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Copa Europeia/Sul-Americana de 1980

A Copa Europeia/Sul-Americana de 1980, também conhecida como Copa Toyota e Copa Intercontinental, foi a primeira edição da Copa Intercontinental realizada no Japão com a supervisão da UEFA e CONMEBOL, organizada pela Associação de Futebol do Japão e pela montadora de carros Toyota), foi disputada na cidade de Tóquio em 11 de fevereiro de 1981.[1] O confronto envolveu o Nacional do Uruguai, campeão da Taça Libertadores da América e o Nottingham Forest da Inglaterra, campeão da Liga dos Campeões da UEFA.

Copa Europeia/Sul-Americana de 1980
Evento
Data 11 de fevereiro de 1981
Local Estádio Nacional, Tóquio
Melhor em campo Victorino (Nacional)
Árbitro Israel Abraham Klein
Público 62000

Em 27 de outubro de 2017, após uma reunião realizada na Índia, o Conselho da FIFA reconheceu os vencedores da Copa Intercontinental como campeões mundiais.[2][3]

Índice

HistóriaEditar

Essa foi a primeira edição da Copa Intercontinental realizada no Japão com a supervisão da UEFA e CONMEBOL, organizada pela Associação de Futebol do Japão e pela montadoras de carros Toyota, que passou a se chamar oficialmente como Toyota European/South American Cup (Copa Europeia/Sul-Americana Toyota em português do Brasil) passando a ser conhecida como Toyota Cup (em inglês, e em português do Brasil como Copa Toyota). As disputas eram anuais assim como nas outras edições, entre o campeão europeu contra o campeão sul-americano com partidas únicas em estádio neutro sempre realizadas no Japão, nesse modelo da Copa Intercontinental, a UEFA passou a obrigar os clubes europeus a assinarem um contrato, antes de entrarem na Copa dos Campeões da Europa, segundo o qual eles seriam obrigados a disputar a competição (mesmo se não quisessem) ao vencerem a Copa dos Campeões da Europa, e caso não disputassem a Copa Intercontinental, sofreriam sanções pesadas por quebra de contrato.

A decisãoEditar

Por causa de toda aquela mudança no formato da competição, a Copa Intercontinental de 1980 só seria disputada em fevereiro de 1981. Em Tóquio, o time uruguaio fez seus fãs acordarem de madrugada para presenciar mais um feito histórico do time de Montevidéu. Sem se importar com a força do rival europeu nem a fama estrategista do técnico Brian Clough, o Nacional se impôs logo no início do jogo e, aos 10 minutos, Waldemar Victorino, o homem-gol que adorava aparecer em decisões, recebeu um passe da direita de Moreira, se livrou do zagueiro e fuzilou o goleiro Shilton: 1 a 0. O clube uruguaio ainda marcou mais um, com Luzardo, mas o juiz anulou de maneira equivocada. No começo do segundo tempo, Bica fez o que seria o terceiro gol, mas outra vez a arbitragem anulou. O Nottingham se apoiou nessas "ajudinhas" para crescer na partida, mas Rodolfo Rodríguez mostrou o quão bom ele era ao fazer várias defesas milagrosas e evitar que suas redes fossem agredidas pelos ingleses. Com o apito do árbitro israelense Abraham Klein, a festa sul-americana tomou conta de Tóquio e encheu as ruas da capital uruguaia de torcedores vestidos em azul, branco e vermelho. Pela segunda vez em sua história, o Nacional era campeão da Copa Intercontinental. E, pela primeira vez, o clube levantava a taça em solo japonês nos novos moldes da competição.

Clubes ParticipantesEditar

Localidade das equipes que disputaram a Copa Toyota 1980.
Confederação Equipe Classificação Participação
CONMEBOL   Nacional Campeão da Copa Libertadores da América de 1980
UEFA   Nottingham Forest Campeão da Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1979–80

ChaveamentoEditar

  A Classificação[NOTA] Copa Intercontinental
                     
   Nottingham Forest 1  
   Hamburgo 0  
     Nottingham Forest 0
     Nacional 1
   Nacional 0 1
   Internacional 0 0
Notas

FinalEditar

CampeãoEditar

Copa Européia/Sul-Americana de 1980
 
Nacional
2º Título

Referências

  1. Gorgazzi, Osvaldo (13 de fevereiro de 2005). «Intercontinental Club Cup 1980». RSSSF. Consultado em 23 de dezembro de 2009 
  2. «Fifa reconhece títulos mundiais de Santos, Flamengo, Grêmio e São Paulo». ESPN. Consultado em 27 de outubro de 2017 
  3. «Fifa reconhece Santos, Fla e Grêmio como campeões mundiais». Veja. Consultado em 28 de outubro de 2017