Controvérsias envolvendo Jair Bolsonaro

Presidente eleito do Brasil na eleição de 2018, Jair Bolsonaro tornou-se conhecido nacional e internacionalmente[3] durante sua longa carreira política pelas posições de extrema-direita,[4][5][6][7][8] nacionalistas e conservadoras, por suas críticas ao comunismo e à esquerda e pelo discurso de ódio.[9][10] Também é reconhecido pela postura anticientífica e obscurantista,[11] pelo negacionismo climático[12] e pela defesa da ditadura militar no Brasil e da tortura como prática legítima.[13] Bolsonaro se opõe veementemente à legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, fazendo declarações homofóbicas,[14][15][16] misóginas e sexistas.[15][16][17] Suas declarações são também consideradas racistas[15][16][18]e anti-refugiados.[19] Suas atitudes políticas são apontadas como tendo ideais fascistas.[20][21][22]

Cartaz afixado na Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Março de 2016, apoiando a futura candidatura de Bolsonaro para presidente e com referência a Olavo de Carvalho.[1][2]

Na pandemia de COVID-19, Bolsonaro promoveu a desinformação e fez declarações contrárias às recomendações dos órgãos de saúde, além de realizar diversas atividades públicas.[23][24][25]

Operação Beco Sem Saída

 
Bolsonaro e o esquema, de próprio punho, do plano de ataque à Adutora do Guandu, integrante da rede de abastecimento de água do Rio de Janeiro[26]

Em 27 de outubro de 1987, Jair Bolsonaro informou à repórter Cássia Maria, da revista Veja, sobre a operação "Beco Sem Saída". Na época, Bolsonaro apoiava a melhoria do soldo e era contra a prisão do capitão Saldon Pereira Filho.[27][28] A operação teria como objetivo explodir bombas de baixa potência em banheiros da Vila Militar, da Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, e em alguns outros quartéis militares com o objetivo de protestar contra o baixo salário que os militares recebiam na época.[26][28]

Bolsonaro teria desenhado o croqui de onde a bomba seria colocada na Adutora do Guandu, que abastece de água ao município do Rio de Janeiro. A revista entregou o material ao então Ministro do Exército e este, após quatro meses de investigação, concluiu que a reportagem estava correta e que os capitães haviam mentido.[26][28] Por unanimidade, o Conselho de Justificação Militar (CJM) considerou, em 19 de abril de 1988, que Bolsonaro era culpado e que fosse "declarada sua incompatibilidade para o oficialato e consequente perda do posto e patente, nos termos do artigo 16, inciso I da lei nº 5836/72". Em sua defesa, Bolsonaro alegou na época que a revista Veja tinha publicado acusações fraudulentas para vender mais com artigos sensacionalistas[28]

O caso foi entregue ao Superior Tribunal Militar (STM). O julgamento foi realizado em junho de 1988 e o tribunal acolheu a tese da defesa de Bolsonaro e do também capitão Fábio Passos da Silva, segundo a qual as provas documentais — cujo laudo pericial fora feito pela Polícia do Exército — eram insuficientes por não permitirem comparações caligráficas, uma vez que fora usada letra de imprensa. O STM absolveu os dois oficiais, que assim foram mantidos nos quadros do Exército. Ainda em 1988, Bolsonaro foi para a reserva, com a patente de capitão, e no mesmo ano iniciou sua carreira política, concorrendo a vereador do Rio de Janeiro. O laudo da Polícia do Exército, no entanto, seria mais tarde desmentido pela Polícia Federal, que confirmou a caligrafia de Bolsonaro.[28][29][30][31]

Acusações de corrupção

Em uma entrevista a um programa da Rede Bandeirantes em 1999, o parlamentar afirmou:

Conselho meu e eu faço: eu sonego tudo o que for possível.
— Jair Bolsonaro[32]
 
O deputado Marcos Rogério cumprimenta Eduardo Bolsonaro ao lado de Jair Bolsonaro.

O nome do então deputado está registrado na chamada Lista de Furnas, um esquema de corrupção que usou dinheiro de caixa dois para abastecer 156 campanhas políticas no ano 2000.[33][34] Apesar de o parlamentar alegar que a lista é falsa,[35] sua autenticidade foi comprovada por um laudo da Polícia Federal.[36] Em Consulta aos Doadores e Fornecedores de Campanha de Candidatos, no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o nome de Bolsonaro também aparece como recebedor de 200 mil reais da empresa JBS, durante sua campanha em 2014. Naquele ano, Bolsonaro foi reeleito deputado federal com o maior número de votos no Rio de Janeiro e recebeu mais de 460 mil votos. Uma reportagem do site Vice trouxe a questão à tona em março de 2017 devido à repercussão da Operação Carne Fraca.[37] O político postou um vídeo em seu canal do YouTube, onde explica que os 200 mil reais, metade do valor gasto em sua campanha, foram devolvidos como "doação ao partido". No entanto, na planilha do TSE, o mesmo valor (200 mil reais) volta à conta de Bolsonaro, mas desta vez em uma doação feita pelo fundo partidário.[38][39][40]

Entre 2010 a 2014, o patrimônio do deputado cresceu mais de 150%, segundo a declaração registrada no TSE.[41] Neste período, o parlamentar adquiriu cinco imóveis que juntos valem 8 milhões de reais,[42] entre eles duas casas na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, compradas por 500 mil e 400 mil reais, respectivamente,[41] valores muito abaixo do avaliado pela prefeitura carioca na época.[43] O Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci) afirma ter "sérios indícios" de que a operação de compra tenha envolvido lavagem de dinheiro.[43][44] Segundo a Justiça Eleitoral, o parlamentar possui carros de até 105 mil reais, um jet-ski e aplicações financeiras de 1,7 milhão de reais. Quanto entrou na política em 1989, seu único rendimento desde então, Bolsonaro declarava ter um Fiat Panorama e dois lotes em Resende, no valor de 10 mil reais. Até 2008, o parlamentar e seus filhos declaravam um patrimônio de cerca de 1 milhão de reais, que foi multiplicado para cerca de 15 milhões de reais em 2017.[43] Como deputado, recebe um salário líquido de 25 mil reais, além do soldo do Exército Brasileiro, de cerca de 5.700 reais brutos.[43] Em sua defesa, Bolsonaro alegou que Rodrigo Janot, ex-procurador Geral da República, arquivara uma denúncia anônima sobre sua declaração de bens em 2014[42] e que as acusações são "calúnias"[45] e parte de uma "campanha para assassinar sua reputação".[42]

Em abril de 2017, Bolsonaro foi denunciado por usar a cota parlamentar para pagar viagens pelo país em que se apresenta como pré-candidato à Presidência em 2018. A cota reembolsa viagens e outras despesas do mandato. Nas regras de uso, a Câmara diz que "não serão permitidos gastos de caráter eleitoral". O conteúdo das falas de Bolsonaro, contudo, é explicitamente voltado à disputa de 2018. Em cinco meses entre 2016 e 2017, ao menos seis viagens do deputado foram custeadas pela Câmara por um total de 22 mil reais. A assessoria de imprensa do parlamentar negou que ele esteja em campanha e alegou que o uso da cota para viagens é relacionado à participação na Comissão de Segurança Pública da Câmara, no qual é suplente.[46]

Em dezembro de 2017, o jornal O Globo divulgou que o deputado e seus filhos empregaram uma ex-mulher do parlamentar e dois parentes dela em cargos públicos em seus gabinetes. Segundo o jornal, essas pessoas ocuparam as vagas a partir de 1998. No entanto, como as contratações ocorreram antes de 2008, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) normatizou as regras contra o nepotismo, elas não podem ser legalmente classificadas dessa maneira.[47]

O parlamentar também recebe da Câmara cerca de 3 mil reais de auxílio-moradia desde 1995, apesar de ter um apartamento de dois quartos em Brasília desde 1998.[48] Ao ser questionado pela Folha de S.Paulo sobre como usou o dinheiro do benefício, ele respondeu: "Como eu estava solteiro naquela época, esse dinheiro do auxílio-moradia eu usava para comer gente." e em seguida disse que esta é a resposta que a repórter merecia.[49][50]

Uma reportagem da Folha de S.Paulo, feita em janeiro de 2018, denunciou que o deputado contratava uma servidora fantasma em Brasília. Segundo a matéria, entre janeiro e junho, Walderice Santos da Conceição recebeu mais de 17 mil reais como funcionária do gabinete do parlamentar na Câmara dos Deputados, mas trabalhava como vendedora de açaí no município de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. A secretária figurava desde 2003 como um dos 14 funcionários do deputado na capital federal, com um salário bruto de 1.416,33 reais. Em agosto de 2018, Bolsonaro anunciou que a Walderice pedira demissão do emprego de assessora e comentou: "Tem dois cachorros lá e pra não morrer de vez em quando ela dá água pros cachorros lá, só isso. O crime dela é esse aí, é dar água pro cachorro".[51][52]

Em setembro de 2018, a revista Veja publicou matéria na qual trazia detalhes de um processo com mais 500 páginas movido pela ex-mulher Ana Cristina Siqueira Valle contra Bolsonaro. No processo, protocolado em abril de 2008 na 1ª Vara de Justiça de Família do Rio de Janeiro, em meio a uma separação litigiosa, Ana Cristina fez diversas acusações contra Bolsonaro, entre as quais: ocultação de patrimônio perante a Justiça Eleitoral no pleito de 2006, incompatibilidade de renda com seus ganhos mensais e furto de dinheiro vivo e joias de um cofre em uma agência do Banco do Brasil.[53] Após as denúncias, a Receita Federal abriu investigação ainda em 2008, porém não encontrou irregularidades.[54] Após a divulgação da reportagem, Bolsonaro enviou requerimento ao Ministério Público do Rio de Janeiro, solicitando a retirada de circulação da edição 2602 da revista Veja.[55] Também pedia, no requerimento, a apuração de como a reportagem teve acesso a um processo que estava arquivado e tramitou em segredo de Justiça.[56] Posteriormente, Ana Cristina alegou ter mentido à Justiça em seu depoimento.[57]

Em 19 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral, após pedido do Partido dos Trabalhadores, iniciou uma investigação com base em uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo, segundo a qual empresas pagaram, em contratos que chegariam a 12 milhões de reais, pelo envio em massa de notícias falsas contra o candidato petista no aplicativo WhatsApp para favorecer a campanha presidencial de Bolsonaro.[58] A defesa de Bolsonaro diz que a campanha do candidato foi falsamente acusada, e que tomaria "as medidas judiciais cabíveis".[59] Segundo o PT, o ato consistiria na prática de caixa dois.[60]

Declarações sobre violência, tortura e regime militar

 
Bolsonaro segurando uma placa contra o politicamente correto, apesar de controverso essa sempre foi uma das bandeiras defendidas pelo político.

