Abrir menu principal
Convento de Santa Maria de Aguiar
Convento de Santa Maria de Aguiar (27909080833).jpg
Apresentação
Tipo
Estatuto patrimonial
Monumento Nacional (d)Visualizar e editar dados no Wikidata
Localização
Endereço
Coordenadas

Situado na freguesia de Castelo Rodrigo, o complexo constituído pela Igreja e Convento de Santa Maria de Aguiar foi edificado no Século XII, junto à ribeira de Aguiar, afluente do rio Douro, quando uma primitiva comunidade de beneditinos ou de eremitas integrou a Ordem de Cister, na década de 1170. De notar, que embora seja conhecido como "convento", era na verdade um mosteiro, pois a regra vigente era do tipo monacal (exercida por monges), ou seja, vivendo e trabalhando em locais afastados dos povoados.

HistóriaEditar

Num período em que as terras de Ribacôa eram disputadas entre portugueses e leoneses, que as tinham recentemente conquistado aos árabes, o território do convento foi incluído na nova diocese leonesa de Ciudad Rodrigo (1175), dependendo do mosteiro de Santa Maria de Moreruela (Zamora, 1143), de que também dependia o padroado da terra de Miranda.

Com o tratado de Alcanices (1297), Santa Maria de Aguiar passa definitivamente para o domínio português. A dependência da diocese de Ciudad Rodrigo, porém, manteve-se até 1403, quando transitou para a diocese de Lamego. Até ao final da Idade Média, apesar do fim dos apoios régios e senhoriais, o convento manteve a posse de vastos territórios em Portugal e em Leão e Castela.

No entanto, em meados do século XV, a instituição encontrava-se em decadência. Na primeira metade do século XVII, sob domínio filipino, ainda foi alvo de obras de modernização, mas com as invasões francesas, no início do século XIX, e a extinção das ordens religiosas, o convento foi abandonado, acabando por ser vendido em hasta pública em 1937. As obras públicas de restauro que se seguiram alteraram profundamente o legado medieval.

ArquiteturaEditar

Predominam os estilos românico e gótico. A igreja, cisterciense, tem planta em cruz latina, três naves e transepto saliente, cabeceira escalonada e duas absidíolas de planta rectangular.

ReferênciasEditar

Azevedo, Carlos Moreira (dir) (2000). História Religiosa de Portugal, vol. 1. Lisboa: Círculo de Leitores.

Policarpo, José da Cruz (1998). A Diocese Romana e a Diocese de Caliábria. In AA.VV. O Tratado de Alcanices e a Importância Histórica das Terras de Riba Côa. Lisboa: Universidade Católica Portuguesa. [pp. 107-114]

Raick, Regina (1996). O Mosteiro de Santa Maria de Aguiar. Dissertação de Mestrado em História da Arte. Lisboa: FCSH-UNL.

Ligações ExternasEditar