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Correntina

Município brasileiro do estado da Bahia
Correntina
  Município do Brasil  
Avenida Tancredo Neves, uma das principais da cidade
Avenida Tancredo Neves, uma das principais da cidade
Hino
Apelido(s) "Maior carnaval do oeste baiano"
Gentílico correntinense[1]
Localização
Localização de Correntina na Bahia
Localização de Correntina na Bahia
Correntina está localizado em: Brasil
Correntina
Localização de Correntina no Brasil
Mapa de Correntina
Coordenadas 13° 20' 34" S 44° 38' 13" O
País Brasil
Unidade federativa Bahia
Região intermediária[2] Barreiras
Região imediata[2] Santa Maria da Vitória
Municípios limítrofes Jaborandi, Santa Maria da Vitória, São Desidério e Posse (Goiás)
Distância até a capital
História
Fundação 15 de setembro de 1866 (153 anos)[1]
Emancipação 5 de setembro de 1891 (128 anos)
- de Carinhanha[1]
Aniversário 30 de março
Administração
Distritos
Prefeito(a) Nilson José Rodrigues (Maguila)[4] (PCdoB, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [6] 12 142,427 km²
População total (estimativa IBGE/2018[7]) 32 081 hab.
 • Posição BA: 88°
Densidade 2,64 hab./km²
Clima Tropical seco (Aw)
Altitude 575 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 47650-000[5]
Indicadores
IDH (PNUD/2010[8]) 0,603 médio
 • Posição BA: 140º
Gini (PNUD/2010[8]) 0,59
PIB (IBGE/2016[9]) R$ 1 123 973 mil
 • Posição BA: 29º
PIB per capita (IBGE/2016[9]) R$ 33 778,3
Outras informações
Padroeiro(a) Nossa Senhora do Rosário da Glória
www.correntina.ba.gov.br (Prefeitura)
www.camaracorrentina.ba.gov.br (Câmara)

Correntina é um município brasileiro no interior do estado da Bahia, Região Nordeste do país.

Fica localizada na região econômica do MATOPIBA (acrônimo para os estados doMaranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), que é descrita como região de alto potencial em agricultura, mas ainda com grandes falhas em infraestutura, em fase de início de desenvolvimento. Da qual o Estado da Bahia é destaque.

A cidade ficou nacionalmente conhecida em novembro de 2017 pela invasão, ocupação e destruição de máquinas de uma fazenda (que captava, irregularmente, milhões de metros cúbicos de água diariamente) por um grupo de mais de 1000 pessoas ligadas a movimentos de proteção ambiental.[10][11]

GeografiaEditar

O município de Correntina está localizado na porção oeste do estado, à latitude 13°20'34" sul e à longitude 44°38'13" oeste, estando à altitude de 575 metros.

LocalizaçãoEditar

Situa-se na Região Geográfica Intermediária de Barreiras e Região Geográfica Imediata de Santa Maria da Vitória.[2] localizando-se próximo a divisa com o estado de Goiás. Ocupa uma área total de 12 142,427 km², representando quase 3% do total do estado.

Seu território tem como limites as cidades de Jaborandi, Santa Maria da Vitória (em território baiano) e Posse (em território goiano).

DistânciasEditar

Está localizada no Oeste Baiano a 914 km de Salvador, a 527 km de Brasília e a 166,2 km (BR-135) ou 209 km (BR-135/242) de Barreiras, a principal cidade da região.[12]

HidrografiaEditar

Banhada pelos rios Correntina, Arrojado, Santo Antônio, Guará e Rio do Meio, todos de águas cristalinas, sendo o principal o rio Correntina, cujo leito corta o centro da cidade, onde está a Ilha do Ranchão, de encantos e magia, cartão postal da cidade, bastante visitada durante todo o ano e principalmente no período de carnaval. Logo a 1.200 metros do centro da cidade há o arquipélago “Sete Ilhas”, descrito como tendo uma beleza incomparável. Os outros rios banham quase todos os povoados do município, que impressionam pelas suas riquezas hídricas e naturais, como: Cachoeiras, Veredas, Paredões, Morros e Grutas.