Em uma entrevista para a revista Veja em 2 de dezembro de 1998, o Bolsonaro afirmou que a ditadura chilena de Augusto Pinochet, a qual matou mais de 3.000 pessoas[61] e exilou outras 200.000,[62] "devia ter matado mais gente".[63] Ele também elogiou o presidente peruano Alberto Fujimori como um "modelo" pelo uso de uma intervenção militar contra o judiciário e o legislativo.[64] Em 1999, o deputado afirmou ao programa Câmera Aberta que era "favorável à tortura" e chamou a democracia de "porcaria". Se fosse presidente do país, respondeu que não havia "a menor dúvida" de que "fecharia o Congresso" e de que "daria um golpe no mesmo dia". Na mesma época, ao explicar ao apresentador Jô Soares por que defendeu o fuzilamento do então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), ele disse que "barbaridade é privatizar a Vale e as telecomunicações, entregar as nossas reservas petrolíferas ao capital externo".[65]

O deputado federal também é conhecido por alegar que a ditadura foi uma época "gloriosa" da história do Brasil. Em carta publicada no jornal Folha de S.Paulo, ele se refere ao período militar como "20 anos de Ordem e Progresso".[66] O deputado também afirmou, durante uma discussão com manifestantes em dezembro de 2008, que "o erro da ditadura foi torturar e não matar."[63]

Bolsonaro foi criticado pelos meios de comunicação, por políticos e pelo grupo Tortura Nunca Mais, sobretudo depois de ter afixado na porta de seu escritório um cartaz que dizia aos familiares dos desaparecidos da ditadura militar que "quem procura osso é cachorro".[67][68] Em 1993, apenas oito anos após o retorno da democracia no país, disse que apenas um regime militar conduziria a um Brasil mais "próspero e sustentável".[64]

Legalização da tortura e da pena de morte

Em 2000, Jair Bolsonaro defendeu, numa entrevista à publicação IstoÉ, a utilização da tortura em casos de narcotráfico e sequestro e a execução sumária em casos de crime premeditado. Bolsonaro justifica o uso da tortura pois, segundo ele, "o objetivo é fazer o cara abrir a boca", "ser arrebentado para abrir o bico." Bolsonaro também foi criticado pelos meios de comunicação, por políticos e pelo Grupo Tortura Nunca Mais, sobretudo depois de ter afixado na porta de seu escritório um cartaz que dizia aos familiares dos desaparecidos da ditadura militar "quem procura osso é cachorro".[69] Segundo o Grupo Tortura Nunca Mais, há outra denúncia contra o deputado na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, assinada por todas as entidades que estiveram presentes no "Encontro dos Anistiados", junto com um vídeo que mostra Bolsonaro saindo do Clube Militar do Rio de Janeiro, dizendo: "Nós não devíamos só torturar. Devíamos torturar e matar."[68] O deputado também afirmou, durante uma discussão com manifestantes em dezembro de 2008, que "o erro da ditadura foi torturar e não matar."[63] Bolsonaro já fez críticas tanto ao Governo Lula como ao de Fernando Henrique, cujo fuzilamento defendeu em sessão da Câmara, causando grande polêmica.[70]

Apoio à ditadura militar

O deputado federal é conhecido por suas alegações de que a ditadura militar brasileira teria sido um período glorioso da história do Brasil. Segundo carta do deputado publicada no jornal Folha de S.Paulo, foram "20 anos de ordem e progresso".[66] De acordo com a entrevista de 2000 dada à IstoÉ, Bolsonaro ainda defende a censura, embora a reportagem não especifique qual tipo. Em entrevista concedida no sítio da revista Época, em julho de 2011, o parlamentar afirmou que o regime militar não foi uma ditadura.[71]

Em uma entrevista dada ao programa Custe o Que Custar (CQC), no dia 28 de março de 2011, ele relatou que se espelha no governo ditatorial militar e que sente saudades dos presidentes Médici, Geisel e Figueiredo, todos governantes do regime. Também se posicionou a favor do possível desenvolvimento de uma bomba atômica no país. Ele se manifestou dizendo que "daria uma porrada", caso visse o seu filho fumando maconha.[72] O deputado também disse, em entrevista ao CQC, se espelhar no regime militar, pois sente falta "do respeito, da família, da segurança e da ordem pública e das autoridades que exerciam autoridade sem enriquecer".[73]

Em vídeo postado pelo seu filho, o também deputado Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), o parlamentar fluminense afirmou que "violência se combate com violência", e não com bandeiras de direitos humanos, como as defendidas pela Anistia Internacional, que ele afirmou ser formada por "canalhas" e "idiotas". Questionado sobre um levantamento da organização que mostrou que a polícia brasileira é a que mais mata no mundo, Bolsonaro disse: "Eu acho que essa Polícia Militar do Brasil tinha que matar é mais. Quase metade dessas mortes são em combate, em missão. Então, a Anistia Internacional está na contramão do que realmente precisa a segurança pública do nosso país." Dados da 9ª edição do Anuário de Segurança Pública, publicados pelo jornal Folha de S.Paulo, mostram que uma média de oito pessoas foram mortas todos os dias por policiais brasileiros.[74]

Dedicação a Carlos Alberto Brilhante Ustra

 
Jair Bolsonaro homenageou Carlos Alberto Brilhante Ustra, general que admite ter torturado trinta pessoas durante a Ditadura Militar Brasileira

No dia 17 de abril de 2016, durante votação, na Câmara, da admissibilidade de abertura de processo de impeachment de Dilma Rousseff, Jair Bolsonaro, em discurso, dedicou seu voto ao falecido coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, um dos militares mais temidos da Ditadura.[75] Nos anos de chumbo, chefiou o DOI-CODI, órgão de repressão do 2.º Exército, em São Paulo, e foi apontado por dezenas de perseguidos políticos e familiares de vítimas do regime militar como responsável por perseguições, tortura e morte de opositores do Golpe de 64.[76]

Agressão ao senador Randolfe Rodrigues

 
Senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP)

Durante a visita da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro ao 1.º Batalhão de Polícia do Exército, no Rio de Janeiro, onde funcionou o DOI-CODI, durante a ditadura, Bolsonaro empurrou o senador Randolfe Rodrigues, que tentava impedir a entrada de Bolsonaro no quartel. O senador do PSOL-AP afirmou que Bolsonaro chegou a dar-lhe um soco em sua barriga,[77] o que foi negado por ele.[78] No local, representantes de movimentos sociais, como o Tortura Nunca Mais, exigiam, aos gritos, a saída de Bolsonaro, que conseguiu entrar no prédio. A comitiva, no entanto, recusou-se a fazer a visita na presença de Bolsonaro. Além de Randolfe Rodrigues, estavam presentes o senador João Capiberibe (PSB-AP), que chegou a ser torturado nas dependências do batalhão durante a ditadura, e as deputadas federais Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Luiza Erundina (PSB-SP).[79][80]

Aborto

Em entrevista a Cláudia Carneiro para a revista Época em 2002, ele afirmou que já pensou em apoiar o aborto de um de seus filhos e que isso seria "uma decisão do casal".[81] Ainda em 2016, ele defendeu novamente o aborto para casos de estupro, pois segundo ele: "Não vou discutir, já é lei. Se alguém apresentar projeto para revogar, é outra história."[82]

Indicação do Ministério da defesa

O então deputado em 2002 afirmou preferir Aldo Rebelo, então do PCdoB para o Ministério da Defesa, se justificando dizendo que "As coisas mudaram. Hoje, comunista toma uísque, mora bem e vai na piscina" além de dizer que 'Vim tentar um espacinho na agenda do Lula para desmentir essa história de que o Aldo tem restrições nas Forças Armadas. Pelo contrário, é uma pessoa que entende do assunto e tem grande respeito".[83]

Declarações sobre mulheres

 
Bolsonaro discute com Maria do Rosário no plenário da Câmara dos Deputados durante discussão sobre a violência contra a mulher.
 
Bolsonaro fala com a imprensa sobre ter virado réu no STF por dizer que Maria do Rosário "não merece ser estuprada"

Bolsonaro é considerado machista e sexista por vários setores da sociedade. Em 11 de novembro de 2003, Bolsonaro discutiu com a deputada Maria do Rosário, do PT, sob as lentes das emissoras de televisão que gravavam uma entrevista do deputado à RedeTV! no Congresso Nacional. Na ocasião, Bolsonaro afirmou que os menores de 16 anos deveriam ser penalmente imputáveis, ao que a deputada reagiu contrariamente. Bolsonaro, então, teria dito à deputada que chamasse o marginal Champinha, do Caso Liana Friedenbach e Felipe Caffé, para ser motorista da sua filha pequena. A discussão resultou em ofensas pessoais, com Bolsonaro afirmando que Rosário o chamava de estuprador após ela acusá-lo de promover a violência,[84] tendo ele respondido: "Jamais iria estuprar você, porque você não merece."[85] Após Maria do Rosário declarar que daria uma bofetada em Bolsonaro caso ele tentasse estuprá-la, Bolsonaro revidou dizendo "dá que eu te dou outra" e empurrou Maria do Rosário, chamando-a em seguida de "vagabunda", e obrigando um segurança a contê-lo.[86] Ela, revoltada, saiu chorando do local, tendo-o criticado por chamar qualquer mulher de “vagabunda”. Depois de representações sem sucesso movidas contra o deputado pedindo sua cassação, Bolsonaro afirmou "estar se lixando" para elas.[87]

No dia 9 de dezembro de 2014, o deputado repetiu a ofensa que proferiu contra Maria do Rosário em 2003 após ela dizer que a ditadura militar foi "vergonha absoluta" para o Brasil. Em plenário, Bolsonaro proferiu a seguinte frase contra a deputada: "Fica aí, Maria do Rosário, fica. Há poucos dias, tu me chamou de estuprador, no Salão Verde, e eu falei que não ia estuprar você porque você não merece. Fica aqui pra ouvir." A fala do deputado causou forte repercussão e foi alvo de diversas críticas.[88] Maria do Rosário, que é ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, também decidiu protocolar uma denúncia contra Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) por conta do ocorrido. Na denúncia protocolada no STF, consta que "em sua manifestação, o deputado federal do PP, Jair Bolsonaro, fez afirmações de teor ameaçador, incitador de violência contra a dignidade sexual, as quais ostentam, a um só tempo, configuração criminal de opinião caluniosa e injuriosa que, induvidosamente, destinam-se a ofender a dignidade sexual, a honra e a cidadania."[89][90] Além disso, uma petição online aberta no site Avaaz para pedir a cassação de Bolsonaro reuniu quase 300 mil assinaturas.[91]

Em junho de 2016, o Supremo Tribunal Federal (STF), ao analisar denúncia da Procuradoria Geral da República e queixa da própria deputada Maria do Rosário, decidiu abrir duas ações penais contra o deputado Bolsonaro. Em uma decisão por quatro votos contra um, a Segunda Turma do STF entendeu que além de incitar a prática do estupro, Bolsonaro ofendeu a honra da colega. Como resultado o deputado tornou-se réu pela suposta prática de apologia ao crime e por injúria. A denúncia contra Bolsonaro por apologia ao crime foi apresentada em dezembro de 2014 por Ela Wiecko (vice-procuradora-geral da República), e caso condenado, ele pode ser punido com pena de 3 a 6 meses de prisão, mais multa.[92] Em setembro de 2015, o deputado foi condenado em primeira instância por danos morais, devido às ofensas proferidas contra a deputada Maria do Rosário.[93] Em 15 de agosto de 2017, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve uma decisão da primeira instância e determinou que o parlamentar pague uma indenização de 10 mil reais para Maria do Rosário por danos morais.[94]

