Abrir menu principal

Wikipédia β

A chakana é um símbolo que representa a visão de mundo incaica

Cosmovisão[1] ou visão de mundo é um conjunto de crenças e opiniões fundamentais, isto é, a orientação cognitiva fundamental de um indivíduo, de uma coletividade ou, ainda, de toda a sociedade, num dado espaço-tempo, que têm o indivíduo ou o conjunto mais amplo, numa dada época e cultura, a respeito de tudo o que existe, sua gênese, sua natureza, suas propriedades e outros muitos aspectos, sob as ópticas tão amplas e variadas como a científica, a epistemológica, a filosófica, a religiosa (ou, melhor, espiritual), a semiológica e a ontológica), dentre várias. Uma visão de mundo pode incluir a filosofia natural; postulados fundamentais, existenciais e normativos; ou temas, valores, emoções e ética. Esse termo costuma ser reportado univocamente ao termo alemão weltanschauung [ˈvɛlt.ʔanˌʃaʊ.ʊŋ] ( ouvir), composto de Welt ('mundo') e Anschauung ('visão' ou 'percepção'),[2], o que deve ser evitado. Embora o conceito amplo de cosmovisão não se restrinja apenas a essa específica escola de pensamento filosófico alemão, evidente e necessariamente inclui-a, todavia.

A cosmovisão ou visão do mundo continua a ser um conceito complexo e confuso em qualquer cultura, sendo usado de forma muito diferente por cientistas vários. Afinal, trata da "reflexão mais abrangente que se pode fazer". Underhill, por essa precisa razão, sugere cinco subcategorias: percepção do mundo, concepção mundial, mentalidade cultural, mundo pessoal e perspectiva (ver Underhill 2009, 2011 e 2012). Outras classificações são sempre possíveis, dada a abrangência do tema.

As visões do mundo são muitas vezes concebida num nível consciente, diretamente acessíveis à articulação e à discussão, como contraposição a um nível mais profundo e pré-consciente, como a ideia "base" na psicologia da Gestalt e na análise das mídias . No entanto, as crenças centrais da visão mundial são muitas vezes profundamente enraizadas e, portanto, raramente são refletidas pelos indivíduos e são trazidas à superfície apenas em momentos de crise de fé, de algum modo ocorrentes.

Índice

Construção de visões de mundoEditar

A construção de visões de mundo integrativas começa de fragmentos de visões de mundo oferecidas a cada indivíduo por diferentes disciplinas científicas e os vários sistemas de conhecimento.[3] Ela sofre contribuições de diferentes perspectivas que existem nas diferentes culturas mundiais. Esse é o principal tópico de pesquisa do Center Leo Apostel for Interdisciplinary Studies.

Deveria ser observado que, enquanto que Apostel e seus seguidores claramente sustentam que "indivíduos" podem "construir" visões de mundo, outros autores consideram que visões de mundo operam em um nível e/ou de uma maneira inconsciente. Por exemplo: se a visão de mundo de alguém é fixada pela linguagem de alguém, de acordo com a hipótese de Sapir-Whorf, alguém teria de aprender ou inventar uma nova linguagem para construir uma nova visão de mundo.

Conforme Apostel, uma visão de mundo é necessariamente uma ontologia, ou um modelo descritivo do mundo. Ela deve compreender esses seis elementos:

  1. Uma explicação do mundo;
  2. Uma futurologia como tentativa de responder a questão "para onde estamos indo?";
  3. Princípios, valores e intenções de respostas para questões éticas do tipo: "O que devemos fazer?";
  4. Uma praxeologia, metodologia, ou teoria da ação, que reflita conscientemente: "Como devemos atingir os nossos objetivos?";
  5. Uma epistemologia, ou teoria do conhecimento, que considere com seriedade questões como "O que é verdadeiro e falso?";
  6. Uma Etiologia, pois uma visão de mundo construída deve conter uma concepção de seus próprios blocos de construção (building blocks), suas origens e construção.

Impacto das visões de mundoEditar

Aspectos estruturaisEditar

O termo denota um conjunto abrangente de opiniões, vistas como uma unidade orgânica, sobre o mundo como o meio e exercício da existência humana. No contexto conceitual amplo, weltanschauung serve como um quadro para gerar várias dimensões da percepção e experiência humana como conhecimento, política, economia, religião, cultura, ciência e ética. Por exemplo, visão de mundo da causalidade como "unidirecional", "cíclica" ou "espiral" gera um quadro do mundo que reflete esses sistemas de causalidade.

Uma visão unilateral da causalidade está presente em algumas visões de mundo monoteísticas com um começo e um fim e uma única grande força com um único fim (por exemplo, cristianismo e islamismo), enquanto que uma visão de mundo cíclica da causalidade está presente na tradição religiosa que é cíclica e sazonal e na qual os eventos e experiências repetem-se em padrões sistemáticos (por exemplo, zoroastrismo, mitraísmo e hinduísmo).

