Corredor Metropolitano São Mateus–Jabaquara


O Corredor Metropolitano São Mateus - Jabaquara é um corredor de ônibus, que liga a Capital à Região do ABC Paulista com vias exclusivas, criado pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo e hoje operado pela Metra.[1] Faz parte da Rede Metropolitana de Transporte de São Paulo.

Corredor São Mateus-Jabaquara
Mapa das paradas
Mapa das paradas
Inauguração:dezembro de 1988 (31 anos) Terminal Ferrazópolis-Terminal São Mateus
1990 (30 anos) conclusão da outra parte
Estações:111
Comprimento:33 km
Estado:Operacional
Rota das paradas São Mateus-Jabaquara
Distância Partida do Terminal São Mateus São Paulo
(Zona Leste)
Urban head station
0 km Terminal São Mateus
Urban stop on track
0,9 km Parada Santa Adélia
Unknown route-map component "uSTR+GRZq"
Divisa
São Paulo
Mauá
Urban station on track
1,3 km Parada Sônia Maria Mauá
Unknown route-map component "uSTR+GRZq"
Divisa
Mauá
Santo André
Urban stop on track
1,9 km Parada Nestor de Barros Santo André
Urban stop on track
2,4 km Parada Ana Maria
Urban stop on track
3,0 km Parada Santo Alberto
Urban stop on track
3,5 km Parada Cidade dos Meninos
Urban stop on track
3,8 km Parada Nevada
Urban stop on track
4,4 km Parada Angola
Urban stop on track
4,8 km Parada Manila
Urban stop on track
5,1 km Parada Timor
Urban stop on track
5,6 km Parada Parque das Nações
Urban stop on track
6,0 km Parada Bonfim
Urban stop on track
6,4 km Parada Lituânia
Urban stop on track
6,8 km Parada Bangu
Urban stop on track
7,1 km Parada Itamarati
Unknown route-map component "udWBRÜCKE"
7,2 km Ponte sobre o Rio Tamanduateí
Unknown route-map component "udKRZo" Unknown route-map component "TRAIN2"
7.8 km
Viaduto Del Antônia
sobre a 10turquoise.png Linha 10 Turquesa da CPTM
Urban station on track
7,9 km Terminal Metropolitano Santo André Oeste
Urban stop on track
8,2 km Parada IV Centenário
Urban stop on track
8,8 km Parada Alfredo Fláquer
Urban stop on track
9,6 km Parada Santa Tereza
Urban stop on track
10 km Parada Paraíso
Urban stop on track
10,7 km Parada Gilda
Urban stop on track
11,4 km Parada Estela
Urban stop on track
11,9 km Parada Pilar
Unknown route-map component "uSTR+GRZq"
Divisa
Santo André
São Bernardo do Campo
Urban stop on track
12,5 km Parada Baeta Neves SBC
Urban stop on track
13 km Parada Getúlio Vargas
Urban stop on track
13,3 km Parada ETE/SENAI
Unknown route-map component "uBHF-L" Unknown route-map component "uKBHFa-R"
13,9 km
Terminal Metropolitano São Bernardo do Campo
Ligação para o Terminal Metropolitano Ferrazópolis
Urban stop on track Unknown route-map component "udCONTf"
14,4 km Parada Jardim do Mar
Urban stop on track
14,9 km Parada Vera Cruz
Unknown route-map component "uBRÜCKE2"
15,3 km Viad. Lucas Nogueira Garcês
Urban stop on track
15,6 km Parada Anchieta
Unknown route-map component "uBRÜCKE1"
15,8 km Viad. Roberto Montanheiro sobre a Rodovia Anchieta
Urban stop on track
16,1 km Parada Planalto
Urban stop on track
16,6 km Parada Cecom
Urban stop on track
17 km Parada Indústrias
Unknown route-map component "uSTR+GRZq"
Divisa
São Bernardo do Campo
Diadema
Urban stop on track
17,5 km Parada Bom Jesus Diadema
Urban station on track
17,8 km Terminal Metropolitano Piraporinha
Urban stop on track
18,5 km Parada Bela Vista
Urban stop on track
18,9 km Parada Nogueira
Urban stop on track
19,5 km Parada Lídia
Unknown route-map component "udWBRÜCKE"
Córrego da Av. Fábio Eduardo Ramos Esquível
Urban stop on track
20,1 km Parada Alice
Urban stop on track
20,8 km Parada Canhema
Unknown route-map component "uSBRÜCKE"
21,2 km Passagem sob a Rodovia dos Imigrantes
Urban stop on track
21,6 km Parada Imigrantes
Urban stop on track
21,8 km Parada Orense
Urban stop on track
22,2 km Parada Manoel da Nóbrega
Urban stop on track
22,6 km Parada Castelo Branco
Unknown route-map component "uBHF-L" Unknown route-map component "uKBHFa-R"
22,9 km
Terminal Metropolitano Diadema
Ligação para o Corredor Diadema-Morumbi
Urban stop on track Unknown route-map component "udCONTf"
23,7 km Parada Assembléia
Urban stop on track
24,3 km Parada Divisa
Unknown route-map component "uSTR+GRZq"
Divisa
Diadema
São Paulo
Urban stop on track
24,6 km Parada Vila Clara São Paulo
Urban stop on track
25,2 km Parada Bom Clima
Urban stop on track
25,6 km Parada São Jose
Urban stop on track
26,2 km Parada Americanópolis
Urban stop on track
26,6 km Parada Faccini
Urban stop on track
27 km Parada Encontro
Urban stop on track
27,6 km Parada Cidade Vargas
Urban End station Unknown route-map component "TRAIN2"
27,8 km
Terminal Intermodal Jabaquara
Acesso a 1blue.png Linha 1-Azul do Metrô e futuro
terminal da 17gold.png Linha 17-Ouro do Metrô

