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Copacabana Palace

O Belmond Copacabana Palace é um hotel histórico localizado em frente à Praia de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil.

Belmond Copacabana Palace
Belmond Copacabana Palace, Rio de Janeiro, Brasil
Belmond Copacabana Palace, Rio de Janeiro, Brasil
Dados
Localização Brasil Rio de Janeiro, Brasil
Endereço Avenida Atlântica, n° 1702
Data de abertura 13 de agosto de 1923 (95 anos)
Nº de Estrelas 5 de 5 estrelas.
Arquiteto Joseph Gire
Gestor Andréa Natal
Proprietário Louis Vuitton
Nº de restaurantes 3
Nº de quartos 239
Nº de andares 6
Website Página oficial

Com quase um século de existência, o Belmond Copacabana Palace continua a ser um dos mais importantes estabelecimentos hoteleiros da cidade e do Brasil, com duzentos e trinta e nove (apartamentos e suítes), divididos entre o prédio principal e anexo, em uma área de onze mil metros quadrados.

O Belmond Copacabana Palace é conhecido em todo o Brasil por hospedar celebridades internacionais que visitam a cidade do Rio de Janeiro. Além disso, o hotel também é conhecido por realizar alguns dos mais badalados eventos sociais do Brasil.

O hotel já foi eleito diversas vezes como o melhor hotel da América do Sul, como em 2009 quando recebeu o prêmio World Travel Award, um dos mais importantes prêmios mundiais de turismo.[1]

Em Dezembro 2018 Louis Vuitton confirma a compra do Copacabana Palace e demais hotéis da rede Belmond em transação de US$ 3,2 bilhões (cerca de R$ 12 bilhões).

De acordo com um comunicado, a transação deve ser concluída no primeiro semestre de 2019, pois está sujeita à aprovação dos acionistas da Belmond. Além do Copacabana Palace, o grupo Belmond possui outros 25 hotéis de luxo. Ele foi fundado há 40 anos com a aquisição do emblemático Hotel Cipriani, em Veneza. Fazem parte de sua rede o Hotel Splendido, em Portofino, também na Itália; o Grand Hotel Europe, em São Petersburgo, na Rússia; e o Maroma Resort & Spa, no México. No Brasil, além do hotel no Rio, possui também o Hotel das Cataratas, em Foz do Iguaçu.

Índice

HistóriaEditar

 
Praia vista da entrada do Copacabana Palace na década de 30

O Belmond Copacabana Palace foi construído pelo empresário Octávio Guinle e Francisco Castro Silva entre 1919 e 1923, atendendo a uma solicitação do então presidente Epitácio Pessoa (1919-1922), que desejava um grande hotel de turismo na então capital do país, para ajudar a hospedar o grande número de visitantes esperados para a grande Exposição do Centenário da Independência do Brasil, um evento de dimensões internacionais a ser realizado na esplanada do Castelo, em 1922. Em compensação, o Governo Federal concederia incentivos fiscais, assim como a licença para que nele funcionasse um cassino — uma exigência do empresário.

 
Fachada do Copacabana Palace.

Estabelecido o acordo, o empresário adquiriu um terreno na praia de Copacabana, de frente para a Avenida Atlântica, alargada em 1919 pelo engenheiro Paulo de Frontin. Na época, o hotel foi o primeiro grande edifício em Copacabana, cercado apenas por pequenas casas e mansões.

Para a execução do projeto foi contratado o arquiteto francês Joseph Gire, que se inspirou em dois famosos hotéis da Riviera Francesa: o Negresco, em Nice, e o Carlton, em Cannes. A estrutura, sóbria e imponente, foi erguida pelo engenheiro César Melo e Cunha, que empregou, em larga escala, o mármore de Carrara e cristais da Boêmia.