Segundo o coordenador nacional do MNDH, Gilson Cardoso, Bolsonaro se opõe à Lei Maria da Penha, que busca coibir a violência doméstica contra mulheres.[95] Em entrevista dada à Revista IstoÉ, Bolsonaro afirmou controlar a vestimenta da mulher no que diz respeito ao topless. Sobre seu primeiro casamento, Bolsonaro afirmou que a ex-mulher era obrigada a "seguir suas ideias" na política. Em entrevista ao jornal Zero Hora em fevereiro de 2015, o deputado afirmou que não acha justo que mulheres e homens recebam o mesmo salário porque as mulheres engravidam. Em um trecho da entrevista, Bolsonaro afirma:

Entre um homem e uma mulher jovem, o que o empresário pensa? "Poxa, essa mulher tá com aliança no dedo, daqui a pouco engravida, seis meses de licença-maternidade…" Bonito pra c…, pra c…! Quem que vai pagar a conta? O empregador. No final, ele abate no INSS, mas quebrou o ritmo de trabalho. Quando ela voltar, vai ter mais um mês de férias, ou seja, ela trabalhou cinco meses em um ano. Por isso que o cara paga menos para a mulher!
— Jair Bolsonaro[96]
 
Manifestante protestando contra Bolsonaro, durante palestra deste na Hebraica do Rio de Janeiro, em 3 de Abril de 2017.

Em abril de 2017, em um discurso no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro, Bolsonaro fez um menção sobre sua filha Laura, de 6 anos, ao dizer:

Eu tenho cinco filhos. Foram quatro homens, aí no quinto eu dei uma fraquejada e veio uma mulher.
— Jair Bolsonaro[97][98]

Em 8 de março de 2018, no Dia Internacional da Mulher, ao ser questionado sobre se aumentaria a participação feminina em um eventual governo, Bolsonaro respondeu: "Respeito as mulheres, mas alguém aqui quer a volta da Dilma (Rousseff) por acaso? [...] Não é questão de gênero. Tem que botar quem dê conta do recado. Se botar as mulheres vou ter que indicar quantos afrodescendentes?"[99][100][101]

No final de agosto de 2019, um dos seguidores da página de Bolsonaro no Facebook postou uma montagem com duas fotos, uma com Emmanuel Macron e sua esposa, Brigitte, e outra de Bolsonaro e Michelle, em uma publicação que o presidente brasileiro havia feito sobre as queimadas. "Entende agora pq Macron persegue Bolsonaro?", escreveu o seguidor. A página oficial de Bolsonaro então respondeu com a mensagem: "não humilha cara. kkkk". Posteriormente, a resposta foi apagada, mas membros do Governo Bolsonaro, como Renzo Gracie[102] e Paulo Guedes,[103] também questionaram a aparência de Brigitte. As declarações causaram repercussão negativa[104][105] e impulsionaram a campanha online #DesculpaBrigitte, pela qual a primeira-dama francesa prestou agradecimentos públicos.[106] O incidente foi a maior crise diplomática entre os dois países desde a Guerra da Lagosta nos anos 1960.[107][108] Em uma entrevista durante a reunião do G7, Macron disse que o comentário de Bolsonaro sobre sua mulher foi "extremamente desrespeitoso", além de "triste" e uma "vergonha" para as mulheres brasileiras. Ele disse que "respeita" os brasileiros, mas que espera que "eles tenham muito rapidamente um presidente que se comporte à altura" do cargo.

 
Protesto de mulheres na Avenida Paulista em março de 2019.

Em 18 de fevereiro de 2020, durante uma entrevista a um grupo de simpatizantes em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro insultou a jornalista Patrícia Campos Mello com uma insinuação sexual: "Ela queria dar o furo a qualquer preço contra mim." O depoimento à CPMI ao qual o presidente se referia era de Hans River do Rio Nascimento, que trabalhou para a Yacows, empresa especializada em marketing digital, durante a campanha eleitoral de 2018. Diversos partidos e políticos e por entidades jornalísticas, que consideraram a fala um ataque à democracia, repudiaram a atitude do presidente.[109] Para a Associação Nacional de Jornais (ANJ), a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e o Observatório da Liberdade de Imprensa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a fala de Bolsonaro desrespeita a imprensa e o seu trabalho essencial na democracia. A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) chamou a agressão de "covarde" e pediu à Procuradoria-Geral da República que denuncie a quebra de decoro de Bolsonaro. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo afirma que a fala do presidente pode ser classificada como injúria e é passível de responsabilização criminal. A Federação Nacional dos Jornalista (Fenaj), em nota assinada pela Comissão Nacional de Mulheres, diz que o episódio foi de "machismo, sexismo e misoginia". Em nota, a Folha de S.Paulo afirmou: "O presidente da República agride a repórter Patrícia Campos Mello e todo o jornalismo profissional com a sua atitude. Vilipendia também a dignidade, a honra e o decoro que a lei exige do exercício da Presidência".[110][111][112]

Declarações sobre LGBTs

 
Os deputados federais Marco Feliciano e Jair Bolsonaro são conhecidos por fazerem declarações consideradas homofóbicas.[113][114]
 
Beijaço contra Bolsonaro e Marco Feliciano na Câmara em maio de 2016.

Jair Bolsonaro opõe-se ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e a adoção de filhos por casais homossexuais, além da alteração no registro civil para transexuais.[114] Em uma entrevista para a revista Playboy, em junho de 2011, Bolsonaro afirmou:

Seria incapaz de amar um filho homossexual. Não vou dar uma de hipócrita aqui: prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí. Para mim ele vai ter morrido mesmo ... Se um casal homossexual vier morar do meu lado, isso vai desvalorizar a minha casa! Se eles andarem de mão dada e derem beijinho, desvaloriza.
— Jair Bolsonaro[115]

Também em 2011, um processo contra o deputado foi aberto no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar pelo PSOL, que o acusou de disseminar preconceito e estimular violência, citando uma discussão do deputado com uma senadora sobre o projeto de lei que criminaliza a homofobia, em 12 de maio, no Senado.[116] Cita também a participação de Bolsonaro no programa CQC.[116] Em julho do mesmo ano, durante uma entrevista para leitores da revista Época, Bolsonaro disse que é "preconceituoso" e que tem "muito orgulho" disso.[117] Bolsonaro também defendeu palmadas para "corrigir" filhos homossexuais, em uma declaração da Câmara do Senado, em que a palmada devia ser aplicada para mudar filho gayzinho.[118]

Ainda em 2011, na entrevista que forneceu ao programa CQC, da Rede Bandeirantes, Bolsonaro também se posicionou contra os movimentos que fazem "apologia" à homossexualidade e à bissexualidade. Disse que seu filho, com "boa educação e um pai presente", "não corre o risco" de se tornar homossexual, e que desfiles gays são "promoção de maus costumes". Ao ser perguntado pela cantora Preta Gil sobre o que faria se seu filho caso apaixonasse por uma garota negra, Bolsonaro disse que "não discutiria promiscuidade" e que "não corre esse risco porque seus filhos foram muito bem educados", uma das declarações que mais causou polêmica na entrevista.[72][119][120] Em 3 de abril, foi realizado um mini ato contra esta e outras declarações do deputado no programa.[119][120] Em 9 novembro de 2017, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro condenou Bolsonaro a pagar uma multa de 150 mil reais por dano moral coletivo devido a declarações dadas pelo parlamentar em 2011 ao programa CQC, quando afirmou que "não corre o risco" de ter um filho homossexual porque seus filhos têm uma "boa educação". A juíza Luciana Teixeira disse que o deputado abusou do seu direito de livre expressão para cometer ato ilícito. "Não se pode deliberadamente agredir e humilhar, ignorando-se os princípios da igualdade e isonomia, com base na invocação à liberdade de expressão".[121]

Em 2002, um projeto de lei sobre direitos humanos foi encaminhado ao Congresso Nacional, onde pretendia-se alterar o Código Penal Militar para extinguir diferenciação na punição entre práticas libidinosas homo e heterossexuais.[122][123][124] Bolsonaro se opôs, alegando que isto reduziria a segurança dos militares e os obrigaria a se tornarem homossexuais.[122][123][124]

Com mais este passo dado em relação à liberalização sexual dentro das Forças Armadas, seria compelido a lutar contra o serviço militar obrigatório. Nenhum pai estaria tranqüilo ao saber que seu filho, durante cinco dias de acampamento, foi obrigado a dormir numa minúscula barraca com um recruta homossexual sem poder reclamar, pois se assim procedesse seria punido por crime de discriminação sexual! [...] Conta-se que um comandante da Marinha inglesa, precocemente pedira transferência para a reserva, e indagado sobre o motivo, já que tinha tudo para uma longa carreira, respondeu: "Quando entrei para a Marinha, o homossexualismo era proibido, agora passou a ser tolerável, vou embora antes que se torne obrigatório".
— Jair Bolsonaro, sobre o projeto de lei de 2002.

O deputado federal associa a homossexualidade à pedofilia pois, como afirmou numa entrevista concedida ao Jornal de Notícias, "muitas das crianças que serão adotadas por casais gays vão ser abusadas por esses casais homossexuais."[125]

Uma petição foi criada pela Avaaz com o intuito de apoiar o Projeto de lei 122 de 2006.[126] Nesta, é dito que Bolsonaro apresenta ideias homofóbicas e que elas são perigosas.[126] Em entrevista para a revista Época sobre o Projeto de Lei 122, em julho de 2011, Bolsonaro disse:

A maioria dos homossexuais é assassinada por seus respectivos cafetões, em áreas de prostituição e de consumo de drogas, inclusive em horários em que o cidadão de bem já está dormindo.
— Jair Bolsonaro[71]

Em uma entrevista para o documentário "Out There", feito pelo ator e comediante britânico Stephen Fry e exibido na BBC em 2013, o deputado afirmou: "Nenhum pai tem orgulho de ter um filho gay ... Nós, brasileiros, não gostamos dos homossexuais". Em um comentário sobre o que ouviu, Fry disse: "Bolsonaro é o típico homofóbico que eu encontrei pelo mundo, com seu mantra de que os gays querem dominar a sociedade, recrutar crianças ou abusar delas. Mesmo num país progressista como o Brasil, suas mentiras criam histeria entre os ignorantes, de onde a violência pode surgir."[127] Em outra entrevista, concedida ao El País em fevereiro de 2014, Bolsonaro disse que a "maioria" dos homossexuais são "fruto do consumo de drogas".[128]