Essas visões de mundo não apenas subjazem as tradições religiosas mas também outros aspectos da pensamento como a história, teorias políticas e econômicas, e sistemas como a democracia, autoritarismo, anarquismo, capitalismo, socialismo e comunismo.

A visão de mundo de uma causalidade linear e não linear gera várias disciplinas e abordagens relacionadas/conflitantes no pensamento científico. A weltanschauung de uma contiguidade temporal de ato e evento leva a diversificações divergentes como determinismo versus livre-arbítrio.

Algumas formas de naturalismo filosófico e de materialismo rejeitam a validade de entidades inacessíveis à ciência natural. Elas veem o método científico como o modelo mais confiável para construção e compreensão do mundo.

Variadas visões do mundoEditar

Folclore e visões de mundoEditar

Assim como a linguagem natural torna-se uma manifestação da percepção de mundo, as literaturas de um povo, com weltanschauungen comuns, surgem como representações holísticas da percepção de mundo geral de um povo. Portanto, a extensão e a comunidade entre os épicos folclóricos mundiais torna-se uma manifestação da comunidade e extensão de sua específica e própria visão de mundo.

Poemas épicos são compartilhados frequentemente por pessoas além de fronteiras políticas e através de gerações. Exemplos de tais épicos incluem a Canção dos Nibelungos dos povos germânicos-escandinavos, a Ilíada dos antigos gregos e povos helenizados, o Cilappatikaram (ou Silappadhikaram) dos povos sul indianos, a Epopeia de Gilgamesh da civilização mesopotâmica-suméria e da maioria da população do Crescente Fértil, o livro As Mil e uma Noites do Mundo árabe e o épico de Sundiata dos povos mandê.

Filosofia e visões de mundoEditar

Um bom exemplo do uso da expressão é encontrado no artigo Questão do Método do filósofo francês Jean-Paul Sartre, que serve de introdução a seu livro Crítica da Razão dialética:

Weltanschauung e filosofia cognitivaEditar

Weltanschauung (termo alemão que se pronuncia "vèltanxauung"),[4] cosmovisão ou mundividência[5] é a orientação cognitiva fundamental de um indivíduo ou de toda uma sociedade. Essa orientação abrange sua filosofia natural, seus valores fundamentais, existenciais, normativos, seus postulados ou temas, suas emoções e sua ética.[6] Outro sentido do termo é o de uma imagem do mundo imposta ao povo de uma nação ou comunidade, isto é, uma ideologia. O termo é um calco linguístico da palavra de origem alemã que significa literalmente "visão de mundo" ou "cosmovisão". Essa palavra alemã é adotada regularmente em diversas línguas para expressar esses significados. Suas origens etimológicas remetem ao século XVIII. Ela é um conceito fundamental na filosofia e epistemologia alemã e se refere à uma "percepção de mundo ampla". Adicionalmente, ela se refere ao quadro de ideias e crenças pelas quais um indivíduo interpreta o mundo e com ele interage.

Um dos mais importantes conceitos em filosofia cognitiva e nas ciências cognitivas é o conceito alemão de weltanschauung. Essa expressão se refere à "visão de mundo geral" ou "percepção de mundo geral" de um povo, família ou pessoa. A weltanschauung de um povo se origina de uma experiência de mundo única, que ele vem experimentando por vários séculos ou milênios. A linguagem de um povo reflete a weltanschauung daquele povo na forma de suas estruturas sintáticas e suas conotações e denotações intraduzíveis.

Paul G. Hiebert sugere que visão de mundo são as pressuposições cognitivas, afetivas e valorativas fundamentais que um grupo de pessoas faz sobre as coisas da natureza, e que elas usam para organizar as suas vidas.[7]

Se fosse possível desenhar um mapa do mundo com base na weltanschauung, ele provavelmente ultrapassaria as fronteiras políticas – a weltanschauung é o produto dos fronteiras políticas e das experiências comuns de um povo de uma região geográfica,[8] condições ambientais-climáticas, recursos econômicos disponíveis, sistemas sócio-culturais, e da família linguística.[8] (O trabalho de um geneticista populacional Luigi Luca Cavalli-Sforza tem por objetivo demonstrar a co-evolução gene-linguística do povo).

