Conrad Malte-Brun

Conrad Malte-Brun, nascido Malthe Conrad Bruun (Thisted, 12 de agosto de 1755Paris, 14 de dezembro de 1826) foi um jornalista, geógrafo e publicista francês, nascido na Dinamarca. Seu segundo filho, Victor Adolphe Malte-Brun, também era geógrafo. É mais lembrado nos dias de hoje por ter nomeado o continente da Oceania, em 1812.

Conrad Malte-Brun
Conhecido(a) por nomeou a Oceania (1812)
Nascimento 12 de agosto de 1755
Thisted, condado de Viborg, Dinamarca
Morte 14 de dezembro de 1826 (71 anos)
Paris, França
Nacionalidade dinamarquês
Campo(s) Geografia

BiografiaEditar

Nascido em Thisted, em 1755, Conrad era filho do conselheiro de justiça e governador de distrito Adolf Christian Bruun e sua esposa Anne Christine Lange. Originalmente, sua carreira seria de pastor, tanto que ele foi para a universidade estudar teologia na Universidade de Copenhague. Por influência do racionalista Otto Horrebow (1769-1823), que conheceu na universidade, Conrad começou a questionar as restrições sociais, passando a vestir-se de acordo com seu gosto e deixe seu cabelo loiro crescer por um longo tempo.[1]

Foi durante seu curso que se tornou um apoiador da Revolução Francesa e ativista pela liberdade de imprensa. Em setembro de 1799, Conrad foi implicado na distribuição ilegal de panfletos que continham várias críticas ao governo e às severas leis de censura instituídas pelo príncipe herdeiro da Dinamarca, Frederico VI.[1]

Um caso semelhante ao seu, envolvendo Peter Andreas Heiberg, não o deixou otimista com seu futuro no país, já que Peter acabou exilado no Natal de 1799. Já tendo deixado o país antes da corte decretar sua sentença, Conrad foi primeiro para a Suécia e depois para a cidade imperial livre de Hamburgo. Em algum momento no exílio ele passou a usar seu primeiro nome dinamarquês, Malte, seguido de seu sobrenome escandinavo, Bruun.[2]

FrançaEditar

Conrad chegou à França em 1799, onde começou a trabalhar em um tratado de geografia como um presente para o país que o abrigou. Colaborou com diversas publicações políticas e científicas da época, já completamente banido de seu país de origem. Em 1822-1824, foi primeiro secretário da recém fundada Société de Géographie. Conrad também foi o primeiro a sugerir que se importasse camelos para a Austrália.[1]

MorteEditar

Conrad faleceu em Paris em 14 de dezembro de 1826[1], deixando o primeiro rascunho da versão final de sua obra-prima Précis de Géographie Universelle, publicada em 8 volumes (1810–29), os últimos dois por Jean Jacques Nicolas Huot. Ruas em Paris e em sua cidade natal Thisted carregam seu nome em sua homenagem.[2]

ObrasEditar

  • Précis de Géographie Universelle (Resumo de Geografia Universal)

Ligações externasEditar

 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Conrad Malte-Brun
  Este artigo sobre sobre um(a) geógrafo(a), integrado ao Projeto Geografia é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.

Referências

  1. a b c d «Malte-Brun, Conrad». Encyclopedia. Consultado em 29 de junho de 2018 
  2. a b Conrad Malte-Brun (1827), Universal Geography, Edinburgh: Adam Black