Em março de 2016, a atriz norte-americana Ellen Page divulgou uma entrevista concedida por Bolsonaro em 2015 e que faz parte de um episódio que trata sobre a homofobia no Brasil, feito por ela para a série de documentário "Gaycation". Na entrevista, Page, que assumiu publicamente sua homossexualidade, diz que tinha lido uma reportagem onde o deputado afirmava que filho homossexuais deviam apanhar e pergunta se Bolsonaro achava que ela também devia ter apanhado na infância. O deputado respondeu ao dizer que o número "crescente" de gays assumidos se deve a "às liberalidades, às drogas e à mulher também trabalhando".[129]

Em 9 novembro de 2017, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro o condenou a pagar uma multa de 150 mil reais por dano moral coletivo devido a declarações dadas pelo parlamentar em 2011 ao programa CQC, quando afirmou que "não corre o risco" de ter um filho homossexual porque seus filhos têm uma "boa educação". A juíza Luciana Teixeira disse que o deputado abusou do seu direito de livre expressão para cometer ato ilícito. "Não se pode deliberadamente agredir e humilhar, ignorando-se os princípios da igualdade e isonomia, com base na invocação à liberdade de expressão", afirmou a magistrada.[121]

Em 11 de janeiro de 2016, no entanto, Bolsonaro alegou em um vídeo publicado em seu canal oficial: "Eu não tenho nada a ver com comportamento de quem quer que seja. Se o homem e a mulher resolver mais tarde ir morar com o companheiro, formar um par, ir morar com aqueles do mesmo sexo, vá ser feliz. Mas não podemos admitir, que por omissão nossa do Parlamento, crianças se tornem homossexuais no futuro, ou tenham esse comportamento homossexual no futuro, por influência da escola. Isso é inadmissível."[130] Desde então, ele afirma que não tem nada contra gays e que combate apenas o 'Kit Gay' nas escolas.[131]

Discussão na TV Câmara

Em 2010, Bolsonaro correu o risco de ser expulso da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados por defender, primeiramente em um debate da TV Câmara e posteriormente em outros programas, que bater no filho é a melhor forma de evitar que ele se torne gay.[132] Segundo a deputada Iriny Lopes, presidente da Comissão, alguma providência seria tomada antes do fim do ano legislativo, já que o que foi dito pelo deputado agride duplamente os direitos humanos. Pedro Wilson, outro deputado membro da Comissão, apoiou a decisão da presidente e acrescentou que esta não havia sido a primeira vez que Bolsonaro agia de tal forma. Em resposta à decisão, Bolsonaro, em ironia e deboche, disse estar se lixando para eles e pediu respeito à, segundo ele, minoria heterossexual que ele representa na Comissão.[132]

O filho começa a ficar assim meio gayzinho, leva um coro, ele muda o comportamento dele. Olha, eu vejo muita gente por aí dizendo: ainda bem que eu levei umas palmadas, meu pai me ensinou a ser homem.
— Jair Bolsonaro, durante discussão sobre a Lei da Palmada na TV Câmara.[132][133][134][135][136]

Um requerimento propondo punição ao deputado e assinado por Pedro Wilson, Iriny Lopes e Chico Alencar foi aprovado em 1 de dezembro do mesmo ano.[132] Bolsonaro, que estava presente na reunião, ria enquanto era reprovado e manteve suas declarações. Foi defendido pelo deputado Fernando Chiarelli, ambos também criticando a cartilha elaborada pelo Ministério da Educação para ensinar as crianças a conviver com colegas homossexuais.[132] Apesar da postura de Bolsonaro ter sido reprovada pela maioria dos membros da Comissão, os parlamentares se opuseram à aplicação de punição.[132]

Declarações sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo

Em maio de 2011, após o reconhecimento da união estável de casais homossexuais pelo Supremo Tribunal Federal, Jair Bolsonaro afirmou que o "próximo passo vai ser a adoção de crianças (por casais homossexuais) e a legalização da pedofilia", forçando uma associação entre pedofilia e homossexualidade.[137] As falas de Bolsonaro foram ironizadas por internautas no Twitter após a decisão do STF.[138][139]

Também, panfletos com ataques aos defensores dos homossexuais foram espalhados pela cidade de Resende, no Rio de Janeiro, assinados pelo deputado. O material também estava disponível em seu site.[139]

Com o falso discurso de combater a homofobia, o MEC em parceria com grupos LGBTs, na verdade, incentivam o homossexualismo nas escolas públicas de 1° Grau, bem como, tornam nossos filhos presas fáceis para pedófilos.
— Trecho localizado ao lado de uma foto de Jair Bolsonaro fardado, no panfleto distribuído em Resende e assinado pelo mesmo.

Discussão com Jean Wyllys na Câmara

No dia 27 de abril de 2011, Bolsonaro se envolveu numa nova polêmica, desta vez com o deputado Jean Wyllys (PSOL). Numa audiência sobre segurança pública, Wyllys teria dito ao ministro da justiça José Cardozo que "o crime tem muitas causas e uma das causas é o ódio, fruto do racismo e do preconceito. Estimular ódio e assassinato não é liberdade de expressão". Para provocar Wyllys, abertamente homossexual, Bolsonaro afirmou, após criticar o plano nacional de direitos humanos, que conhecia pais que "têm vergonha de seus filhos gays".[140][141][142] Interrompido pela presidente da comissão de direitos humanos, Manuela d'Ávila (PCdoB), que considerou as falas do deputado ofensivas, Bolsonaro negou ter ofendido algum parlamentar. Wyllys, contudo, disse ter se sentido ofendido com as afirmações do deputado, que por sua vez atacou Wyllys pessoalmente dizendo "O problema é seu. Eu não teria orgulho de ter um filho como você". Mais uma vez, a presidente da comissão foi obrigada a intervir para evitar que Bolsonaro iniciasse um bate-boca. Ao sair da audiência, o ministro José Eduardo Cardozo disse "Seres humanos devem ser tratados como seres humanos. As pessoas têm o direito de ser o que quiserem. Podemos até discordar, mas não sair por aí manifestando posições odiosas, de ódio mortífero".[143]

Discussão com Marinor Brito e panfletos "antigay"

No dia 11 de maio de 2011, Bolsonaro distribuiu no Senado panfletos contrários ao kit que, segundo ele, o Ministério da Educação planejava distribuir em escolas contra a discriminação de homossexuais e que Bolsonaro considerava como "promoção do homossexualismo". Os panfletos, que se colocam contra um plano de promoção dos direitos humanos e LGBT ensejaram forte oposição da senadora Marinor Brito (PSOL). A senadora, que defende a criminalização da homofobia e qualquer declaração contra a conduta homossexual, vendo Bolsonaro apresentar panfletos aos meios de comunicação atrás de Marta Suplicy,[144] que dava entrevista, reagiu batendo nos papéis e dizendo "tira isso daqui", ao que Bolsonaro reagiu, chamando-a de "heterofóbica". Bolsonaro mais tarde afirmou que "Já que está difícil ter macho por aí, eu estou me apresentando como macho e ela aloprou. Não pode ver um heterossexual na frente. Ela deu azar duas vezes: uma que sou casado e outra que ela não me interessa. É muito ruim, não me interessa."[145] Segundo jornalistas, Brito e Bolsonaro quase chegaram a se agredir fisicamente. No mesmo dia, Marinor Brito entrou com uma representação contra o deputado, dizendo que "o parlamentar deve servir de exemplo à sociedade".[146] O antropólogo Luis Mott afirmou que processaria Bolsonaro, uma vez que os panfletos do deputado trariam a foto de Mott acompanhada de frases que, de acordo com Mott, não são de sua autoria.[147]

Declarações sobre negros

 
Ao ser questionado por Preta Gil sobre o que faria se seu filho caso apaixonasse por uma garota negra, Bolsonaro disse que "não corre esse risco porque seus filhos foram muito bem educados"[72]

Em uma entrevista dada ao programa Custe o Que Custar (CQC), no dia 28 de março de 2011, ao ser perguntado pela cantora Preta Gil sobre o que faria se seu filho caso apaixonasse por uma garota negra, Bolsonaro disse que "não discutiria promiscuidade" e que "não corre esse risco porque seus filhos foram muito bem educados", uma das declarações que mais causou polêmica na entrevista.[72]

No dia seguinte, afirmou que a resposta a Preta Gil fora um "mal entendido".[148] A cantora disse que entrará com uma representação no Ministério Público contra Bolsonaro por homofobia e preconceito racial.[149] A Ordem dos Advogados do Brasil anunciou que encaminhará pedido de cassação do mandato de Bolsonaro por quebra de decoro parlamentar, justificando que as declarações do deputado do Partido Progressista são "inaceitavelmente ofensivas pois têm um cunho racista e homofóbico, incompatível com as melhores tradições parlamentares brasileiras".[150] Na quarta-feira seguinte ao programa, Bolsonaro declarou que "está se lixando para esse pessoal", referindo-se a movimentos LGBT.[151]

Em resposta aos protestos contra Bolsonaro, seus filhos, Carlos e Flávio Bolsonaro, vereador e deputado estadual, respectivamente, ambos pelo PP-RJ, disseram que a última declaração dada na entrevista, em que classificou o namoro inter-racial como uma "promiscuidade", pode ter sido mal interpretada por um erro na edição feita pelo programa. Também disseram, defendendo as declarações contra homossexualidade na família, que ser homossexual não é o "normal", que apenas uma minoria tem esse posicionamento e que a maioria dos brasileiros pensa como Jair Bolsonaro, defendendo a integridade da família e a segurança. O próprio Bolsonaro justificou-se alegando que pensou que a pergunta fosse sobre o relacionamento de seu filho com um homossexual.[152] Os filhos de Bolsonaro consideram como "oportunistas" todas as pessoas que acusam o deputado de ser homofóbico e racista, eles mostram-se completamente a favor do pai e afirmam que têm as mesmas opiniões do deputado.[153] Bolsonaro se defendeu dizendo que foi entrevistado por meio de um computador e que não entendeu a última pergunta da entrevista.[154]

Ele entende que a homossexualidade é fruto do meio onde a pessoa convive. E nós não convivemos. Nós, graças a Deus, convivemos no meio familiar. Não convivemos em meios tão badalados, como alguns artistas gostam de frequentar. Essa é a posição dele, ele não está querendo se referir ao homossexualismo como uma doença.
Flávio Bolsonaro, deputado estadual pelo PP-RJ e filho de Jair, explicando afirmações do deputado na entrevista cedida ao CQC sobre a homossexualidade e a família.