Se a hipótese de Sapir-Whorf for correta, o mapa da visão de mundo do mundo seria similar ao mapa linguístico do mundo. Entretanto, ele também iria quase coincidir com o mapa do mundo desenhado com base na música existente entre os povos.[9]

Linguística e visões de mundoEditar

Quem concebeu a ideia de que linguagem e visão de mundo (cosmovisão) são inextrincáveis foi o filologista Wilhelm von Humboldt (1767–1835). Argumentou ele que a linguagem é parte da grande aventura criativa da humanidade. Os aspectos culturais, idiomáticos e linguísticos comunitários devem ter ocorrido quase simultaneamente, segundo ele, e não se concebem independentemente. Em contraste nítido com o determinismo apenas linguístico, que considera a língua como uma restrição ou aprisionamento cultural, Humboldt sustentou que o discurso é inerente e implicitamente criativo. Os seres humanos modificam sua língua e sua linguagem, na medida das demandas sociais.

Edward Sapir também considera essencialmente muito complexa e delicada a relação entre o pensar e o falar em qualquer idioma.[10]

A hipótese da relatividade linguística de Benjamin Lee Whorf descreve como a estrutura semântica-sintática de uma linguagem torna-se uma estrutura subjacente para a weltanschauung de um povo através da organização da percepção causal do mundo e da categorização linguística das entidades. Como uma categorização linguística emerge de uma representação da visão de mundo e da causalidade, ela também modifica a percepção social e portanto conduz a uma contínua interação entre linguagem e percepção.[11]

Essa hipótese foi bem recebida no final da década de 1940, mas diminuiu em proeminência após uma década. Na década de 1990, novas pesquisas dão mais apoio à teoria da relatividade linguística, nas obras de Stephen Levinson e sua equipe no instituto Max Planck para psicolinguística em Nijmegen, Países Baixos.[6] A teoria também ganhou atenção através do trabalho de Boroditsky na Universidade de Stanford.

Uma visão de mundo descreve um consistente (em um grau variável) e integral sentido de existência e fornece um quadro para gerar, sustentar e aplicar conhecimento.

A teoria, ou pelo menos hipótese, foi bem recebida no final dos anos 1940, mas diminuiu de importância após uma década. Nos anos 1990, novas pesquisas deram maior suporte para ateoria da relatividade linguística, nos trabalhos de Stephen Levinson e sua equipe do Instituto Max Planck de psicolinguística em Nijmegen, Países Baixos.[12] A teoria também recebeu atenção pelo trabalho de Lera Boroditsky na Universidade de Stanford.

Religião e visões de mundoEditar

Vários autores sugerem que sistemas de crença religiosa ou filosófica devem ser vistos efetivamente como visões de mundo em vez de um conjunto de hipóteses ou teorias particulares. Nishida Kitaro escreveu extensivamente sobre "a visão de mundo religiosa" ao explorar a significância filosófica das religiões orientais.[13]

Na concepção judaico-cristão original, sob o primado da fé, a visão de mundo sob todos os aspectos está contida e relatada na Bíblia Sagrada. Em particular, quanto à cosmogênese, todo o relato acha-se contido inicialmente no livro Gênesis (no hebraico transliterado, Bereshit). Demais, toda a Bíblia Sagrada confirma-o também.

Conquanto se possa argumentar ser uma "apenas questão de ", o que é efetivamente verdade, não é menos verdadeiro, todavia, que o relato bíblico da criação tem valor ontológico no mínimo em nível de equivalência com as demais visões. A esse respeito, a Bíblia Sagrada declara diretamente [14]:

Particularmente, conforme o livro do neo-calvinista David Naugle "Worldview: The History of a Concept", "a concepção do cristianismo como uma visão de mundo foi um dos mais significantes desenvolvimentos na história recente da igreja.".[15]
O pensador cristão não católico James W. Sire define visão de mundo como "um compromisso, uma orientação fundamental do coração, que pode ser expressa como uma história ou um conjunto de pressupostos (suposições que podem ser verdadeiras, parcialmente verdadeiras, ou falsas) que nós sustentamos (consciente ou subconscientemente, consistente ou inconsistentemente) sobre a construção básica da realidade, e que providencia a fundação na qual nós vivemos e movemos e tem a nossa existência" [16] Ele sugere que "nós todos devemos pensar em termos de visões de mundo, isto é, com uma consciência que não apenas da nossa própria maneira de pensar mas também das outras pessoas, de maneira que nós possamos primeiramente compreender e então genuinamente nos comunicar com os outros em nossa sociedade pluralista.[17]

Alguns autores católicos atuais consideram que sem a introdução de "um princípio de fé" não se pode construir nenhum sistema metafísico e nenhuma weltanschauung.[carece de fontes?] Essa corrente, normalmente presentes nos livros cristãos, defende um principio apologético religioso, ou seja, em defesa da palavra de Deus. Entretanto, é de se considerar que, a despeito dessas concepções singulares, hoje, a Igreja Católica Romana atualmente aceita a teoria científica da "Grande Explosão Original" (Big Bang),[18] e a Teologia liberal, indo muito mais além, considera essa narrativa como apenas alegórica, abandonando, pois, seu sentido literal..