HistóriaEditar

ProjetoEditar

O primeiro projeto para o corredor de trólebus entre São Paulo e a região do ABC Paulista surgiu em 1974 quando a prefeitura de São Paulo lançou o programa Sistran. Uma de suas fases previa a construção de um corredor de trólebus entre São Paulo, Santo André, São Bernardo e Diadema, num traçado similar ao atual.[2][3][4]

Posteriormente o governo do estado de São Paulo, por meio da recém criada Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU) pela gestão Egydio, assinou um convênio com a Empresa Brasileira de Transportes Urbanos e lançou em 1979 o projeto do Corredor Viário ABD.[5] A dissolução da EMTU pela gestão Maluf atrasou a implantação do projeto do Corredor ABD. O projeto foi retomado apenas na gestão Montoro.[6]

ConstruçãoEditar

Os primeiros contratos foram assinados em 25 de abril de 1986 e as obras foram divididas da seguinte forma:[7][8]

Trecho Extensão[9] Construtora Início da obra Término[9]
São Mateus - Santo André Leste 6,9 km Vega-Sopave c. 1986 3 de dezembro de 1988
Santo André Oeste - São Bernardo -
Ferrazópolis - Piraporinha
20 km CBPO
Piraporinha – Jabaquara 5,7 km Convap setembro de 1990
Terminal São Mateus 26.600 m2
13.600 m2 (área coberta)
N/D c. 1987 3 de dezembro de 1988
Terminal Sônia Maria 6.600 m2
3.500 m2 (área coberta)
ECISA 25 de abril de 1986 setembro de 1990
Terminal Piraporinha 6.300 m2
4.700 m2 (área coberta)
ECISA
Terminal Santo André Leste 25.500 m2
6.300 m2 (área coberta)
Passarelli
Terminal Santo André Oeste 13.800 m2
6.800 m2 (área coberta)
Constecca
Terminal Ferrazópolis 18.200 m2
8.500 m2 (área coberta)
Badra 3 de dezembro de 1988
Terminal Diadema 14.700 m2
8.300 m2 (área coberta)
Civila setembro de 1990
Terminal São Bernardo 9.100 m2
5.800 m2 (área coberta)
N/D c. 1987
Terminal Jabaquara 11.000 m2
6.600 m2 (área coberta)
N/D c. 1987
Centro de Controle
Operacional e Manutenção (Cecom)
75.000 m2
20.000 m2 (área coberta)
CBPO c. 1986 3 de dezembro de 1988
 
Corredor metropolitano em dezembro de 1988.