Bolsonaro combinou que voltaria ao programa para esclarecer suas afirmações, em especial sobre a pergunta de Preta Gil, em que chamou de "promiscuidade" o namoro entre seu filho e uma negra.[155] A entrevista gerou muita polêmica e rendeu ao deputado vários protestos e acusações. As declarações de Bolsonaro foram consideradas um "caso explícito de racismo" por Luiza Bairros, ministra-chefe da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.[156] A ministra se referiu à declaração de Bolsonaro sobre cotas raciais e afirmou que não se pode confundir a liberdade de expressão com um crime de preconceito racial. Segundo ela, Bolsonaro cometeu um crime previsto na constituição brasileira.[156] O deputado havia dito que não aceitaria "ser operado por um médico cotista" ou "embarcar em um avião comandado por um piloto cotista".[157][158]

As declarações de Bolsonaro repercutiram também nas redes sociais. Em menos de uma semana, uma página no Facebook contava com mais de vinte mil membros que protestavam contra as supostas declarações de homofobia e racismo do deputado.[154] No Twitter, a hashtag com o título de "forabolsonaro" ficou entre as mais comentadas da semana.[154] Outros sites contam com mais de vinte e cinco mil assinaturas pedindo a cassação do mandato do deputado.[154] Bolsonaro pode ser processado, para a OAB, que defendeu que a Câmara dos Deputados abra um processo contra o deputado por quebra de decoro.[159] Até às onze horas do dia 7 de abril de 2011, o site na internet que permite o cadastramento de pessoas que querem "proteger o Brasil de Bolsonaro" e pretende atingir a marca de cem mil cadastramentos, já chegava a 79 mil assinaturas pela Internet.[126]

Na segunda-feira seguinte ao programa da entrevista, originalmente exibida em 28 de março de 2011, o programa CQC reapresentou as duas perguntas mais polêmicas da entrevista,[160] a de que ele era contra cotas raciais, em que foi interpretado como racista, e a pergunta de Preta Gil, em que o deputado de refere ao namoro entre raças diferentes, em especial do seu filho com uma negra, como uma promiscuidade. O deputado, em relação a última pergunta da entrevista, esquivou-se dizendo que não havia entendido a pergunta feita por Preta Gil, apoiando-se também no comentário do apresentador Marcelo Tas, que disse que queria acreditar que "o deputado não entendeu a pergunta". Bolsonaro afirmou ter entendido que o namoro seria com um homossexual. Também respondeu que seus filhos foram "muito bem-educados" e não viveram num meio como "lamentavelmente" vivera a cantora. Um dos apresentadores do programa, Rafinha Bastos supôs que o deputado havia se apoiado na inexistência de uma lei contra a homofobia para que sua resposta não fosse considerada um crime, como seria se a resposta tivesse sido racista. O deputado ainda prometeu explicar-se publicamente. Alguns grupos que estão a favor de Bolsonaro também se manifestaram. Neonazistas convocam "ato cívico" a favor de Bolsonaro através de redes sociais.[161] Uma manifestação convocada pela internet[162] ocorreu em 9 de abril, próximo ao MASP, em São Paulo. Um grupo contrário a Bolsonaro, formado por cerca de setenta, exibiu cartazes e cantos de guerra; o grupo favorável ao deputado tinha por volta de quarenta integrantes, sem nenhum negro. Apesar de tensão e de intervenção policial, não houve confronto.[163][164] Mesmo sem agressão física, oito integrantes do grupo que apoiava Bolsonaro e duas do grupo contra o pepista foram detidas. Os primeiros faziam parte dos grupos Ultradefesa, União Nacionalista e Carecas, averiguados por crime de intolerância, e os últimos eram punks anarquistas que não portavam documentos. Um participante do grupo autodenominado "nacionalista" ainda teve de ser retirado após discutir com integrante do movimento gay.[165] Ainda em redes sociais, simpatizantes de Bolsonaro pedem que ele concorra a presidência, como em "Bolsonaro para Presidente", e se dizem "fãs" do deputado.[162]

Várias instituições responsáveis pela promoção dos direitos humanos pediram investigação e punição de Jair Bolsonaro. O Movimento Nacional pelos Direitos Humanos exigiu que o deputado fosse punido pelas declarações, afirmando que, "como toda Nação brasileira [sic], o Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) se viu perplexo e indignado diante das ofensas racistas e homofóbicas proferidas pelo deputado federal Jair Bolsonaro contra a cantora Preta Gil, e por consequência contra ambos os grupos sociais, em programa de televisão, na última segunda-feira, dia 28 de março."[166] A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transsexuais pediu investigação criminal de Jair Bolsonaro com base nos crimes de racismo e injúria e difamação.[167] A UNESCO, braço da ONU, pediu que as falas de Bolsonaro fossem investigadas.[168] A Folha de S.Paulo, em editorial do dia 5 de abril, defendeu que o deputado fosse submetido a juízo político por discriminação e preconceito, embora se opondo à cassação. O grupo Tortura Nunca Mais publicou uma nota de repúdio às falas de Jair Bolsonaro.[68] Por meio do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CNCD/LGBT), o governo federal brasileiro afirmou que "Bolsonaro reforça a sua faceta homofóbica, racista e sexista, agindo, de forma deliberada, com posturas incompatíveis com o decoro e a ética exigida de um representante da sociedade brasileira no Congresso Nacional". Segundo a ministra da Igualdade Racial, as declarações de Bolsonaro foram "caso explícito de racismo".[169] A coordenadora da organização não-governamental Actionaid, Rosana Heringer, defendeu que, na impossibilidade de cassação de Bolsonaro pela lei do racismo, "ele merece uma punição do ponto de vista simbólico e cultural, para pensar duas vezes antes de falar isso de novo."[170] A Comissão de Direitos Humanos da Câmara disse que investigará Bolsonaro por suas falas de conteúdo discriminatório.[171] O presidente da Fundação Palmares, Eloi Ferreira de Araujo, demonstrou indignação em relação às falas de Bolsonaro. Segundo ele, "É preciso coibir todo e qualquer ato que vise fomentar o racismo. E é isso que faremos".[172] No dia 6 de abril de 2011 o deputado Bolsonaro faltou à reunião da Comissão de Direitos Humanos quando, segundo seu gabinete, preparava uma defesa contra as acusações de racismo pela entrevista cedida ao programa de televisão.[173] No mesmo dia, manifestantes fizeram um protesto contra o deputado, exibindo cartazes com uma caricatura de Bolsonaro assemelhando-se a Adolf Hitler e trazendo a hashtag "#forabolsonaro", utilizada no Twitter para promover a indignação contra as declarações do deputado.[173][174] Mais tarde, foi divulgado que o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Yann Evanovick, afirmou que "Não dá para um país, com teoricamente uma democracia plena, ter parlamentares preconceituosos, homofóbicos e machistas, como o deputado Bolsonaro". Junto dele, a União Nacional dos Estudantes e outras vinte entidades enviaram um documento à Comissão de Direitos Humanos pedindo a investigação de Bolsonaro por crime de racismo.[175] O presidente da câmara, Marco Maia (PT), disse estudar a possibilidade de alteração no código de ética da Câmara para viabilizar punições alternativas ao deputado.[176] Protestos de grupos ligados à UNE, movimentos indígenas, negros e religiosos protestaram no dia 7 de abril na Câmara Federal, comparando Bolsonaro a Hitler.[177]

A entrevista ao CQC rendeu ao deputado vários processos por quebra de decoro e racismo. Para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, a Câmara dos Deputados abriu um processo contra Bolsonaro.[178] A cantora Preta Gil também entrou com um pedido de processo contra o deputado por racismo, alegando que as declarações foram claramente racistas e que o próprio deputado "assume o que é", a cantora agradeceu ao programa por, supostamente, "provar" esse racismo.[179] Em 6 de abril de 2011, o deputado foi notificado pela Corregedoria da Câmara para apresentar defesa contra petições protocoladas por seus pares notificando o caso.[180] Não obstante, o Conselho de Defesa da Pessoa Humana, do Governo Federal, decidiu encaminhar uma queixa formal à Procuradoria-Geral da República pela suposta prática do parlamentar acerca de racismo e homofobia. A Secretaria da Igualdade Racial e os deputados Édson Santos e Luiz Alberto, ambos do PT, reiteraram pedido da Câmara.[181] Em 2013, foi aberto um inquérito contra Bolsonaro ao STF pelas declarações supostamente racistas feitas contra a cantora, que, após análise do ministro, foi arquivado por falta de provas em 2015, sob a justificativa de que a emissora não disponibilizou a íntegra da gravação da entrevista, mas somente sua versão editada, não sendo assim possível averiguar se Bolsonaro estava referindo-se a pergunta feita,[182] como também justificou o próprio Bolsonaro no programa Programa Raul Gil.[183]

Quilombolas

Jair Bolsonaro tratou com total menoscabo os integrantes de comunidades quilombolas. Referiu-se a eles como se fossem animais, ao utilizar a palavra 'arroba'. Esta manifestação, inaceitável, alinha-se ao regime da escravidão, em que negros eram tratados como mera mercadoria, e à ideia de desigualdade entre seres humanos, o que é absolutamente refutado pela Constituição brasileira e por todos os Tratados e Convenções Internacionais de que o Brasil é signatário, que afirmam a igualdade entre seres humanos como direito humano universal e protegido. Jair Bolsonaro ainda consignou, em comparação, que os japoneses são um povo trabalhador, que não pede esmola. Assim, evidenciou que, em sua visão, há indivíduos ou povos superiores a outros, tratando quilombolas como seres inferiores. Estas manifestações feitas pelo acusado, de incitação a comportamento e sentimento xenobófico, reforça atitudes de violência e discriminação que são vedadas pela Constituição e pela lei penal"

Em abril de 2017, em um discurso no Clube Hebraica, na zona sul do Rio de Janeiro, o deputado federal disse que irá acabar com todas as terras indígenas e comunidades quilombolas do Brasil caso seja eleito em 2018. Ele também afirmou que irá terminar com o financiamento público para ONGs: "Pode ter certeza que se eu chegar lá (presidência da República) não vai ter dinheiro pra ONG. Se depender de mim, todo cidadão vai ter uma arma de fogo dentro de casa. Não vai ter um centímetro demarcado para reserva indígena ou pra quilombola." Ele também alegou que as reservas indígenas e quilombolas atrapalham a economia. "Onde tem uma terra indígena, tem uma riqueza embaixo dela. Temos que mudar isso daí", afirmou.[185]

Eu fui num quilombola (sic). O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada! Eu acho que nem pra procriador ele serve mais. Mais de 1 bilhão de reais por ano é gastado com eles.
— Jair Bolsonaro[185][186][187]

Após a frase sobre quilombolas, o parlamentar foi denunciado pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, que afirmou que Bolsonaro usou expressões injuriosas, preconceituosas e discriminatórias com objetivo de ofender e ridicularizar as comunidades quilombolas e a população negra.[188] Em 3 de outubro de 2017, o deputado foi condenado a pagar 50 mil reais de multa pelo crime de danos morais.[189]