ClimaEditar

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1977 a 1980, 1986 a 1989[[nota] 1] e a partir de 1993, a menor temperatura registrada em Correntina foi de 6,3 °C em 23 de julho de 2006,[13] e a maior atingiu 40,4 °C em 13 de novembro de 2015.[14] O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 122,4 milímetros (mm) em 7 de março de 1978. Outros grandes acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram 119,2 mm em 26 de dezembro de 1977, 113 mm em 18 de março de 2012, 112,8 mm em 6 de dezembro de 1988, 108,4 mm em 21 de novembro de 2008, 104 mm em 3 de abril de 1978, 103,8 mm em 16 de dezembro de 1988 e 101,4 mm em 22 de dezembro de 1987.[15] Fevereiro de 1979, com 510,8 mm, foi o mês de maior precipitação.[16]

Dados climatológicos para Correntina
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 37,2 37,5 36,9 37,3 36,5 36,6 35,3 37 39,8 39,8 40,4 38,5 40,4
Temperatura máxima média (°C) 31 31,4 30,9 31,1 31,3 30,4 30,6 31,8 33,6 34,1 31,8 30,8 31,6
Temperatura média compensada (°C) 24,7 25 24,6 24,5 23,6 21,9 22 23,2 25,7 26,7 25,5 24,8 24,4
Temperatura mínima média (°C) 19,9 20 20 19,3 17,2 14,5 14,2 14,9 18,2 20,3 20,6 20,1 18,3
Temperatura mínima recorde (°C) 11,6 15,2 12,8 11,3 8,8 7,7 6,3 8,3 9,2 11,4 12,2 15,1 6,3
Precipitação (mm) 130 104,4 145,5 62,2 9 0,5 0,3 2,3 10,2 74,2 164,7 220,8 923,9
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 9 8 11 5 1 0 0 0 2 6 12 13 67
Umidade relativa compensada (%) 77,9 76 77,2 73,8 68,4 64 59,9 54,7 50,1 57,8 72 77,2 67,4
Horas de sol 224,4 204 222,4 240,5 264,8 271,5 284 299,2 276,4 241,8 180,6 190,3 2 899,9
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) (normal climatológica de 1981-2010;[17] recordes de temperatura: 06/06/1977 a 31/12/1980, 01/01/1986 a 31/03/1989[[nota] 1] e 01/01/1993-presente)[13][14]

TopônimoEditar

Seu nome vem do rio homônimo (o Rio Correntina), chamado também de Rio das Éguas.

HistóriaEditar

O município de Correntina começou a surgir a partir das expedições dos bandeirantes Bartolomeu Bueno da Silva, Belchior Dias Moreira e Matias Cardoso de Almeida, que teriam visitado a região onde hoje se localiza a cidade entre 1700 a 1790.

Crescendo com o tempo, a povoação, ora denominada Nossa Senhora da Glória do Rio das Éguas, em 1806 passou à classe de freguesia com o mesmo nome. Aos 15 de maio de 1866, a Lei provincial nº 973 criou o município com terras desmembradas do de Carinhanha e elevou à categoria de vila a povoação, dando-lhe o nome de Vila de Nossa Senhora da Glória do Rio das Éguas, o designando-a para sede do município recém-criando. A sua instalação ocorreu em 13 de maio de 1867. A Resolução nº 1960, de 8 de junho de 1880, treze anos após a instalação, suprimiu o município, ao mesmo tempo em que transferiu a sede da freguesia e o título de vila para o Arraial do Porto de Santa Maria da Vitória, criando o município desse nome.

Em 14 de maio de 1886, a Resolução provincial número 2558, revogou a anterior, de nº 1960, restaurando o município e fazendo voltar a sede para Rio das Éguas. Em 4 de maio de 1888 a Resolução provincial número 2579 suprimiu novamente o município. Esta situação perdurou por três anos, até quando o governador Doutor José Gonçalves da Silva, em 5 de maio de 1891, assinou o Ato estadual nº 319, pelo qual o município foi novamente restaurado, com sede no povoado do Rio das Éguas e o nome de Correntina.

Em 2 de março de 1938, através do Decreto Lei Federal de nº 311 assinado por Getúlio Vargas, autorizando que os Estados fizessem as divisões territoriais, foi que, pelo Decreto Estadual de nº 10 724, assinado pelo interventor Federal Landulfo Alves, em 30 de março de 1938, a vila recebeu o foro de Cidade, sob a batuta do Intendente Major Félix Joaquim de Araújo, porém, somente vieram comemorar em 1 de janeiro de 1939, considerando a demora que havia na comunicação.

