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Crise diplomática entre Turquia e Países Baixos em 2017

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Editado pela última vez em 16 de março de 2017.
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Em março de 2017, os Países Baixos e a Turquia se envolveram em um incidente diplomático, provocado por restrições de viagem impostas por autoridades holandesas a funcionários turcos que liderariam atos de campanha em favor do presidente turco Recep Tayyip Erdoğan, mirando as cerca de 400 mil pessoas de origem turca que vivem no país. O presidente tenta conquistar os votos da comunidade turca em outras nações para um projeto que pode ampliar seus poderes e mantê-lo no poder até 2029, se aprovado num referendo marcado para 16 de abril.[1]

Os Países Baixos impediram o desembarque do avião do ministro das Relações Exteriores turco Mevlüt Çavuşoğlu, e a ministra turca da Família e Políticas Sociais Fatma Betul Sayan Kaya, que viajara de carro até a cidade de Roterdã, não pôde entrar no consulado da Turquia.[1] Em resposta, a Turquia expulsou o embaixador holandês no país. O presidente turco Recep Tayyip Erdoğan chamou os holandeses de "fascistas" e "remanescentes do nazismo". O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, disse que a posição turca é escandalosa e inaceitável e pediu conversações para resolver o impasse, acrescentando que a Turquia havia cruzado uma linha diplomática.[2]

Referências