No dia 13 de abril de 2018, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou outra denúncia contra Bolsonaro pelo crime de racismo, que é inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão de 1 a 3 anos mais multa. Na denúncia, a procuradora-geral da República Raquel Dodge pede que o parlamentar pague 400 mil reais por danos morais coletivos e afirma: "Jair Bolsonaro tratou com total menoscabo os integrantes de comunidades quilombolas. Referiu-se a eles como se fossem animais, ao utilizar a palavra 'arroba'. Esta manifestação, inaceitável, alinha-se ao regime da escravidão, em que negros eram tratados como mera mercadoria, e à ideia de desigualdade entre seres humanos, o que é absolutamente refutado pela Constituição brasileira e por todos os Tratados e Convenções Internacionais de que o Brasil é signatário, que afirmam a igualdade entre seres humanos como direito humano universal e protegido. Jair Bolsonaro ainda consignou, em comparação, que os japoneses são um povo trabalhador, que não pede esmola. Assim, evidenciou que, em sua visão, há indivíduos ou povos superiores a outros, tratando quilombolas como seres inferiores. Estas manifestações feitas pelo acusado, de incitação a comportamento e sentimento xenobófico, reforça atitudes de violência e discriminação que são vedadas pela Constituição e pela lei penal", concluiu a procuradora.[190]

Declarações sobre indígenas e imigrantes

Jair Bolsonaro também ganhou notoriedade por comentários considerados preconceituosos pelos seus críticos à política indígena do Governo Federal, em um de seus pronunciamentos a uma audiência na Câmara dos Deputados, que tratava sobre a questão indígena em Roraima. Neste dia, Bolsonaro afirmou que os povos indígenas eram "fedorentos e não educados". A crítica, principalmente voltada à política de demarcação de terras indígenas, culminou com Bolsonaro afirmando que pessoas como os índios, supostamente não "educados" e "não falantes de nossa língua", não deveriam ter direito a uma tão grande porção de terra. Os comentários de Bolsonaro causaram grande indignação entre índios, parlamentares e grupos de defesa de direitos humanos, que consideraram que o comentário de Bolsonaro feria o princípio de não discriminação da Constituição brasileira.[191]

Sentido-se constrangido e ofendido com os comentários do parlamentar sobre a questão indígena, uma das lideranças do sateré-maués presentes na audiência pública chegou até mesmo a atirar um copo de água em sua direção.[192] Após o episódio, Bolsonaro disse que o índio deveria "comer capim" para voltar às "suas origens":

É um índio que está a solto aqui em Brasília, veio de avião, vai agora comer uma costelinha de porco, tomar um chope, provavelmente um uísque, e quem sabe telefonar para alguém para a noite sua ser mais agradável. Esse é o índio que vem falar aqui de reserva indígena. Ele devia ir comer um capim ali fora para manter as suas origens.
— Jair Bolsonaro.[193]

Como resposta, Bolsonaro foi repreendido por Lindberg Farias e Moacir Micheletto. Também foi repudiado pela advogada Joênia Wapixana, cujo discurso foi lido no congresso: "Sou brasileira, assim como os demais indígenas aqui presentes, descendentes dos primeiros habitantes do Brasil, os quais definiram o território brasileiro no Norte. Interesses particulares não poderão se sobrepor aos direitos coletivos! As comunidades indígenas têm o direito de buscar o que for de direito, porque o Brasil fez o compromisso de respeitar os direitos humanos. Trabalho para as comunidades indígenas porque elas possuem, ao seu favor, a Constituição Federal Brasileira e, infelizmente, nem todos a respeitam. Cumpram a Constituição Federal de 1988! Os povos indígenas têm sim muita educação, tanto que estão fazendo uma manifestação pacífica. Eles têm cheiro de terra, porque da terra é que vivem”.[191]

Em setembro de 2015, durante uma entrevista ao Jornal Opção, de Goiás, o deputado disse que os refugiados que chegam ao Brasil são a "escória do mundo". A declaração veio em resposta ao ser questionado sobre a situação dos militares no Brasil:[194]

Não sei qual é a adesão dos comandantes, mas, caso venham reduzir o efetivo [das Forças Armadas] é menos gente nas ruas para fazer frente aos marginais do MST, dos haitianos, senegaleses, bolivianos e tudo que é escória do mundo que, agora, está chegando os sírios também. A escória do mundo está chegando ao Brasil como se nós não tivéssemos problema demais para resolver.
— Jair Bolsonaro[194]

Na mesma entrevista, quando perguntado se acreditava que Dilma Rousseff completaria seu segundo mandato, desejou "que acabe hoje, infartada ou com câncer, [de] qualquer maneira."[195]

Declarações sobre distribuição de livro de educação sexual a escolas

No dia 10 de janeiro de 2016 o deputado postou um vídeo em seu Facebook no qual criticava o currículo escolar das escolas públicas que, segundo ele inclui informações sobre homossexualismo e educação sexual. O deputado se refere, especificamente, ao livro "Aparelho Sexual e Cia.", que, segundo ele, "estimula precocemente as crianças a se interessarem por sexo" e estaria sendo distribuído a crianças de 6 anos de idade.[196]

O Ministério da Educação (MEC), em nota, divulgou dia 15 de janeiro do mesmo ano, que não tem qualquer relação com o livro. O mesmo boato já havia circulado, de acordo com o MEC, em 2013, quando foi necessário explicar que não havia recomendação do ministério sobre o livro, tampouco ele constaria no Programa Nacional do Livro Didático e no Programa Nacional Biblioteca da Escola.[197]

No dia 15 de outubro de 2018, o ministro Carlos Bastide Horbach, do Tribunal Superior Eleitoral, assinou a ordem para a remoção do Facebook e Youtube de vídeos produzidos por Bolsonaro criticando o uso do material que jamais foi distribuído. Horbach explicou em sua decisão que o vídeo "gera desinformação no período eleitoral, com prejuízo ao debate político". "É igualmente notório o fato de que o projeto 'Escola sem Homofobia' (conhecido como Kit Gay) não chegou a ser executado pelo Ministério da Educação, do que se conclui que não ensejou, de fato, a distribuição do material didático a ele relacionado".[198]

Controle de natalidade

Bolsonaro provocou uma controvérsia considerável por declarações públicas feitas em julho de 2008, quando ele propôs fornecer aos mais pobres métodos de controle de natalidade ao sugerir serem pouco educados para entender a educação sobre planejamento familiar. Bolsonaro disse:

Eu gostaria que o Brasil tivesse um programa de planejamento familiar. Nem vale a pena falar sobre educação quando a maioria dessas pessoas [pobres] não está preparada para receber educação, portanto não se educará. Apenas um controle de natalidade rígido pode nos salvar do caos. Um homem e uma mulher educados dificilmente desejam uma criança extra com o único propósito de se engajar em um programa de assistência social (como é hoje em dia). Precisamos adotar uma política rígida de controle de natalidade. Não podemos mais fazer discursos demagógicos, propondo leis e meios de governo para apoiar essas pessoas pobres que estão cada vez mais proliferando em todo o país. [...] Pessoas que não estão preparadas para ter filhos, não deveriam tê-las. É isso que eu defendo e não estou preocupado em conseguir votos no futuro. Já passou da hora de discutir uma política para conter essa explosão demográfica, caso contrário, continuaremos votando nesta Câmara apenas assuntos como o Bolsa Família, empréstimos para os pobres, senhas de gás, etc. Métodos [de controle de natalidade] têm que ser fornecidos para aqueles que, infelizmente, são ignorantes e não têm meios para controlar seus filhos. Porque nós [como classe média alta] somos capazes de controlar os nossos. Pessoas pobres não controlam [deles].

Controvérsias eleitorais

Esquema de notícias falsas

Em 19 de outubro, uma ação judicial movida pelo Partido dos Trabalhadores foi aceita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tendo como relator o ministro Jorge Mussi, corregedor-geral eleitoral. O processo teve como fundamento uma denúncia do jornal Folha de S.Paulo, segundo a qual certas empresas pagaram, em contratos que chegariam a 12 milhões de reais, pelo envio em massa de conteúdos contra o candidato petista no aplicativo WhatsApp, o que poderia ser classificado como caixa dois. O PT, com o argumento de que houve práticas vedadas pela lei eleitoral, como doação de pessoa jurídica e compra de cadastros de usuários, pediu que Bolsonaro fosse declarado inelegível por abuso de poder econômico e uso indevido de meios de comunicação. Segundo o partido, a campanha de Bolsonaro teria sido beneficiada pela proliferação de fake news (notícias falsas) nas redes sociais. O candidato usou o Facebook para negar envolvimento com esquemas maliciosos e acusou a Folha de "trabalhar para o seu rival" no segundo turno, Fernando Haddad.[59]

Empresa fantasma

Uma produtora de vídeo que existe apenas no papel, no centro de Petrolina, em Pernambuco, recebeu 240 mil reais para produzir vídeos para TV e redes sociais da campanha de Bolsonaro, segundo uma reportagem da revista Época. O valor corresponde a cerca de 20% do total gasto na campanha pelo candidato. O endereço da produtora, de nome "Mosqueteiros Filmes Ltda", era uma casa vazia com anúncio de venda e os donos do imóvel disseram que a produtora alugou um escritório lá há muito tempo, mas que saíram há anos.[203]

Outra agência, a "9ideia", responde pelas peças, tem sede em João Pessoa, na Paraíba, e é uma agência publicitária, não produtora de filmes, sendo que não poderia atuar na campanha com os vídeos. Segundo os responsáveis pela "9ideia", eles não têm envolvimento algum com a campanha de Bolsonaro, mas funcionários da agência estariam trabalhando na elaboração das peças do candidato do PSL.[203]

Envolvendo a imprensa

Jornalistas

Em março de 2019, ao lado de outras associações, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) condenou a atitude do presidente Jair Bolsonaro, que ajudou a disseminar notícia falsa[204] em sua rede social:

ABERT, ANER e ANJ assinalam que a tentativa de produzir na imprensa a imagem de inimiga ignora o papel do jornalismo independente de acompanhar e fiscalizar os atos das autoridades públicas.[205]

Em uma coletiva de imprensa realizada em maio de 2019, a jornalista Marina Dias questionou Bolsonaro sobre o corte de recursos para a educação. Bolsonaro respondeu diferenciando corte de contingenciamento. Quando a repórter questionou novamente que se tratava de um corte, ele se irritou e declarou: "Você é da Folha? (...) Primeiro, vocês da Folha de S.Paulo têm que entrar de novo em uma faculdade que presta e fazer um bom jornalismo. É isso que a Folha tem que fazer, e não contratar qualquer uma ou qualquer um para ser jornalista, para ficar semeando a discórdia e perguntando besteira por aí e publicando coisas nojentas.[206]"

Mais tarde, Bolsonaro divulgou um vídeo do episódio no Twitter e no Facebook onde diz: "(...) Aqui nos Estados Unidos uma repórter da Folha desconhecia a diferença entre corte e contingenciamento. Nós explicamos." A Abraji disse que ao "estimular um ambiente de confronto e intimidação contra jornalistas e veículos de mídia, Bolsonaro se afasta do compromisso democrático que assumiu ao tomar posse, e fica mais próximo dos governantes autoritários, de diversos matizes ideológicos, que buscam demonizar a imprensa por ver nela um obstáculo a seus projetos de poder. Sempre que há restrições à liberdade de imprensa e de expressão, quem perde é a sociedade."[206]