DemografiaEditar

Sua população no censo demográfico de 2010 era de 31 249 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sendo então o 87º mais populoso do estado e segundo de sua microrregião.

Já sua população conforme estimativas do IBGE de 2018 eram de 32 081[7] habitantes.

EconomiaEditar

Correntina possui a 29º maior economia do estado da Bahia, estando caracterizada também como a 669ª maior economia do Brasil. Sua região é responsável por sessenta por cento da produção de grãos do estado, sua renda per capita é uma das maiores do Brasil.

Segundo dados do IBGE, em 2016 seu Produto Interno Bruto foi de R$ 1 123 973 mil e o PIB per capita era de R$ 33 778,30.[9]

AgriculturaEditar

Sua agricultura é pujante, diversificada e de grande produtividade, possuindo grandes áreas irrigadas. Sua pecuária é de alta qualidade tanto na área genética como tecnológica. O Oeste da Bahia passa a ser o mais importante espaço nordestino receptor de imigrantes. Os vales, antes caracterizados pela pequena exploração agrícola familiar em minifúndios, começam a serem identificados como áreas bastante promissoras para o cultivo de frutas. Esta nova dinâmica possibilitou as potencialidades, em sua grande parte ainda inexploradas, e expôs a região a crises características dos períodos iniciais das áreas e expansão de fronteira econômica.

O município possui grandes áreas inexploradas, próprias para agricultura e pecuária.

TurismoEditar

Durante a tarde bandas locais animam os principais pontos turísticos Ranchão e Sete Ilhas, fim de tarde a bandinha sai às ruas tocando os temas tradicionais do carnaval e durante a noite trios elétricos percorrem o centro da cidade levando centenas de foliões.

O carnaval da cidade de Correntina tem atraído excursões dos estados de Minas Gerais, Goiás, e principalmente do Distrito Federal. Estes estão vindo em ônibus fretados, que lotam as pousadas e residências particulares, aproveitando a oportunidade para transformar suas casas em apoio aos excursionistas.

No carnaval de 2011 estiveram presentes em Correntina mais de 50 ônibus especiais de excursionistas, num verdadeiro turismo social, principalmente das cidades satélites do DF, por se localizar a 500 km de Brasília. Isto sem contar na média de 1 000 automóveis particulares com placas do DF.[carece de fontes?]

Ver tambémEditar

NotasEditar

  1. a b Ausência de dados de temperatura mínima para o período de 1986 a 1989.

Referências

  1. a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ba/correntina/historico. Consultado em 23 de outubro de 2018  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  2. a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  3. «Guia de distância entre cidades da Bahia». Aondefica.com. Consultado em 9 de julho de 2011 
  4. [1]
  5. «CEP de cidades brasileiras». Correios. Consultado em 31 de Julho de 2008 
  6. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  7. a b «Estimativa populacional 2018 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de agosto de 2018. Consultado em 23 de outubro de 2018 
  8. a b «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 16 de agosto de 2013 
  9. a b c «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2010 à 2016». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 15 de dezembro de 2018 
  10. «Policia enquandra políticos após ataques e animos se acirram». Correio24horas. 11 de novembro de 2017. Consultado em 11 de novembro de 2017 
  11. «Grupo invade fazendas e destrói sistema de irrigação no oeste da Bahia». Notícias Agricolas. 2 de novembro de 2017. Consultado em 11 de novembro de 2017 
  12. «Barreiras, capital do oeste baiano». clubedovendedor. Clube do Vendedor. Consultado em 15 de junho de 2017 
  13. a b «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura mínima (°C) - Correntina». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 12 de julho de 2018 
  14. a b «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura máxima (°C) - Correntina». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 12 de julho de 2018 
  15. «BDMEP - série histórica - dados diários - precipitação (mm) - Correntina». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 12 de julho de 2018 
  16. «BDMEP - série histórica - dados mensais - precipitação total (mm) - Correntina». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 12 de julho de 2018 
  17. «NORMAIS CLIMATOLÓGICAS DO BRASIL». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 12 de julho de 2018 

Ligações externasEditar

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