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No contexto das relações internacionais, controle de armamento ou controle de armas refere-se ao conjunto de restrições internationais ao desenvolvimento, à produção, ao armazenamento, à proliferação e ao uso de armas, incluindo pequenas armas, armas convencionais e armas de destruição em massa.[1]O controle de armas pode ser exercido por consenso, através da diplomacia, com o estabelecimento acordos e tratados internacionais. No entanto, medidas coercitivas podem ser tomadas por um país ou grupo de países hegemônicos para obrigar uma determinada país nação a aceitar as restrições internacionais.

HistóriaEditar

O primeiro e único registo de ataque com ogivas nucleares a um país ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial e foi perpetrado pelos Estados Unidos contra o Japão, em agosto de 1945, provocando a rendição incondicional das forças japonesas.

Ao fim da guerra mundial, seguiu-se a chamada guerra fria, período em que se inicia a corrida armamentista entre a União Soviética e os Estados Unidos, que haviam se tornado as nações mais poderosas do mundo. Nesse período (1945-1991) marcado por disputas estratégicas e conflitos indiretos, vários tratados sobre controle de armas foram firmados.

Em 1968, foi assinado o Tratado de não proliferação de armas nucleares (TNP), que passou a vigorar em 5 de março de 1970. Originalmente, seu objetivo era limitar o armamento nuclear em poder dos cinco países que reconheciam ser detentores de armas nucleares - Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França e China, ou seja, os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e também os detentores de 90% do arsenal nuclear mundial, sendo o restante distribuído entre Índia, Paquistão e Israel.[2] Pelo Tratado, os países possuidores de armas nucleares se obrigavam a não transferir essas armas aos chamados "países não-nucleares" e tampouco a ajudá-los a obtê-las.[3]

Em maio de 1972, o presidente dos EUA, Richard Nixon, e o Secretário-geral do Comité Central do Partido Comunista da URSS, Leonid Brezhnev, assinaram o Tratado sobre Mísseis Antibalísticos,[4] com o objetivo de limitar o número de mísseis antibalísticos dos seus respectivos países. O tratado esteve em vigor até 2002.

Em 2002, Estados Unidos e Federação Russa firmaram o Tratado sobre Reduções de Ofensiva Estratégica,[5] visando reduzir o número de ogivas nucleares de ambos os países. O acordo foi assinado pelos presidentes Vladimir Putin, da Federação Russa, e George W. Bush, dos Estados Unidos.

Referências