Em julho de 2019, disse que a jornalista Miriam Leitão fazia um "drama mentiroso" sobre as torturas que sofreu na ditadura militar do Brasil. Também acusou a jornalista de ter tentado "impor a ditadura no Brasil na luta armada". Ainda em 2019, a participação de Miriam Leitão foi cancelada na 13ª Feira do Livro de Jaraguá do Sul. Segundo os organizadores do evento, não seria possível garantir sua segurança após mobilização de um protesto de um simpatizante de Jair Bolsonaro.[207]

Em janeiro de 2020, Bolsonaro declarou que "os jornalistas são uma raça em extinção". Edemundo Dias Filho, comentou essa situação no jornal O Popular:

Na mesma hora me lembrei do livro Sobre a Tirania, de Timothy Snyde, professor de história da Universidade de Yale, em New Haven, Connecticut/EUA, e membro do Instituto de Ciências Humanas em Viena/Áustria. (..) Traz como reflexão obrigatória a liberdade de expressão, tendo como parâmetro justamente a leitura de livros, revistas, artigos e jornais. (...) Por fim, todos saibamos que a extinção da 'raça' [dos jornalistas] que estimula o pensamento crítico significa a proliferação de governos déspotas e de um povo servil e boçal.[208]

Após um novo ataque do presidente direcionado a jornalistas e à imprensa, o editorial do Estado de S. Paulo se posicionou com um artigo de opinião:[209]

Em 7 de julho de 2020, a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) anunciou que vai abrir uma notícia-crime no STF contra Bolsonaro, após o presidente, dizendo estar infectado com COVID-19, se aproximar dos jornalistas para dar entrevista. Durante a conversa, o presidente retirou a máscara do rosto.[210] Devido a isso, o Sindicato de Jornalistas Profissionais do Distrito Federal pediu que veículos de comunicação suspendam as coberturas jornalísticas no Palácio do Planalto[211]

Veículos de comunicação

Processo contra o jornal O Dia

Nas eleições de 2018 o jornal O Dia publicou uma sátira, onde a cabeça do presidente Jair Bolsonaro é inserida em uma suástica (que é associada ao Nazismo) com a indagação: "e ninguém vai dizer nada?" Jair Bolsonaro entrou com um processo contra o jornal. A relatora do processo deu causa ganha para o jornal, argumentando que o presidente não se ofendeu quando circulou sua foto ao lado de uma pessoa fantasiada com o que parece ser Adolf Hitler.[212]

Declarações após se tornar presidente

Após a vitória de Bolsonaro nas eleições de 2018, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) divulgou uma nota sobre as declarações do presidente:

A Abraji recebe com apreensão as declarações dadas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), a respeito da imprensa nas últimas 48 horas, entre a confirmação de sua vitória nas urnas e as primeiras entrevistas às emissoras de televisão brasileiras.

O respeito à Constituição - à qual o presidente fará um juramento solene de obediência no dia 1º de janeiro de 2019 - não é pleno quando a imprensa se converte em objeto de ataques e de ameaças.

Fiscalizar o poder público - e em particular as ações do presidente da República - sempre foi e seguirá sendo uma função inerente ao jornalismo, exercida em nome do interesse público. Zelar por essa função é missão primordial da Abraji, assim como deve ser objeto de zelo de todo governo democrático.[213]
— Abraji
Valor Econômico

Em agosto de 2019 a ANJ condenou a fala do presidente Jair Bolsonaro que disse que a imprensa "está acabando" e o jornal Valor Econômico "vai fechar".

O presidente ignora mais uma vez a relevância da atividade jornalística, sobretudo em uma era em que a desinformação e o sectarismo transbordam de redes sociais e manifestações oficias. (…) [Suas declarações são] equivocadas.
— ANJ

[214]

MP 896

Em setembro de 2019 a ANJ disse que a medida provisória (MP) 896 proposta pelo presidente Jair Bolsonaro é uma ataque à liberdade de imprensa. Também informou que a MP propocionará uma falta transparência dos atos públicos e passa por cima do Congresso, que é o responsável por legislar sobre o tema. Com a MP 896 não será mais obrigatório que atos oficiais de licitações públicas sejam informados em jornais de grande circulação. O governo alegou a medida visa cortar um gasto "injustificado para os cofres públicos". Em outra oportunidade Jair Bolsonaro disse que a MP é uma resposta à imprensa que é crítica ao seu governo.[215] O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal(STF), suspendeu a medida provisória 896 em 18 de outubro de 2019, até que ela seja votada no Congresso Nacional. O ministro argumentou que a MP fere a liberdade de imprensa.[216]

Ataques à imprensa

Em novembro de 2019, a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) divulgou que o presidente Jair Bolsonaro já acumulava 99 ataques à imprensa do Brasil.[217] Até novembro de 2019, a maioria dos ataques foram direcionados à Rede Globo.[218] Em dezembro de 2019, foi divulgado um levantamento feito pela Agência Lupa, da revista Piauí, que mostrou que 64,5% das vezes que Bolsonoro utilizou a palavra fake news foi com intuito de atacar a imprensa.[219] Quando a FENAJ divulgou um novo levantamento em janeiro de 2020, mostrando que o presidente foi o responsável pela maior parte dos ataques direcionados à imprensa, Bolsonaro respondeu em uma rede social com ironia: "HAHAHAHAHAHAHA. KKKKKKKKKKKKKKK.” Em outra postagem, ele respondeu a um seguidor: "Pegaram o QI médio da galera da imprensa. Deu 58".[220] Em 2020, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, Conectas Direitos Humanos, Instituto Vladimir Herzog, e coletivo Intervozes denunciaram alguns dos ataques de Bolsonaro a jornalistas na Organização das Nações Unidas (ONU).[221]

Em abril de 2020, a Repórteres Sem Fronteiras anunciou que vai divulgar análises trimestrais sobre os ataques de Bolsonaro direcionados à imprensa. Na primeira parte, a organização reportou como Bolsonaro ataca e tenta silenciar a imprensa ao lado de familiares.[222]

Mais de uma vez, o presidente atacou e ameaçou não renovar a concessão pública da Rede Globo: "Em 2022, não é ameaça, não, assim como faço com todo mundo vai ter que estar direitinha a contabilidade para que possa ter a concessão renovada. Se não estiver tudo certo, não renovo de vocês, de ninguém". Também chamou a emissora de "imprensa lixo". Uma das bandeiras levantadas pelo bolsonarismo nas manifestações é a cassação da emissora.[223]

Declarações falsas e de caráter autoritário

Em 1 de abril de 2020, a Folha de São Paulo compilou algumas das declarações falsas ditas por Bolsonaro desde a posse do cargo como presidente.[224] Em 8 de maio de 2020, o Aos Fatos divulgou que Bolsonaro já disse 1.000 declarações falsas ou distorcidas.[225] Em 27 junho de 2020, a Folha de S. Paulo divulga em um artigo algumas das frases que aproxima Bolsonaro de generais da ditadura. Alguns dos exemplos: "a culpa é da imprensa" e "bando de comunistas".[226] Até 7 de julho de 2020, o presidente já disse a veículos de imprensa, mais de 46 vezes, que o STF o impede de combatar a Pandemia de COVID-19 no Brasil, o que é falso.[227]

Em agosto de 2020, ao ser questionando pela imprensa sobre o Caso Queiroz, Bolsonaro respondeu: "vontade é encher tua boca com uma porrada".[228]

Possível manipulação de opinião pública e da mídia

Escrevendo à revista IstoÉ, Germano Oliveira disse que Bolsonaro é

um ditador na comunicação (…) quer repetir no Brasil, em matéria de comunicação, o que ditadores de Cuba e da extinta União Soviética faziam com a imprensa. Quer ter no Brasil uma mídia totalmente favorável a ele, acabando com a imprensa livre. Se os jornalistas não pensam como ele, logo, são seus inimigos e devem ser boicotados. E isso vale também para seus próprios assessores.[229]

Em entrevista ao jornal El País Brasil, o cientista político chileno Cristóbal Rovira Kaltwasser, disse que Jair Bolsonaro, assim como um de seus filhos, lançam com propósito na mídia mensagens que causam irritação, assim eles "conseguem estar constantemente presente nos meios de comunicação. (…) Além disso, conseguem mobilizar esse sentimento de mal-estar contra a esquerda para se apresentarem como salvadores da pátria. Esta é a mesma estratégia que a direita latino-americana está usando de forma geral. Bolsonaro é apenas uma versão mais extrema disso".[230]

Em entrevista para a BBC Brasil, Rodrigo Nunes, professor de Filosofia Moderna e Contemporânea na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) observou que Bolsonaro usou, e ainda usa, uma estratégia semelhante a de um trol de internet para se promover politicamente, antes mesmo da ascenção da extrema direita dos Estados Unidos:

Você perguntava para as pessoas qual era o atrativo dele [Bolsonaro] e a conversa era sempre 'Ah, ele fala o que todo mundo pensa'. Aí você apontava para alguma coisa que ele tinha dito, dizia que era grave, e recebia como resposta: 'Ah não, mas ele está só brincando' (...) Ou seja, é a figura que ao mesmo tempo fala o que todo mundo está pensando e está só brincando, a figura do troll, justamente, que está sempre nesse jogo dúbio, entre o que é brincadeira e o que é sério. (...) Ele está sempre introduzindo temas que são 'polêmicos' — que na verdade são comentários racistas, homofóbicos ou machistas etc. —, e a reação [de indignação] provocada atrai atenção para ele, lhe dá visibilidade[231]

No 3º Encontro Folha de Jornalismo, promovido pela Folha de S.Paulo, o professor da USP, Eugênio Bucci observou o motivo de Bolsonaro, assim como o de seus apoiadores, não gostarem da imprensa livre[22]:

São pregadores do fascismo. São machistas, misóginos, militaristas. Não suportam a ciência. Não suportam o jornalismo. A vitória do projeto dele [Bolsonaro] implica a destruição da imprensa livre, e a vitória da imprensa livre coloca em sítio o projeto de poder autoritário que ele tem.