A implantação do corredor de trólebus valorizou parte da região e incentivou a especulação imobiliária em alguns pontos, como a implantação de edifícios residenciais e até uma unidade do Mappin em Santo André[10][11] Antes de deixar o cargo Montoro inaugurou simbolicamente um pequeno trecho de 3 quilômetros do corredor de trólebus em 9 de março de 1987, sendo ironizado por parte da imprensa ao inaugurar uma obra que não poderia funcionar.[12] Na gestão seguinte, de Quércia, as obras foram inauguradas outras duas vezes. Com a implantação do Plano Cruzado II, as obras sofreram 8 aditivos de contrato e sofreram grande atraso. Previstas para serem concluídas em 1987, apenas o trecho São Mateus entre o Terminal Ferrazópolis e Terminal São Mateus foi aberto para testes em 12 de novembro de 1988, com sua operação realizada pela Companhia do Metropolitano de São Paulo (empresa subsidiária da EMTU). Em 3 de dezembro de 1988, o governador Quércia inaugurou esse trecho oficialmente. No dia da inauguração, um Fusca invadiu o corredor e colidiu com um trólebus. O acidente causou a morte dos quatro ocupantes do Fusca. Posteriormente o Metrô passou a fiscalizar e inibir as invasões de veículos com a circulação de Kombis como escolta de trólebus.[13][14]

O trecho restante foi inaugurado em 1990. A partir deste momento, começou a atender importantes cidades da região do ABC Paulista (Diadema, São Bernardo do Campo, Santo André e Mauá), em São Paulo.

Operação e concessãoEditar

Em 21 de maio de 1997 a EMTU-SP fez a primeira concessão no transporte público do país, com a transferência oficial da operação do Corredor Metropolitano São Mateus - Jabaquara, para a Concessionária Metra, por 20 anos. A Metra também ficou responsável pela manutenção e conservação da infra-estrutura e do sistema viário. Contratos mais longos, permitiram maiores investimentos da Concessionárias no sistema, com a aquisição de novos equipamentos (veículos articulados com ar-condicionado) e a recuperação e manutenção dos terminais e pavimento rígido.

HojeEditar

Nas suas vias exclusivas, circulam ônibus a diesel, híbridos, e trólebus. Em 2007 o Ônibus movido a etanol foi incluído na frota para realização de testes durante 1 ano. Futuramente o Ônibus com Célula a Combustível Hidrogênio. Possui uma extensão total de 33 quilômetros, dotado de vias segregadas ao trânsito. Hoje é referência nacional e internacional para o setor, tendo recebido (entre outras visitas), em Julho de 2007, a visita de Executivos do Departamento de Transporte e Serviços Públicos da província de Western Cape, na África do Sul.

Passageiros transportadosEditar

Ano Passageiros Empresa Ano Passageiros Empresa
1988 1 251 361 EMTU
(Metrô)[15]
2005 62 000 000 EMTU
(Metra)[16][17][18]
1989 24 378 724 2006 64 000 000
1990 30 122 347 2007 70 000 000
1991 50 728 931 2008 79 000 000
1992 59 596 840 2009 78 000 000
1993 60 467 757 2010 81 000 000
1994 61 888 674 2011 83 100 000
1995 71 554 696 2012 87 200 000
1996 71 674 958 2013 88 100 000
1997 71 545 526 EMTU
(Metra)[19][16]
2014 88 900 000
1998 68 607 105 2015 88 100 000
1999 59 728 696 2016 83 300 000
2000 58 710 289 2017 80 500 000
2001 61 463 040 2018 77 600 000
2002 61 082 245 2019 75 900 000
2003 59 778 959 - -
2004 61 000 000 - -
- - Total 2 094 650 063