O Papa Francisco afirmou em 27/10/2014, durante discurso na Pontifícia Academia de Ciências, que a Teoria da Evolução e o Big Bang são reais e criticou a interpretação das pessoas que leem o Gênesis, livro da Bíblia, achando que Deus "tenha agido como um mago, com uma varinha mágica capaz de criar todas as coisas". Segundo ele, a criação do mundo "não é obra do caos, mas deriva de um princípio supremo que cria por amor". "O Big Bang não contradiz a intervenção criadora, mas a exige", disse o pontífice na inauguração de um busto de bronze, homenagem ao Papa Emérito Bento XVI:

Outros aspectosEditar

Na linguagem do Terceiro Reich, weltanschauungen passou a designar a compreensão intuitiva de complexos problemas geopolíticos pelos nazistas, o que os permitiu agir em nome de um ideal maior[19] e em conformidade com a sua visão de mundo. Esses atos observados de fora daquela weltanschauung específica são agora comumente entendidos como atos de agressão, tais como abertamente começar invasões, distorcer fatos, e violar direitos humanos, ainda que muitos destes atos incluíssem o desejo de comprar uma terra para os judeus, auxiliar a emigração judia para a Palestina, pactos de defesa e etc.

Ver tambémEditar

Referências

  1. «world-view noun - Definition, pictures, pronunciation and usage notes - Oxford Advanced Learner's Dictionary at OxfordLearnersDictionaries.com». www.oxfordlearnersdictionaries.com 
  2. «Online Etymology Dictionary». Etymonline.com. Consultado em 13 de agosto de 2012. 
  3. Aerts, Diederick, Apostel, Leo, De Moor, Bart, Hellemans, Staf, Maex, Edel, Van Belle, Hubert, Van der Veken, Jan. 1994. "World views. From Fragmentation to Integration". VUB Press. Translation of (Apostel and Van der Veken 1991) with some additions. - The basic book of World Views, from the Center Leo Apostel. See also Vidal C. (2008) Wat is een wereldbeeld? (What is a worldview?), in Van Belle, H. & Van der Veken, J., Editors, Nieuwheid denken. De wetenschappen en het creatieve aspect van de werkelijkheid, p71-85. Acco, Leuven. http://cogprints.org/6094/
  4. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 794.
  5. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 489.
  6. Gary B. Palmer, Toward A Theory of Cultural Lingustics (University of Texas Press, 1996), 114.
  7. Hiebert, Paul G. Transforming Worldviews: an anthropological understanding of how people change. Grand Rapids, Mich.: Baker Academic, 2008
  8. a b Carroll, John B. (ed.) [1956] (1997). Language, Thought, and Reality: Selected Writings of Benjamin Lee Whorf. Cambridge, Mass.: Technology Press of Massachusetts Institute of Technology. ISBN 0-262-73006-5.
  9. Whorf, Benjamin (John Carroll, Editor) (1956). Language, Thought, and Reality: Selected Writings of Benjamin Lee Whorf. MIT Press.
  10. Fadul, Jose (2014). Encyclopedia of Theory and Practice in Psychotherapy and Counseling. [S.l.: s.n.] p. 347. ISBN 978-1-312-34920-9 
  11. Kay, P. and W. Kempton (1984). "What is the Sapir-Whorf Hypothesis?" American Anthropologist 86(1): 65-79
  12. Max Planck Institute for Psycholinguistics
  13. O último livro de Kitaro é Last Writings: Nothingness and the Religious Worldview
  14. Bíblia de Jerusalém, livros, capítulos e versículos citados conforme o original, traduzido para português
  15. David K. Naugle Worldview: The History of a Concept ISBN 0802847617 Citação original: "Conceiving of Christianity as a worldview has been one of the most significant developments in the recent history of the church"
  16. Citação original: "A world view is a commitment, a fundamental orientation of the heart, that can be expressed as a story or in a set of presuppositions (assumptions which may be true, partially true, or entirely false) which we hold (consciously or subconsciously, consistently or inconsistently) about the basic construction of reality, and that provides the foundation on which we live and move and have our being." https://www.goodreads.com/quotes/778788-a-worldview-is-a-commitment-a-fundamental-orientation-of-the
  17. James W. Sire The Universe Next Door: A Basic Worldview Catalog p.15-16 (text readable at Amazon.com) : "(...) we should all think in terms of worldviews, that is, with a consciousness not only of our own way of thought but also that of other people, so that we can first understand and then genuinely communicate with others in our pluralistic society."
  18. Papa Francisco diz que Big Bang e Teoria da Evolução são compatíveis com a igreja católica (consulta em 29/12/2017)
  19. Victor Klemperer, The Language of the Third Reich: A Philologist's Notebook, trans. Martin Brady, London: Continuum, 2002

Ligações externasEditar

  A Wikipédia possui o:
Portal de Filosofia