Constantino Maleíno

Constantino Maleíno (em grego: Κωνσταντίνος Μαλεΐνος) foi um proeminente general bizantino de meados do século X. Era filho de Eudócimo Maleíno com sua esposa Anastácia. Teve seis irmãos, dentre eles Miguel Maleíno e uma dama de nome desconhecido que casar-se-ia com Bardas Focas, o Velho, e um filho chamado Eustácio Maleíno. Com base na hagiografia de seu irmão Miguel sabe-se que foi patrício e estratego do Tema da Capadócia e que desempenhou importante papel nas campanhas contra os árabes na fronteira bizantina, principalmente contra o emir hamadânida de Alepo Ceife Adaulá (r. 945–967).

Constantino Maleíno
Conhecido(a) por
Nacionalidade Império Bizantino
Progenitores Mãe: Anastácia
Pai: Eudócimo Maleíno
Parentesco Miguel Maleíno (irmão); Bardas Focas, o Velho (cunhado)
Filho(a)(s) Eustácio Maleíno
Leão Maleíno (?)
Ocupação General e governador
Título
Religião Cristianismo
Soldo de Romano I Lecapeno (r. 920–940) e Constantino VII Porfirogênito (r. 913–959)

BibliografiaEditar

Constantino nasceu no final do século IX ou começo do século X, provavelmente nas propriedades de sua família no Tema da Capadócia. Seu pai foi Eudócimo Maleíno, um membro da poderosa família aristocrática Maleíno, e sua mãe, Anastácia,[a] uma parente do imperador bizantino Romano I Lecapeno (r. 920–940). Teve seis irmãos, dentre os quais o monge e santo Miguel Maleíno e uma irmã de nome desconhecido, que casar-se-ia com o general Bardas Focas, o Velho e cimentaria laços estreitos com a poderosa família Focas.[1][2][3] Ele teve um filho, Eustácio Maleíno, que tornou-se um distinto general e um dos homens mais ricos do Império Bizantino, desempenhando um papel de liderança na rebelião de Bardas Focas, o Jovem contra o imperador Basílio II Bulgaróctono (r. 976–1025).[1][2][4]

As fontes de sua carreira são escassas, e vem principalmente de referências na hagiografia de seu irmão Miguel. Manteve o posto de patrício e em 955 sucedeu seu sobrinho Leão Focas, o Jovem como governador (estratego) do Tema da Capadócia. Provavelmente devido a sua experiência, mas também sua conexão com os Focas (seu sobrinho Nicéforo Focas foi imperador em 963-969), ocupou este importante posto por muitos anos, possivelmente tão tarde quando a época de sua morte ca. 968. Durante este tempo, foi ativo nas campanhas contra os árabes, especialmente nos confrontos com o emir hamadânida de Alepo Ceife Adaulá (r. 945–967). Assim, em novembro de 960, participou, sob o comando de Leão Focas, na grande vitória bizantino sobre Ceife na batalha de Andrasso. É também geralmente identificado com o "ibne al-Mala'ini" das fontes árabes, que foi derrotado por Ceife em Icônio em 962.[2][5]

NotasEditar

[a] Anastásia pode possivelmente ser identificada com a zoste patrícia Anastásia, que foi mencionada na hagiografia do século X Vida de Basílio, o Jovem.[6]

Referências

  1. a b Stouraitis 2003, Chapter 1.
  2. a b c Kazhdan 1991, p. 2176.
  3. Krsmanović 2003, Chapter 1; Auxiliary Catalogs.
  4. Krsmanović 2003, Chapter 5.
  5. Stouraitis 2003, Chapter 2.
  6. Cheynet 2000, p. 180; 182.

BibliografiaEditar

  • Cheynet, Jean-Claude (2000). «La patricienne à ceinture: une femme de qualité». Au cloître et dans le monde: femmes, hommes et sociétés (IXe-XVe siècle) - Mélanges en l'honneur de Paulette L'Hermite-Leclercq. Paris: Universidade de Paris. ISBN 978-2-84050-180-0 
  • Kazhdan, Alexander Petrovich (1991). The Oxford Dictionary of Byzantium. Nova Iorque e Oxford: Oxford University Press. ISBN 0-19-504652-8