Referências

  1. :::: EMTU - Corredor Metropolitano ::::
  2. Renato Lobo (14 de outubro de 2014). «São Paulo teria 280 km de corredores de trólebus». Via Trólebus. Consultado em 1 de junho de 2020 
  3. Thiago Silva (30 de agosto de 2019). «Plano SISTRAN e a proposta de uma ampla rede de trólebus na cidade de São Paulo». Plamurb. Consultado em 1 de junho de 2020 
  4. COMPANHIA MUNICIPAL DE TRANSPORTES COLETIVOS (1979). Sistema de tróleibus para a cidade de São Paulo: programa prioritário. [S.l.]: CMTC 
  5. Secretaria de Estado dos Negócios Públicos de São Paulo (1979). «Diretrizes dos Corredores Viários Metropolitanos» (PDF). Relatório Setorial, página 50/Acervo Paulo Egydio Martins. Consultado em 1 de junho de 2020 
  6. Fernando Leça (28 de agosto de 1984). «Debates (2ª Coluna)» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo, Caderno Executivo I, página 40. Consultado em 1 de junho de 2020 
  7. Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (11 de fevereiro de 1988). «TC-0047241/026/90 - 2ª Coluna» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo, Caderno Legislativo, página 13. Consultado em 1 de junho de 2020 
  8. GPL/APL (1987). Relatório sobre as obras da Companhia do Metropolitano de São Paulo-Metrô. [S.l.]: Metrô-SP. pp. 275–278 
  9. a b Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (15 de abril de 1989). «Relatório da Diretoria - 1988» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo, Caderno Ineditoriais, página 27. Consultado em 1 de junho de 2020 
  10. Mappin (12 de abril de 1987). «Anúncio publicitário Mappin ABC». Folha de S.Paulo, ano 67, edição 21193, páginas 24 e 25. Consultado em 1 de junho de 2020 
  11. Kobaiashi/PCH (11 de janeiro de 1987). «Anúncio Edifício Dream Park». Folha de S.Paulo, ano 66, edição 21102, página C-29. Consultado em 1 de junho de 2020 
  12. «Montoro "inaugura" linha inacabada de tróleibus na região metropolitana». Folha de S.Paulo, ano 67, edição 21160, página 10. 10 de março de 1987. Consultado em 1 de junho de 2020 
  13. «Trólebus do ABC será inaugurado mais uma vez». Folha de S.Paulo, ano 68, edição 21794, Caderno Cidades, página C-3. 3 de dezembro de 1988. Consultado em 1 de junho de 2020 
  14. «Via de trólebus tem acidente no dia da inauguração». Folha de S.Paulo, ano 68, edição 21795, Caderno Cidades, página C-7. 4 de dezembro de 1988. Consultado em 1 de junho de 2020 
  15. Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo - EMTU/Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados - Seade (1999). «10- Passageiros Transportados pelo Sistema Metropolitano de Transportes por Ônibus e Trólebus-Região Metropolitana de São Paulo e da Baixada Santista (1985-98)». Anuário Estatístico do Estado de São Paulo de 1998. Consultado em 25 de maio de 2020 
  16. a b Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos de São Paulo (agosto de 2012). «Gráfico 2- Demanda de passageiros de ônibus intermunicipal, Região Metropolitana de São Paulo (2002-2012)» (PDF). Informes Urbanos Nº 11/Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano-Prefeitura da cidade de São Paulo. Consultado em 25 de maio de 2020 
  17. Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos de São Paulo (março de 2017). «Monitoramento da demanda 2013-2016». Seção Informações Gerais. Consultado em 25 de maio de 2020 
  18. Companhia do Metropolitano de São Paulo (2020). «Passageiros transportados no sistema de transporte na RMSP 2017, 2018 e 2019» (PDF). Balanço Anual 2019, página 1/Diário Oficial do Estado de São Paulo. Consultado em 20 de junho de 2020 
  19. Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo - EMTU/Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados - Seade (2004). «9 - Passageiros Transportados pelo Sistema Metropolitano de Transportes por Ônibus e Trólebus -Regiões Metropolitanas de São Paulo, da Baixada Santista e de Campinas (1990-2003)». Anuário Estatístico do Estado de São Paulo de 2003. Consultado em 25 de maio de 2020 

Ver tambémEditar

 
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Ligações externasEditar