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No Brasil, o Conselho da República é o órgão superior de consulta da Presidência da República, criado para assessorar o presidente em momentos de crise.

Índice

FuncionamentoEditar

Sua existência foi prevista na Constituição de 1988 no seu artigo 89. No entanto, o conselho só passou a funcionar de fato em 1990 quando o então presidente Fernando Collor promulgou a Lei nº 8.041/90 que regulamentava este dispositivo da Constituição.

Segundo a lei, cabe ao Presidente convocar o conselho em casos de intervenção federal, estado de defesa e sítio; e também sobre questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas.[1]

ComposiçãoEditar

O conselho é composto por 14 membros:[2]

Também é facultada ao presidente a possibilidade de convocar qualquer ministro para a reunião do conselho, caso o assunto em questão seja diretamente ligado à sua área de atuação.

Atuais MembrosEditar

Dos atuais membros, dois são ligados ao Poder Executivo Federal: o presidente da República Jair Bolsonaro e o Ministro da Justiça Sérgio Moro .

Ligados ao Poder Legislativo Federal há outros seis membros: os deputados Rodrigo Maia, Presidente da Câmara, líder da maioria na Câmara e líder na minoria na Câmara, respectivamente; além dos senadores, Presidente do Senado, líder da maioria no Senado e líder na minoria no Senado, respectivamente.[3][4]

São ainda membros titulares do Conselho[5]:

Casos de ConvocaçãoEditar

Embora exista oficialmente desde 1990 o Conselho da República só foi convocado pela primeira vez em fevereiro de 2018. Em duas situações, contudo, ele esteve perto de ter que se reunir.

A primeira foi em 2005, quando a Ordem dos Advogados do Brasil pediu formalmente à Presidência que convocasse o conselho para lidar com a crise política gerada pelo chamado Escândalo do Mensalão. No entendimento da entidade, a crise ameaçaria as instituições democráticas do país, uma das situações previstas para sua convocação.[8]

A segunda vez foi em 2010, quando o governador do Distrito Federal José Roberto Arruda foi preso por atrapalhar as investigações da Polícia Federal no chamado Escândalo do Mensalão no Distrito Federal, que investigava casos de corrupção no DF. Devido à desestabilização política da unidade da federação -- que chegou a ter cinco governadores diferentes no período de 12 meses -- a Procuradoria Geral da República chegou a solicitar a intervenção federal no Distrito Federal, outro caso previsto nas atribuições do conselho.[9]

O primeira convocação efetiva do Conselho foi em fevereiro de 2018 -- em sessão conjunta com o Conselho de Defesa Nacional -- para uma consulta a posteriori sobre a intervenção federal na segurança pública do estado do Rio de Janeiro. [10]

Referências

  1. «Lei 8041 de 5 de junho de 1990». Portal da Presidência da Repúlica. Consultado em 2 de março de 2013 
  2. «Constituição da República Federativa do Brasil». Portal da Presidência da Repúlica. Consultado em 2 de março de 2013 
  3. «Lideranças». Senado Federal. Consultado em 2 de março de 2013 
  4. «Líder da Minoria». Lideranças da Câmara. Consultado em 2 de março de 2013 
  5. «Imprensa Nacional - Visualização dos Jornais Oficiais». pesquisa.in.gov.br. Consultado em 19 de março de 2018 
  6. «Imprensa Nacional - Visualização dos Jornais Oficiais». pesquisa.in.gov.br. Consultado em 4 de novembro de 2017 
  7. «Ministros :: STF - Supremo Tribunal Federal». www.stf.jus.br. Consultado em 19 de março de 2018 
  8. Fábio Calveti (4 de agosto de 2005). «Presidente da OAB quer convocação do Conselho da República». Agência Brasil. Consultado em 2 de março de 2013 
  9. Edson Sardinha (1 de fevereiro de 2010). «PGR pede intervenção federal no DF». Congresso em Foco. Consultado em 2 de março de 2013 
  10. «Temer se reúne com conselhos da República e da Defesa Nacional para discutir a intervenção no Rio de Janeiro». G1