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Convento de São Domingos de Benfica

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O Convento de São Domingos de Benfica, situado na freguesia de São Domingos de Benfica, em Lisboa, foi um convento da Ordem de São Domingos fundado num terreno que a 22 de Maio de 1399 foi doado pelo rei D. João I de Portugal, a pedido do Dr. João das Regras e de frei Vicente de Lisboa, para nele ser construído um Mosteiro da Ordem Dominicana[1]

DescriçãoEditar

Tem no interior da sua igreja o túmulo do referido João das Regras e, junto aos claustros, a Capela dos Castros.

A construção viria a ruir e a ser consequentemente demolida, edificando-se, entre 1624 e 1632, o templo atual sob orientação do Padre Mestre Frei João de Vasconcelos (1590-165). Funcionou como igreja paroquial de São Domingos de Benfica até à década de 70 do séc. XX, altura em que foi construído um novo edifício, que adquiriu estas funções, passando a igreja para as mãos da Força Aérea Portuguesa, com a substituição do orago inicial de São Domingos pelo de Nossa Senhora do Rosário. Traduz um exemplar de arquitetura religiosa maneirista.[2] De planta em cruz latina, apresenta nave única com transepto saliente, coro situado para além do retábulo do altar-mor, capelas comunicantes e abóbada de berço com caixotões na cobertura. A sua fachada principal, rematada por empena triangular encimada por cruz e definida lateralmente por dois cunhais em cantaria, coroados por pináculos sentados, surge animada pela articulação entre um janelão retangular e um portal em arco reto, inscrito numa moldura de feição maneirista em arco de volta inteira e enquadramento retangular, sobrepujado por frontão curvo interrompido, encimado por uma cruz.[3]

EdifícioEditar

As armas dos dominicanos portugueses, assim como a data de edificação da igreja, '1632', são visíveis, respetivamente, na parte superior do portal e na verga. No interior da igreja, merecem destaque os seguintes elementos: os painéis de azulejos figurativos de António de Oliveira Bernardes; o retábulo-mor e os altares de talha maneirista de Jerónimo Correia; as esculturas de Manuel Pereira; as telas pintadas por André Gonçalves e Vicenzo Carducci; a inscrição tumular que indica a sepultura de Frei Luís de Sousa; e o túmulo de D. João das Regras. Obra de referência na tumulária medieval, o túmulo de D. João das Regras, falecido no início do séc. XV, em 1404, está classificado como Monumento Nacional, As quatro faces laterais da tampa, sobre a qual se encontra a estátua-jacente, apresentam a seguinte inscrição: Aqi/jaz/joan/daregas/caualeiro/doutor/em/leis/priuado/delrei/dom/joan/fundador/deste/mosteiro/finou/III/dias/de/maio/era/M/IIIC/XL/II/annos'.[4]

Referências

  1. Portugal. «Igreja de Nossa Senhora do Rosário (Igreja do Convento de São Domingos de Benfica)». Câmara Municipal de Lisboa. Consultado em 15 de janeiro de 2015  templatestyles stripmarker character in |autor= at position 1 (ajuda)
  2. Ferreira, J. M., & Carlos Biscaya. (1990). São Domingos de Benfica- Roteiro. Lisboa: Junta de Freguesia de S. Domingos de Benfica, p. 62
  3. Ferreira, J. M., & Carlos Biscaya. (1990). São Domingos de Benfica- Roteiro. Lisboa: Junta de Freguesia de S. Domingos de Benfica, pp. 62-63
  4. Igreja Nossa Senhora do Rosário. (2012). Obtido em 15 de Jan. de 2016, de Paróquia de São Domingos de Benfica: http://paroquiasaodomingosdebenfica.pt/componentes/par%C3%B3quia/patrimonio/106-igreja-nossa-senhora-do-rosario
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