Entretanto, o hotel só foi inaugurado em 13 de agosto de 1923, quase um ano após a Exposição do Centenário. Isso se deveu às dificuldades na importação de mármores e cristais e na execução das suas fundações (com catorze metros de profundidade, conforme exigido pelo projeto); à falta de tecnologia e experiência no país para tal confecção; e a uma violenta ressaca que, em 1922, destruiu a Avenida Atlântica, causando danos aos pavimentos inferiores do hotel.

 
Salão nobre.

Para marcar a inauguração, contou-se com a presença da grande cantora, atriz e vedette francesa Mistinguett, que, mesmo tendo as famosas "mais belas pernas do mundo", foi proibida de mostrá-las na festa. Sua presença e sua apresentação tornaram a inauguração do hotel um evento de projeções mundiais.

Tendo em vista o atraso na execução do projeto, o presidente Artur Bernardes (1922-1926) tentou cassar a licença para o funcionamento do cassino em 1924. O assunto foi encaminhado à Justiça, e a família Guinle, após dez anos de disputa, ganhou a causa. O hotel e seu cassino foram essenciais para a consolidação da fama e glamour do bairro nas décadas seguintes.

Em 23 de maio de 1928, o presidente Washington Luís (1926-1930) foi baleado no hotel por sua amante, a marquesa italiana Elvira Vishi Maurich, que tinha 28 anos de idade. O presidente Washington Luís foi então internado, sendo a versão oficial de que teria tido uma crise de apendicite. Quatro dias depois a jovem marquesa foi encontrada morta. A versão da polícia foi de que teria sido suicídio.[2][3]

 
Salão de festas.

Em 1934, foi construída a piscina do hotel, com projeto do engenheiro César Melo e Cunha, ampliada em 1949. Em 1938, inaugurou-se o "Golden Room", com um espetáculo do ator, cantor e humorista francês Maurice Chevalier.

Em abril de 1946, após a Segunda Guerra Mundial, o presidente Eurico Gaspar Dutra (1946-1951) proibiu o jogo no país. O cassino foi transformado em uma casa de espetáculos, e o hotel passou por uma ampla reforma, aumentando sua capacidade e acrescentando dois pavimentos ao prédio principal, a pérgula lateral e o anexo nos fundos (inaugurado em 1949). Tal reforma ficou ao cargo do arquiteto Wladimir Alves de Sousa.

Com a transferência da capital para Brasília, em 1960, o hotel conheceu um período de lenta decadência, até ser superado por hotéis mais modernos, construídos na década de 1970.

Em 1985, projetou-se a sua demolição. No entanto, o Copacabana Palace tornou-se patrimônio histórico, sendo tombado nas esferas federais (IPHAN), estadual (INEPAC) e municipal (SEDREPAHC). Em 1989, a família Guinle, na pessoa de José Eduardo Guinle, vendeu-o ao grupo Orient Express, hoje Belmond, que reabilitou o Copacabana Palace, modernizando as antigas instalações sem descaracterizá-las.

Grand Champions RioEditar

Em 2012, o torneio Grand Champions Rio 2012 marcou a reinauguração da quadra de tênis do hotel.[4]

Flying Down to RioEditar

O hotel serviu de tema para o musical "Flying Down to Rio", de 1933, com Dolores del Rio, em que Fred Astaire e Ginger Rogers dançam juntos pela primeira vez. Embora ambientado no hotel, o filme foi inteiramente rodado nos Estados Unidos, em estúdios com cenários pintados do Rio de Janeiro e na praia de Malibu, para criar o exterior. O sucesso do filme tornou o hotel conhecido mundialmente.

Ver tambémEditar

Referências

  1. Prêmio WTA de turismo considera Copacabana Palace o melhor da América do Sul
  2. «Nº12 – Perfil > Washington Luís». Revista Apartes. Consultado em 27 de fevereiro de 2016 
  3. «Amor clandestino | VEJA Rio». VEJA Rio. Consultado em 27 de fevereiro de 2016 
  4. oglobo.globo.com/ Hóspedes de luxo exibem talento na quadra de tênis do Copacabana Palace