Em fevereiro de 2020, para analisar o comportamento não amistoso do governo Bolsonaro com a imprensa e governos estaduais, Maria Cristina Fernandes, da rádio CBN procurou um general da reserva que declarou que isso é o método "quem te irrita te domina". Ainda segundo o general, a imprensa "está caindo, está caindo mesmo [no método de manipulação do governo]":[232]

Quem fez Exército sabe que isso faz parte da tentativa de dominação. Esses caras aprendem isso no quartel e estamos lidando com esse espírito. A gente precisa aprender. A misoginia é um dos meios que ele usa para irrita.(Sic)

A partir desta declaração, Maria Cristina Fernandes analisou o comportamento do governo e publicou um artigo no Valor Econômico concluindo:

É dessa guerra que o capitão [Bolsonaro] emerge, em seu palácio militarizado, como a força pacificadora de uma nação bestificada.[233]

Esse método também foi notado pelo especialista em estratégia militar Pietro Leirner, na campanha eleitoral do presidente de 2018.[234]

Em abril 2020, a Agência Pública divulgou uma investigação mostranado como o posicionamento público de Bolsonaro e aliados contra o isolamento social foi usado com estratégia para retirar o ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta do cargo com uso de informações falsas nas redes sociais. Um dos motivos dessa estratégia foi manter o apoio dos eleitores mais fanáticos do presidente, após perder apoio dos eleitores médios com o início da pandemia de COVID-19.[235] No início de maio de 2020, o jornalista Bruno Boghossian, da Folha de S. Paulo observou que Bolsonaro estava forçando atrito contra o STF para desviar a atenção do público da interferência política na Polícia Federal do Brasil.[236] Em junho de 2020, a revista Veja ouviu diversos especialistas para analisar a forma como Bolsonaro usou discursos em 80 dias de pandemia de COVID-19. Um dos exemplos citados na reportagem, foi o de John F. Kennedy, que mencionou Winston Churchill, que colocava discursos à frente da guerra.[237]

Posicionamentos políticos como presidente

Críticas de especialistas

Após se tornar presidente, Bolsonaro passou a apresentar um comportamento político não democrático, recebendo críticas por tais atitudes. Após o anúncio de sua vitória nas urnas, a Abraji divulgou uma nota questionando as declarações de Bolsonaro sobre a imprensa: "O respeito à Constituição - à qual o presidente fará um juramento solene de obediência no dia 1º de janeiro de 2019 - não é pleno quando a imprensa se converte em objeto de ataques e de ameaças."[238]

Bolsonaro é um agente provocador, como mostra desde o início do governo. Subestimamos o perigo que ele representa desde as eleições de 2018, quando muitos achávamos que não venceria. Mas há um risco grande de ele se transformar num pequeno ditador.

Como presidente, ele tenta impor ao sistema político tudo que teve de engolir quando era apenas um deputado do baixo clero. Suas ideias autoritárias e reacionárias, o desprezo pelas instituições. Tudo isso visando formar uma base de apoio popular que o ajude a confrontar o Congresso.

Ao mesmo tempo, ele se cerca de generais no Palácio do Planalto e afaga suas tropas, as polícias estaduais, os escalões inferiores do Exército. Acho que ele está fazendo isso para contar com os militares como bombeiros para defendê-lo se houver alguma iniciativa para tirá-lo do poder.[239]
— Argelina Cheibub Figueiredo, cientista política

Especialistas ouvidos pela BBC Brasil disseram que o fato de Bolsonaro ter colocado muitos militares como ministros, podem causar a "politização" das Forças Armadas, o que pode "minar" a democracia.[240] Em entrevista concedida ao El Pais, o historiador argentino Federico Finchelstein, escritor do livro Do Fascismo ao Populismo na História, chamou Bolsonaro de "um dos populistas mais próximos do fascismo que já vi".[21]

Comentando sobre as manifestações pró-governo que ocorreram em marco de 2020 e foram apoiadas por Bolsonaro, o cientista político Luiz Werneck Vianna disse que objetivo do presidente com isso é "destruir as instituições da democracia política. E com apoio de massas. (...) Há uma tentativa de forçar os limites da institucionalidade para rompê-la. Há uma estratégia por trás de tudo isso, que é a conquista do poder político total. (...) Há uma tentativa de totalizar a política brasileira por um projeto de poder. Porque programa político não há. A luta é pelo poder. Ele quer todo o poder possível, acumular poder, maximizar poder. O limite do poder é o poder. Então, esse é que o leitmotiv dessa ação presidencial. Não tem programa nenhum."[241]

Críticas de jornais

A partir de novembro de 2019, as atitudes políticas não democráticas de Bolsonaro como presidente da república, passaram a ser relatadas e criticadas em artigos de opinião escritos pelos editoriais de grandes jornais do Brasil. Em novembro de 2019, o editorial da Folha de S. Paulo declarou:

Jair Bolsonaro não entende nem nunca entenderá os limites que a República impõe ao exercício da Presidência. Trata-se de uma personalidade que combina leviandade e autoritarismo. (...) O Palácio do Planalto não é uma extensão da casa na Barra da Tijuca que o presidente mantém no Rio de Janeiro. Nem os seus vizinhos na praça dos Três Poderes são os daquele condomínio. (...) A sua caneta não pode tudo. (...) Será preciso então que as regras do Estado democrático de Direito lhe sejam impingidas de fora para dentro, como os limites que se dão a uma criança. Porque ele não se contém, terá de ser contido.[242]

Em 26 de fevereiro de 2020, o editorial do Estado de S. Paulo disse:

O presidente parece procurar construir um regime populista de inspiração militar, bem ao gosto dos saudosos da ditadura e que faz lembrar o governo do general Velasco Alvarado no Peru (1968-75), que hostilizava os partidos por considerá-los parte do sistema oligárquico.[243]

Já o editorial do jornal O Globo, disse que Bolsonaro vem agindo "como chefe de facção radical, de bando, ultrapassando todos os limites do convívio democrático. Desconsidera a divisão de poderes feita pela Constituição, ameaça o Congresso, o Judiciário e, logo, sua Corte Suprema."[244]

Postura diante da pandemia de COVID-19

Após participar de manifestações a favor dele ocorridas no dia 15 de março de 2020 mesmo diante da pandemia de COVID-19, Bolsonaro disse que, apesar de preocupante, há um "superdimensionamento" e "histeria" em relação à situação do coronavírus. Ele foi criticado por várias autoridades pela atitude de quebrar o isolamento e ir às ruas, que foi chamada de "atentado à saúde pública" por Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, e de comportamento como "inconsequente" por Davi Alcolumbre, presidente do Senado.[245]

No dia 18 de março, Bolsonaro respondeu às críticas ao dizer: "Eu como chefe do Executivo, o líder maior da nação brasileira, tenho que estar na frente, junto do meu povo. Não se surpreenda se você me ver, nos próximos dias, entrando no metrô lotado em São Paulo (SP), entrando numa barcaça na travessia Rio-Niterói em horário de pico; ou num ônibus em Belo Horizonte (MG). Longe de demagogia e de populismo. É uma demonstração de que eu estou do lado do povo, na alegria e na tristeza".[246]

Nos dias 17 e 18 de março, ocorreram panelaços contra Bolsonaro em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Salvador, Porto Alegre, Natal, Florianópolis e Curitiba, entre outras, por conta da postura do presidente brasileiro em relação à pandemia. Houve também, em número bem menor, manifestações favoráveis a Bolsonaro.[247]

No dia 21 de março, Bolsonaro postou em uma de suas redes sociais, um vídeo anunciando a produção em massa do medicamento cloroquina pelo Laboratório Químico e Farmacêutico do Exército, informando uma suposta eficácia do medicamento para tratamento da COVID-19, após ter tido contato com profissionais do Hospital Albert Einstein.[248] No entanto, várias autoridades de saúde nacionais[249][250] e internacionais[251][252] negaram que o medicamento deva ser utilizado para o tratamento da doença devido seu alto índice de toxidade, e grande volume de efeitos adversos, uma vez que não existem estudos clínicos conclusivos sobre a eficácia da droga para a enfermidade[253] sendo este um medicamento para o tratamento da malária, e outras doenças não relacionadas ao Sars-Cov-2. Ainda não existem estudos oficiais na literatura médica que determinem a efetividade da cloroquina para este uso.[254][255]

Em 27 de março de 2020, o presidente incentivou, por meio de uma chamada de vídeo, a realização de uma carreata contra o isolamento social imposto em Manaus. Poucas semanas depois, a cidade registrou um grande aumento de casos da doença, e os sistemas de saúde e funerário locais entraram em colapso.[256]

Em 28 de abril de 2020, Bolsonaro foi indagado por uma jornalista acerca do Brasil ter ultrapassado a China - epicentro original da pandemia - no número de mortos pela doença.[257] Em resposta, Bolsonaro disse: "E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre".[258] A fala do presidente repercutiu mal não apenas nos jornais nacionais, mas também no âmbito internacional.[259][260][261] No dia seguinte das repercussões de sua fala, Bolsonaro replicou com "não vão botar no meu colo essa conta", ainda afirmando que os "governadores e prefeitos" que devem ser cobrados.[262]
Em entrevista a Rádio Metrópole, Vladimir Safatle, filósofo e professor livre-docente da Universidade de São Paulo, assinou um dos pedidos de impeachment contra Bolsonaro e criticou o viés autoritário do governo, defendendo que a postura do presidente em relação à pandemia traz um risco fascista ao Brasil. O filósofo citou o exemplo histórico da Ação Integralista Brasileira, partido de aberta inspiração fascista que nos anos 1930 teve 1,2 milhão de membros e cujo candidato à presidência, Plínio Salgado, chegou a receber 10% dos votos em 1955, mesmo depois da Segunda Guerra Mundial. Sobre a definição do termo aplicado a Bolsonaro, ele declarou:[263]

Há um risco fascista no país, no sentido mais analítico do termo. Se a gente admitir que o fascismo tem pelo menos quatro características fundamentais, culto da violência, insensibilidade absoluta em relação às classes mais vulneráveis, uma concepção paranoica de estado e uma transferência de poder a uma instância central para estar acima de qualquer poder, não está distante de nossa realidade.
— Vladimir Safatle

Escrevendo para o jornal O Globo, Federico Finchelstein, professor de história na New School, em Nova York, e Jason Stanley, professor de filosofia na Universidade de Yale, disseram que Bolsonaro ultrapassou Donald Trump nas "políticas fascistas" ao tentar combater pandemia.[20] Em 9 de maio de 2020, a gestão política de Bolsonaro em relação a pandemia foi criticada em editorial pela revista científica The Lancet:

Em 17 de maio de 2020, os sindicatos dos médicos de São Paulo e do Rio de Janeiro, e mais dez instituições assinaram uma nota acusando o governo brasileiro de "omissão deliberada" no controle da pandemia no país.[265] Ao comentar à BBC News Brasil sobre a falta de empatia de Jair Bolsonaro frente as mortes de Covid-19 até 8 de junho, a psicanalista Maria Rita Kehl disse que parece "psicopatia".[266] Ao observar o comportamento de Bolsonaro, após o mesmo dizer que está infectado com COVID-19, Afonso Benites, do El País, disse que o presidente usa a própria doença como oportunidade para promover a hidroxicloroquina e outras ideologias relacionadas a mesma.[267] Em 10 de julho de 2020, o Aos Fatos publicou uma investigação mostrando que a TV Brasil, e outros veículos de comunicação do governo do Brasil, que pertencem a EBC, estão promovendo em seus programas medicamentos sem eficácia comprovada para tratar COVID-19.[268]

Ver também

Referências

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    (...)
    Se levarmos em conta que existe uma história do fascismo brasileiro, e é real, da Ação Integralista Brasileira, dos anos 30, tinha 1,2 milhão de membros. Plínio Salgado, quando candidato à presidência em 1955, teve 10% dos votos, isso depois da morte de Getúlio e depois da Segunda Guerra. Há uma parcela da população brasileira que tem um tipo de experiência e afeto social marcado pela indiferença.
     
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