo, que pertencia à GSA (Garagem Santo Amaro)

Durante esse período, a CMTC implanta um sistema de trólebus importados dos Estados Unidos da América e Inglaterra colocando em funcionamento a linha São Bento-Aclimação. Também são importados uma frota de 200 ônibus Twin Coach e um sistema de linhas de bondes setoriais começa a ser implantado com itinerários que não circulam pelo centro da cidade. A empresa tem 90% de sua frota operada em São Paulo.

A CMTC também é a responsável pela fabricação do primeiro trólebus brasileiro. Em 1968, o sistema de bondes em São Paulo é desativado depois de 96 anos de funcionamento.

1975-1994Editar

O Metrô começa a ser operado na cidade em 1975, e a CMTC detém apenas 14% da frota. Em 1977, um decreto municipal divide a cidade por 23 áreas de operação na qual empresas particulares contratados pela companhia ficariam encarregadas pelo transporte coletivo enquanto as linhas circulares e diametrais passam a ser exclusividade da CMTC.

Nos anos 80, a CMTC implanta o sistema de tranferência ônibus-trólebus construíndo o terminal da Penha e Vila Prudente. A empresa também implanta o integração ônibus-ferrovia, entre a linha Pinheiros-Largo São Francisco, da CMTC, e os trens metropolitanos da Fepasa. mais a CMTC rodando pela Cidade Tiradentes na zona leste está andando pelo caminho para o Guaianazes, Terminal São Mateus, Praça Princesa Isabel e o Parque Dom Pedro II e também o Metrô de São Paulo com Itaquera, Guilhermina-Esperança, Penha, Tatuapé e Paraíso.

Durante a gestão de Jânio Quadros (1986-1988) no dia 8 de setembro de 1987 foi colocado em circulação 11 ônibus de dois andares (semelhante aos ônibus de Londres) , eles circulavam na linha 5111 no corredor de Santo Amaro. Em 1988 mais 26 unidades a frota (dessa vez fabricadas pela Thamco Industria e Comércio) , assim como os ônibus londrinos todos foram pintados de vermelho. O ônibus de dois andares ganhou o apelido de " Fofão " devido aos seus cantos arredondados, a novidade no entanto não passou de uma experiência de Jânio , que foi logo descartada no governo seguinte de Luiza Erundina.

Em 1 de janeiro de 1991, é assinada a Lei Municipal 10.950, que determina a substituição da frota de ônibus a diesel por ônibus movidos a gás natural no prazo de 10 anos. Em junho do mesmo ano entra em operação a primeira linha com entrada pela porta dianteira: 805A-Circular Avenidas. Em 25 de Julho do mesmo ano, é oficializada a municipalização dos transportes coletivos de acordo com a lei número 11.037 aprovada pela Câmara Municipal.[2] A entrada pela porta dianteira foi estendida a toda a frota até o fim de 1992.[3]

Entre os anos de 1989 até 1992 a CMTC tinha um prejuízo anual de cerca de 500 milhões de dólares para os cofres públicos ou cerca de 1,5 milhão de dólares ao dia.[1]

E no início de 1993 a empresa entra em uma restruturação com a extinção de diversos cargos na companhia e a demissão de cerca de 5000 empregados,[1] no mesmo ano a CMTC ganha nova administração, porém suas condições junto com o sistema municipalizado se encontravam precárias. O número de passageiros transportados volta a ter um peso significativo na remuneração das empresas contratadas e a primeira fase de privatização das áreas de operação e manutenção da CMTC é iniciada. Através de três processos de licitação são transferidas a operação de garagens e frota pública.[2]

No ano seguinte, o transporte coletivo de São Paulo passa a ser operado por 47 empresas privadas. A marca CMTC é desativada em 8 de março de 1995, apenas alterando a razão social para SPTrans na gestão do transporte coletivo da cidade e mantido o CNPJ.[2][4]

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b c Francisco Christovam (30 de junho de 1994). «Demitidos da CMTC». Folha de S.Paulo, caderno Folha São Paulo 23829 ed. p. 3-2. Consultado em 25 de setembro de 2016 
  2. a b c d «CRONOLOGIA DO TRANSPORTE COLETIVO EM SÃO PAULO» (PDF). SPTrans. Consultado em 6 de julho de 2013. Arquivado do original (PDF) em 14 de setembro de 2017 
  3. «Ônibus passam a ter entrada pela frente». Folha de S.Paulo, caderno Cotidiano 23067 ed. 29 de maio de 1992. p. 3-2. Consultado em 21 de março de 2021 
  4. «PUBLICAÇÃO COMPANHIA MUNICIPAL DE TRANSPORTE COLETIVO Nº 91.103 DE 8 DE MARÇO DE 1995». Prefeitura de São Paulo. 8 de março de 1995. Consultado em 2 de novembro de 2020 

Ligações externasEditar

 
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