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A Companhia de Cabe Verde e Cacheu foi uma empresa monopolista, fundada em Portugal no contexto das reformas económicas de D. Luís de Meneses, 3.º Conde da Ericeira, sob o reinado de D. Pedro II de Portugal.

Sucedeu à Companhia de Cacheu, Rios e Comércio da Guiné, cujas atividades haviam cessado em 1682, com os mesmos objetivos: promover o comércio de tecidos manufaturados, marfim e escravos, entre a costa da Guiné e o arquipélago de Cabo Verde, e a do Brasil.

Foi criada por Alvará Régio a 3 de Janeiro de 1690. O curto período de sucesso que conheceu prendeu-se ao fato de ter conseguido o monopólio do comércio de escravos para a América espanhola no período de 1696 a 1703. Nesse ano, tendo a Coroa deixado de lhe renovar o contrato de exploração, os prejuízoa acumularam-se, o que conduziu ao abandono da Capitania de Bissau em 1707, sendo o Forte de Bissau arrasado na ocasião.[1]

O declínio e extinção das atividades da Companhia provocou uma estagnação económica nos dois territórios africanos que só voltariam a conhecer alguma recuperação décadas mais tarde com transferência de seus direitos para a Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão de 1757 a 1777, que, com o fim do Período Pombalino, foi depois transformada na Companhia para o Monopólio do Comércio nas ilhas de Cabo Verde, Bissau e Cacheu até 1786. Esta, por sua vez, foi sucedida pela Companhia de Comércio da Costa D'África, que atuou até 1886.

Notas

  1. Veríssimo Serrão. História de Portugal, v. V, p. 284 e segs.

Ver tambémEditar

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