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Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Cosmismo.

Cosmicismo é a filosofia literária que foi desenvolvida e empregada pelo escritor norte-americano H.P Lovecraft em sua ficção sobrenatural[1]. Lovecraft foi o escritor de histórias de terror filosoficamente intensas que envolvem fenômenos relacionados ao ocultismo, tais como "possessão astral" e miscigenação alienígena; os temas de sua ficção contribuiram com o passar do tempo para o desenvolvimento desta filosofia literária.

Princípios do CosmicismoEditar

A filosofia do cosmicismo declara que não há presença divina reconhecível, tal como um deus, e também exprime a idéia de que os seres humanos são particularmente insignificantes no esquema maior de existência intergaláctica, e que talvez não passem de uma pequena espécie projetando suas próprias idolatrias mentais ao vasto cosmos, estando eternamente susceptível à possibilidade de ser varrida da existência a qualquer momento. Esta idéia também sugeriu que a humanidade inteira não passa de criaturas que possuem exatamente a mesma relevância e significância que plantas e insetos, mas em uma luta muito maior com forças igualmente muito maiores que, dada a pequeníssima e insignificante natureza desprovida de visão do ser humano, o mesmo não reconhece.

Talvez o mais proeminente tema no cosmicismo seja a completa insignificância da humanidade. Lovecraft acreditava que "a espécie humana desaparecerá. Outras espécies aparecerão e, por sua vez, desaparecerão no lugar. O céu há de tornar-se gelado e vazio, perfurado por fraca luminosidade e semimortas estrelas, estas que por sua vez também hão de desaparecer. Tudo há de desaparecer. E tudo o que os seres humanos fazem é mover partículas elementares, em sua liberdade de movimento. Bem, mal, moral, sentimentos? Puras ficções vitorianas. Apenas o egotismo existe."[2]

Referências

  1. Joshi, The Annotated H. P. Lovecraft, p. 12.
  2. Citado em Michel Houellebecq, H. P. Lovecraft: Against the World, Against Life (1999), referenciado no "A nihilist's hope against hope" por Andrew Riemer, 2003.